Desdiagnosticando o gênero

Para continuar a problematização do post de ontem sobre transexualidade.

De fato, as correlações entre identidade de gênero e orientação sexual são, na melhor das hipóteses, turvas: não se pode prever, com base no gênero de uma pessoa, qual identidade de gênero ela terá e qual ou quais direções do desejo essa pessoa, ao final, levará em consideração e seguirá. Embora John Money e outros, assim chamados, transposicionalistas pensem que a orientação sexual tende a ser uma consequência da identidade de gênero, seria um grande erro pressupor que a identidade de gênero causa a orientação sexual ou que a sexualidade tem necessariamente como referência uma prévia identidade de gênero. Tal como tentarei mostrar, ainda que uma pessoa aceitasse como não sendo problemático indicar quais são as características “femininas” e quais são as “masculinas”, isso não acarretaria que o “feminino” é atraído pelo o “masculino”, e o “masculino” pelo o feminino. Isso só se daria se compreendêssemos o desejo a partir de uma matriz exclusivamente heterossexual. Na verdade, essa matriz não apreenderia corretamente alguns comportamentos queercrossings na heterossexualidade, assim como, por exemplo, quando um homem heterossexual femininizado deseja uma mulher femininizada a fim de que os dois possam ficar tal como “entre meninas”. Ou quando mulheres heterossexuais masculinas desejam que, para elas, seus meninos sejam tanto meninas quanto meninos. O mesmo comportamento queer crossing acontece na vida das lésbicas e dos gays, quando uma lésbica butch junto com outra constitui um modo caracteristicamente lésbico de homossexualidade masculina. Além disso, a bissexualidade, como já disse antes, não pode ser reduzível a dois desejos heterossexuais, quer compreendido como um lado feminino desejando um objeto masculino, quer como um lado masculino desejando um objeto feminino. Esses queercrossings são tão complexos quanto qualquer coisa que acontece tanto na heterossexualidade quanto na homossexualidade. Esses queercrossings ocorrem mais frequentemente do que em geral se percebe, o que expõe ao ridículo a proposição transposicionalista de que a identidade de gênero pode predizer a orientação sexual. De fato, por vezes é exatamente a desconexão entre a identidade de gênero e a orientação sexual – o não se orientar pelo modelo transposicionalista – que, para algumas pessoas, constitui o excitante e o erótico.

Continue lendo em Desdiagnosticando o gênero. Por Judith Butler, tradução de André Rios e revisão técnica de Marcia Arán.

A invisibilidade do respeito

Muitas pessoas dizem que não devem haver leis específicas para homossexuais, negr@s, transexuais, lésbicas, transgêneros, mulheres e outros grupos de pessoas que cotidianamente sofrem preconceito pelo simples fato de não serem homens brancos heterossexuais. Afirmam que a Constituição já garante direitos a todos. Não compreendem que a Constituição depende da interpretação de homens, em sua maioria brancos heterossexuais e que recebem bons salários. São pessoas criadas na mesma cultura e na mesma sociedade que eu e você. Uma sociedade que nega direitos básicos todos os dias a transexuais, transgêneros e travestis. Uma sociedade que não sabe ultrapassar binarismos de gênero limitadores como o de um banheiro feminino.

A Carta Constitucional explicita a universalidade dos direitos sociais, sem discriminação de qualquer espécie, apresentando a diversidade como valor social. Considerando ser a intimidade inviolável, a sexualidade não pode se restringir a padrões unívocos, denotando a própria pluralidade entre os cidadãos e grupos sociais, bem como a de suas formas de laço afetivo. O conceito de diversidade sexual apresenta aqui uma função central e estratégica para a proteção dos direitos sociais de pessoas que encontram na orientação sexual e na expressão de gênero fatores de violação de seus direitos, tendo como fatores de prejuízo social a heteronormatividade e a naturalização do binarismo de gênero, sócio–historicamente construídos. Continue lendo em Atenção integral à saúde e diversidade sexual no Processo Transexualizador do SUS: avanços, impasses, desafios por Tatiana Lionço.

Foto de Movilh Chile no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

Parece-me que há algum tempo a mídia tem lançado um olhar curioso sobre os transexuais. Tivemos Ariadna no BBB11. Temos Lea T nas passarelas mundiais. Desde Roberta Close e Rogéria não víamos tantas transexuais, transgêneros e travestis na mídia. Porém, esse olhar não parece ser de aceitação, mas de um interesse curioso de quem ainda tem preconceitos aflorados. Vemos muitos transexuais mulheres na mídia, mas pouquíssimos transexuais homens. Talvez seja mais fácil travestir-se de homem e passar despercebido em nossa sociedade atual, ou na Irlanda do século XIX, como nos motram os recentes filmes Albert Nobbs e Tomboy. Porém, a invisibilidade não traz paz e respeito para quem precisa lutar todos os dias para ser o que se é.

Porém, se as normas de gênero são históricas e contingentes, e não essenciais ou estruturais, a postulação de um “verdadeiro sexo” ou de uma “verdade sobre o gênero” revela antes uma ficção reguladora. – uma forma de organização do social. Além disso, se para que esta ficção permaneça é necessário uma repetição reiterativa, podemos pensar que a aproximação de um ideal de gênero – masculino ou feminino – nunca é de fato completa, e que os corpos nunca obedecem totalmente às normas pelas quais sua materialização é fabricada. Continue lendo em Transexualidade: corpo, subjetividade e saúde coletiva por Márcia Arán, Sérgio Zaidhaft e Daniela Murta.

No dia 24/01, a minissérie “O Brado Retumbante” exibiu um episódio focado na descoberta da transexualidade do filho pelo pai. O personagem do pai é o presidente da república, que anteriormente expulsou o filho de casa por ser homossexual. Julio foi para o exterior e tornou-se Julie. Não é comum ver a temática tratada de forma tão clara e didática na televisão aberta. Julie apanha brutalmente na rua e o presidente decide assumir publicamente seus erros e o sofrimento que causou ao filho. Interessante ver como a minissérie buscou falar abertamente sobre a infância de Julio, seu comportamento, a resistência do pai, o preconceito social e a violência. Assista os vídeos:

Paulo encontra com Julie no apartamento de Marta

Julio conversa com o pai a respeito de sua sexualidade

Julie encontra antiga amiga no calçadão

Em rede nacional, Paulo assume ter um filho transexual

É bom ver o assunto na mídia. Precisamos eliminar os estereótipos que cercam a transexualidade. Isso representa também ampliar nossos horizontes em relação a questões de identidade de gênero e transformação corporal. A transexualidade problematiza os limites do sexo, exigindo novas elaborações, desde políticas específicas de saúde até o uso corriqueiro do banheiro em locais públicos. A heterossexualidade não é o natural, é apenas o comum. O modelo rígido de masculinidade e feminilidade não abarca as diversas nuances que os corpos e identidades humanas são capazes de ser. A transgressão as normas de gênero é o que garantirá uma sociedade justa e igualitária, com muito mais liberdade para todos.

É importante reconhecer que a noção de transexualidade tem sido utilizada de diversas formas. O Coletivo Nacional de Transexuais vem propondo a noção de homens e mulheres que vivenciam a transexualidade com o objetivo de enfatizar que a transexualidade não é uma identidade, justamente porque as pessoas se definem e se reconhecem como homens e mulheres e não como transexuais. Outros grupos preferem utilizar a definição “Homens transexuais” e “Mulheres transexuais”, incorporando em parte a noção de transexualidade como definição de si; e ainda um grupo minoritário prefere a noção de transgênero para expressar a possibilidade de um cruzamento de gêneros. Além disso, ainda que no meio médico exista uma clara distinção entre transexuais e travestis, várias pessoas transitam entre estas identidades. Continue lendo em Do diagnóstico de transtorno de identidade de gênero às redescrições da experiência da transexualidade: uma reflexão sobre gênero, tecnologia e saúde por Marcia Aran e Daniela Murta.

Nota-se que, embora a transexualidade já fosse um fenômeno reconhecido desde o final do século XIX, as discussões em torno da temática tiveram início apenas a partir da possibilidade de intervenção médica sobre esses casos, viabilizando a constituição de um campo assistencial, em especial nos serviços públicos de saúde, voltado para seu tratamento em diversos países. Porém, como afirmamos, o diagnóstico de transtorno de identidade de gênero, produto de uma exigência médico-legal, reproduz um sistema normativo de sexo e gênero que não condiz com os modos de subjetivação ou a diversidade das formas de construção de gênero na transexualidade. Continue lendo em Transexualidade e saúde pública no Brasil por Márcia Arán, Daniela Murta e Tatiana Lionço.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva: Dia da Visibilidade Trans proposta pelas Blogueiras Feministas.

Lea T

Estamos na semana de intervalo entre as semanas de moda no Brasil. Acabou a Fashion Rio e semana que vem começa a São Paulo Fashion Week. Adoro moda e quem tem me encantado ultimamente, além de Zombie Boy, é Lea T. A transexual brasileira que tem sido muito aplaudida desde a temporada passada.

Em janeiro desse ano, Lea deu uma entrevista ao GNT Fashion e falou

“Ser tratada como uma rainha é bom, é gostoso, é gratificante.”

“Eu tentava esconder, mas era óbvio, eu andava na rua e todo mundo me chamava de menina.”

“Eu tô numa situação que para sociedade eu sou um lixo. E não é se sentir assim, nós somos assim. Porque se eu não sou operada, não existe terceiro sexo legalmente, então você não pode ser considerada uma transexual. Você tem que ter uma operação porque ou você é homem ou você é mulher. Agora, eu, nos meus documentos, sou homem. Se a polícia me pára eu sou chamada de homem. Não tem nenhum papel, não há nada que me dê o direito legal de ser chamada de mulher. Tanto que eles chamam “o transexual”, “o filho do Toninho Cerezo”, porque não existe esse terceiro sexo.”

Em entrevista recente, nos bastidores da Fashion Rio, Lea fala sobre truques para esconder o pênis num desfile de biquíni. Por mais que seja chato ver que essa é a principal preocupação da imprensa, quando na verdade Lea é muito mais que isso, é bacana vê-la descrevendo técnicas, detalhando o cotidiano de uma transexual. Espero que Lea T continue firme forte no mundo da moda quebrando preconceitos e nos mostrando a beleza que vai além do sexo.

Melhor ainda é saber que a família apóia Lea, inclusive seu pai, Toninho Cerezo disse em uma entrevista: “A paternidade é livre de qualquer padrão, de qualquer critério imposto pela sociedade, filho deve ser aceito na sua totalidade, na sua integral condição de vida, independente da sua orientação sexual.”

Lea T numa imagem histórica da Vogue Francesa, julho/2010.

Joicy à espera da solidariedade

Já falamos aqui da bela história do Nascimento de Joicy. Se você acompanhou a terceira parte da matéria deve saber que o pós-operatório de Joicy teve complicações decorrentes da falta de informação (de Joicy e da equipe médica) e da pobreza extrema em que vive a cabelereira.

Joicy. Imagem de Rodrigo Lobo.

Fabiana Moraes, jornalista e produtora, publicou no Jornal do Commercio do dia 08/05/2011 mais uma matéria sobre o caso, Joicy precisa de ajuda. Reproduzo abaixo trechos da matéria e no final o número da conta para quem puder ajudar.

Apesar da grande repercussão após a publicação de duas séries e um site sobre sua vida, a transexual Joicy Melo, 51 anos, recebeu pouquíssima ajuda para atenuar a extrema pobreza que a cerca. A reportagem do JC voltou à casa da cabeleireira, no distrito de Perpétuo Socorro, em Alagoinha, no Agreste pernambucano, início da semana. Por conta das fortes chuvas, a moradia da transexual está em piores condições e sem saneamento: o esgoto, no quintal, transbordou e atingiu as casas vizinhas. O mau cheiro é uma constante na pequena casa da Rua Santa Virgínia, mesmo local onde a cabeleireira montou seu pequeno, e também precário, salão.

A casa de Joicy. Imagem de Rodrigo Lobo.

A conta corrente de Joicy, divulgada nas redes sociais (Twitter e Facebook) e neste JC no período das matérias, havia recebido, até a última segunda-feria, R$ 130. Mais R$ 570 foram arrecadados pela reportagem, verba disponibilizada por várias pessoas que se comoveram com a difícil situação da transexual. O último valor, que seria anteriormente destinado ao pagamento do colchão e dos óculos da cabeleireira, foi aplicado na compra de material para construção do sistema de saneamento e melhoria do banheiro. O cômodo está em péssimas condições. O chuveiro foi acoplado a um balde, que é cheio pela própria Joicy (a água é comprada em tonéis, pois na casa não há encanamento). A privada atual é bastante elevada. Foi construída sobre um bloco de cimento, de modo a ficar mais alta que o terreno do quintal e não provocar o retorno dos dejetos. O problema é que a cabeleireira, que terá que reabrir o canal vaginal, não pode fazer esforços físicos medianos após a cirurgia, evitando assim a expulsão do molde que utilizará após a nova intervenção. Com a obra, o assento sanitário ficará em um nível normal. A Prefeitura de Alagoinha garantiu que vai arcar com as despesas da mão de obra.

O banheiro da casa de Joicy. Imagem de Rodrigo Lobo.

A cabeleireira voltou ao Hospital das Clínicas, onde realizou sua cirurgia de redesignação sexual em novembro de 2010, nos dias 3 e 4 de maio. Foi atendida pela psicóloga Inalda Lafayette no primeiro dia. No segundo, foi vista pelo cirurgião Sabino Pinho, que, após o exame físico, confirmou a necessidade de uma pequena cirurgia para reabrir a neovagina da transexual. O procedimento deve acontecer no fim de junho, quando o banheiro da transexual já terá passado pelas obras necessárias. Durante os três dias que passou na cidade, a cabeleireira permaneceu na casa da irmã, Maria Helena. Foi a chance de se instalar em uma casa menos precária. Em Perpétuo Socorro, as paredes de seu lar, além das várias mensagens escritas também exibem agora fotos arrancadas de revistas. Nelas, vemos piscinas, casais abraçados, casas bonitas e crianças correndo na praia. “Cada uma tem um significado, é tudo aquilo o que eu quero pra mim”, diz Joicy.

Aqueles que quiserem ajudar a transexual podem doar qualquer quantia na agência 0775, conta corrente 5836-3, OP 023 (depósito em qualquer Caixa Econômica ou loterias. O número da OP é necessário, já que se trata de conta ligada ao Bolsa Família).

Fonte: Jornal do Commercio. Recife, edição de 08/05/2011. Por Fabiana Mores.

O Nascimento da Mulher.

Quando penso em transexuais e transgêneros, a famosa frase de Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher, torna-se”. Ganha um novo conceito. Nascer e tornar-se mulher são dois acontecimentos intrínsecos e relacionados, muitas vezes tardio devido a  cirurgia, que marcam uma nova vida, um novo começo.

Foto de Rodrigo Lôbo e Hélia Scheppa. Clique para abrir a galeria.

Ontem a Suely Oliveira, enviou uma matéria do Jornal do Comercio chamada “O Nascimento de Joicy”. Acredito que é a primeira vez que vejo um veículo da mídia tradicional, no caso o jornal de maior circulação do estado de Pernambuco, tratar a questão da cirurgia de mudança de sexo de uma maneira tão bela, delicada e informativa.

João Batista, 51 anos, era agricultor. Porém, há muito tempo sabia que era mulher, Joicy.

Moravam na Caatinga, no Campo do Magé, área rural de Alagoinha (13.761 habitantes, 225 quilômetros da capital). Não poderiam prever que, décadas depois, o filho iria usar esmalte cor rosa-pitanga e sofrer por um rapaz enquanto ouvia música de novela. Não sabiam que ali na roça quem os ajudava era uma menina. Aí o chamavam de João. João que sempre foi muito zeloso, João que nunca deu trabalho, João que até plantou um jardim ao lado da casa. Só para eles esse menino deixou saudade – há tempos Joicy sabia que ele existia apenas aparentemente. Foi por isso que decidiu, apesar do olhar triste e reprovador da mãe, findar com ele. Um dia, deitou-se em uma maca e dormiu. Ali matou João. Ali nasceu Joicy. Sua história, acompanhada durante cinco meses, começa a ser contada hoje nessa reportagem especial, publicada até a próxima quarta-feira (13).

É interessante perceber que Joicy sempre soube que era mulher, mas fenotipicamente não reproduz o exagero feminino de outros transexuais. Aos poucos vai usando vestido, pintando a unha. O cabelo é curto, não usa maquiagem. Por isso, Joicy também sofre preconceito entre seus pares. E, com Joicy aprendemos que pessoas não são encaixotadas em formatos e rótulos, são inúmeras as nuances que nos fazem ser quem somos, somos mulher quando queremos ser mulher, quando nos sentimos e nos enxergamos mulher. Vivendo no interior de Pernambuco, onde os preconceitos e a religiosidade ainda são muito aflorados, Joicy encontra nas mulheres e nas crianças a humanidade necessária para não se sentir abandonado.

Acreditou que tudo ficaria bem quando comprou a casa depauperada onde até hoje vive, perto do matadouro de Perpétuo Socorro, distrito de Alagoinha. Antes chegou a morar um mês em São Paulo vendendo comida para passarinhos no Mercado Municipal. Não gostou. Voltou. Melhor cortar cabelo de agricultor e trabalhador de casa de farinha. Ali podia ser mais mulher. Na casinha depauperada, onde cozinha e banheiro quase se confundem, onde não existem esgoto nem água encanada (ninguém no distrito, aliás, tem), há um diploma onde se lê: “Certifico que João Batista da Silva participou com dinamismo e maestria do curso de cabeleireiro revelação (30h/60h) ministrado pelo cabeleireiro paulista Carlos Carvalho. Deus seja louvado.” Certificado no vidro, secador, cadeira de cabeleireiro. Os símbolos de um novo tempo onde certamente ouviria menos a palavra “não”. “Adotei esta profissão porque era mais fácil para pessoas do meu tipo.” Um dia ouviu no rádio que poderia tirar o pênis. Resolveu que só faltava aquilo para ser feliz. Foi aí que seu doloroso e demorado rito de passagem começou.

É importante frisar que João se tornou Joicy por meio de uma cirugia no SUS. A importância do sistema público de saúde realizar esse tipo de cirurgia é imensa. Significa incluir socialmente essas pessoas. Significa promover saúde para pessoas que nascem num corpo que não as pertence. Que passam a vida sentindo-se incompletas. Não deixe de acompanhar a história de Joicy e de compartilhar com as pessoas. Nosso mundo precisa de mais humanidade e tolerância, Joicy está aí para nos mostrar o quanto nossa coragem e vontade de viver é fundamental para mudarmos não só a nós, mas também o mundo.

Update: Se você acompanhou a reportagem completa, ficou sabendo que infelizmente Joicy está com seu canal vaginal fechado, por conta do pós-operatório em que ocorreram problemas. Se quiser ajudá-la financeiramente, a Fabiana Moraes, produtora e repórter da matéria, divulgou a conta bancária de Joicy:

Caixa Econômica – AG 0775 -  C/C 5836-3 – OP 023. Importante a OP porque é conta do programa bolsa-família. O  depósito pode ser realizado em qualquer agência da Caixa ou casa lotérica.