Ale Rocha

Adoro ver televisão. Portanto, lia o Poltrona na Tv. Foi em 2009 que conheci Ale Rocha pessoalmente, participávamos de uma mesma rede de blogs. Um encontro cheio de blogueir@s e risadas. O Ale estava lá, sorridente, tomando suco de laranja, em meio a uma dieta super restrita por causa da fila do transplante. A melhor coisa de encontros ao vivo com pessoas que você só conhece pela internet é estreitar a simpatia. No twitter ou no facebook conversávamos sobre as novelas e reality shows.

O Cesar tinha me avisado semana passada que o Ale tinha conseguido o transplante. Até comentamos no fim de semana que deveríamos dar uma olhada nas atualizações do twitter das pessoas mais próximas a ele para ver se havia notícias. Mesmo sabendo de todas as complicações que existem num transplante de pulmão, acho que todo mundo que acompanhou o Ale nesses anos, pelos textos e tweets, até mesmo aqueles em que ele dizia que estava com dor ou com dificuldade para respirar, acreditava que tudo ia dar certo. O Ale é um cara que desafiou o tempo de um diagnóstico que lhe sentenciou três anos. Como bem disse Anarina:

porque os problemas de verdade, os espinhudos, os que não se resolvem porque dependem de muitos fatores, ou porque ainda não descobriram como podem ser resolvidos, nós evitamos.

empreendemos força que nem sabíamos que tínhamos em estoque para afastá-los da mente porque eles já estão fora do nosso controle. Em tudo azul, @alerocha

Abrir o twitter ontem e ler as notícias foi duro. Porque é como a alegoria do herói. Ale Rocha foi para o transplante como o herói que parte para a batalha final, todos esperam sua volta. O Ale Rocha durante os últimos seis anos foi um exército de trezentos. Lembro como foi bom vê-lo na Record, entrevistando os participantes de A Fazenda. O Ale trabalhava com sua paixão e isso era visível. Não posso nem imaginar o quanto viveu intensamente esses últimos anos, mas sorri ao ver sua última twittada, dia 29 de novembro: “Hoje é dia de rock, bebê”.

Todo meu carinho para a Rosângela e o João.

Mais textos sobre o Ale Rocha:

[+] Ale Rocha da Sam Shiraishi

[+] Vai com Deus, Ale Rocha da Paula Bastos

[+] O Ale se foi… da Simone Miletic

[+] Ale Rocha do Victor Martins

[+] Rocha de Thiago Arantes

[+] Muito obrigada, Ale Rocha da Vanessa Barreto, parceira da coluna de tv do Yahoo.

[+] A dupla coragem de Ale Rocha do Mauricio Stycer

[+] Jornalista Ale Rocha morre após transplante no pulmão da Lele Siedchiang

Piriguete Pride!

Você tem uma amiga piriguete? Você tem alguma amiga que gosta de se vestir com saias extremamente curtas e decotes vertiginosos? Você tem uma amiga que gosta de jogar charme para os caras e adora ser chamada de gostosa? Que fica com mais de dois caras numa balada? Eu tenho, e ela é uma mulher maravilhosa. Uma das melhores professoras que já conheci. E sim, ela é piriguete com muito orgulho. Dança funk, forró e música baiana mostrando todo seu remelexo. Ela pode e ela quer. Você acha que ela se sente discriminada ou que faz isso por carência? Pode apostar que não. Ela apenas sabe que o sexo é uma grande arma de poder. Se pode usá-la em seu benefício, por que não?

Lutar pela liberdade feminina significa lutar pela liberdade da mulher fazer com seu corpo o que quiser. Se ela quer expor suas partes mais carnudas ou se deseja olhares maliciosos na rua, ela tem como conseguir isso. E sim, eu acho que isso é liberdade. Ela é livre para sair do jeito que quiser. É claro que isso trará consequências. O julgamento das pessoas não muda fácil e ela saberá lidar com isso, mas o que quero é que você a conheça antes de julgá-la.

Minha amiga não quer roubar seu namorado. Ela não está pedindo para ser estuprada e nem está incitando qualquer tipo de violência sexual. Você tem um cérebro, então use-o para perceber que ela talvez nem esteja olhando para você. É claro que ela está suscetível a violência de todas as formas e a falta de respeito, mas acredite, ela sabe lidar com isso.  Seu corpo faz parte de sua personalidade e isso grita em nossos olhos.

Não sou piriguete. Não consigo usar roupas muito curtas por pudor, por achar que meu corpo não é tão bonito. Mas há muitas mulheres que mostram muito mais do que nossos padrões morais gostariam de ver, mesmo sem ter corpos perfeitos. Há a influência da mídia, da cultura, do sexo que grita em outdoors, mas observe a segurança e postura de algumas. Isso é o piriguete pride.

Eu assisto Big Brother. Nunca neguei, pode atirar  pedras se quiser, nem mesmo sei explicar porque gosto. Talvez porque é popularesco, porque é simples e ao mesmo tempo curioso. Ou porque adoro alguns blogs que falam de BBB. Também gosto dos Ninjas do Arrocha. E aí?

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Poderíamos ter tido uma final feminina no BBB desse ano. Mas isso não aconteceu. Na final estão Max, Francine e Priscila. E esse post tem o intuito de dizer que em várias edições a gostosa da vez, também mostrou ser a piriguete da vez. Aquela que gosta de sexo, que quer sexo, que fala de sexo e que exala sexo. É um papel machista destinado a mulher? Não, se ela tiver orgulho disso, se transformou isso no seu way of life. Samantha Jones está aí para provar que a piriguetagem é movimento forte e que acompanha tendências. São mulheres se comportando como homens? Ou são mulheres apenas expressando sua sexualidade?

Entenda que quando falo tudo isso não estou defendendo a exposição de corpos femininos semi nus na tv ou na publicidade, a questão é outra. Estamos falando de liberdade, de libertinagem, de caráter e escolhas pessoais. Se escolho ser vegan irei sofrer preconceito na sociedade, se escolho ser piriguete também. Mas antes de tudo precisa ser uma escolha consciente para ser válida e para se ter orgulho. E isso, só é possível quando a mulher é dona de seu corpo e faz dele o seu bel prazer.

Priscila é um mulherão, apelidada carinhosamente pelo Big Bosta Brasil de Prianha. É dela meu voto. Não porque corria vergonhosamente atrás do Emanuel.  Não porque demonstrou muitas vezes seu dote de descer até o chão e nem porque tentou se aproximar de todos da casa. Priscila assume sua piriguetagem nas roupas, mas não esquece de ser humana, de analisar o jogo, de chorar quando não aguenta e de ter uma bela amizade com Milena. Acredite, eu a admiro e ela me lembra muito uma grande amiga, que hoje é mãe, casada e continua usando as mesmas saias curtas. Porque às vezes é nossa essência. Porque às vezes uma gostosona pode ganhar o BBB e alçar as mulheres-fruta a um patamar nunca antes alcançado.

O Big Brother pode ser uma grande bunda, um programa oco de onde só sai merda. Mas eu assisto e vibro com a possibilidade de vitória de uma piriguete. Porque isso para mim é liberdade, é a possibilidade da gostosa inteligente aparecer como um novo estereótipo feminino. E aí, meu caro, que continuo feminista mesmo cantando funk baixo nível. Quero é ver as mulheres no topo.