O baile tá uma uva.

Um blog é uma pessoa, mas uma pessoa não é o blog.

Final do ano passado, Marmota escreveu sobre o ano em que largou o mundo virtual, e citou um comentário que deixei no blog dele, não lembro quando. Realmente acho que blogar não deve ser uma obrigação. Fico feliz quando entro num blog que leio periodicamente e o autor anda sumido. Significa, na maioria das vezes, que ele foi tragado pela vida real. Acho ótimo. É claro que pode estar atolado de trabalho, mas também pode estar numa farra por aí. A melhor coisa de ter um blog não é ter leitores, mas sim poder fazer amigos. É um ótimo meio de conhecer pessoas, mas é ainda mais legal interagir ao vivo e a cores também. Não para virarem amigos para sempre, mas para rir junto, contar piada, twittar, gtalkear, discutir, trocar e-mails, cartas e, quem sabe, propor novas idéias ou parcerias.

Nesse início de ano passei longe daqui. Não quer dizer que abandonei o Groselha, apenas fui ali comprar pão na esquina e resolvi dar uma esticada até o mercado. Li vários blogs, namorei, coloquei a leitura da Piauí em dia, levei mamãe para passear. Viajei, visitei meu pai, comi uma bandeja de lichia sozinha. Favoritei fotos do Nestor, da Mel, da Perséfone e da Nina Simone. E cadê o atum? Assinei o feed do Celebrity Baby Scoop. Vi uma entrevista do Carmo Dalla Vecchia no programa da Marília Gabriela em que os dois contaram que adoraram o livro da Fal. Acompanhei toda a cobertura da carnificina em Gaza pelo Biscoito fino e a massa. Escutei algumas das mil dicas de música para ouvir antes de morrer que o indica. Fiz muito sabonefeed para serem distribuídos por Moskito e sorteados por Lu Freitas na Campus Party. Abri uma conta pro no Flickr para me estimular a soltar o dedo nos cliques.

Não apoio especificamente o movimento de slow-blogging, na verdade, apoio qualquer movimento de “do less”, pois ninguém precisa entupir a vida de encargos e responsabilidades. Peridiocidade é a última coisa que penso ao avaliar um blog. Se a pessoa escreve bem, com estilo próprio e fala de assuntos que me interessam é por isso que vou lê-la.

Não há razão para se preocupar em atualizar o blog, comentar, ler todos os feeds. Simplesmente não me preocupo, não fico estressada se perdi o hype do dia no twitter. Essa é a graça na internet, amanhã haverá outro hype. A fluidez é constante e as amizades se espalham por diversas redes.

Ano passado, conheci o Jorge Rocha pelo twitter, daí conheci o blog dele, por meio dele conheci o sitio do Sergio Leo. O Luluzinha Camp deve ser responsável por um aumento de 50% nas pessoas que sigo no twitter. É divertido ler blogs, muitas vezes é melhor que escrevê-los. Na quinta estava indo almoçar quando o Caco me reconheceu na rua, rimos a tanto tempo pelo twitter e pelos blogs sem nem saber que éramos vizinhos. Foi um encontro no estilo flashmob, divertidíssimo.

2008 foi o ano em que fiz o social. Fiquei super orgulhosa de ter organizado um Luluzinha Camp-Bsb junto com a Lu Monte. E de ter sido convidada pela Nospheratt para participar da Revista Deusas. Conheci muita gente bacana graças aos blogs e não pretendo deixar de blogar tão cedo. Mas também é bom deixá-los dormir.

Ps.: é claro que este post não vale para quem ganha a vida com o blog. Apoio totalmente qualquer monetização, desde que se considere justa toda forma de amor.