Medos e Gêneros

Tem texto meu no Amálgama Blog. Deixo um trecho e não deixe de conferir por inteiro: Os medos de fêmeas e machos

Na matéria “Aprendendo a ser mulher“, da revista IstoÉ, a solução para o aterrorizante medo de ser fêmea está em cursos que ensinam a recuperar a essência da feminilidade. Pensava que bastava ver televisão ou ler uma revista feminina? Há algo ali que foge da clássica feminilidade? Há mulheres vestidas de caminhoneiras coçando saco e jogando pôquer nos editoriais de moda? Não há. Mas vamos tentar entender qual o problema: “As mulheres estão fortes, poderosas e mentais, o que é ótimo”, explica a matéria. “O problema é que se masculinizaram tanto que temem ser fêmeas.”

Sinais usados em portas de banheiros. Imagem retirada do post Sexo, Gênero e Banheiros do Sociological Images.

Onde as mulheres se masculinizaram? No excesso de botox? Na busca eterna pela juventude? Nas dietas malucas? Mulheres não são agressivas? Não podem ser competitivas? E por que não pensar em equilibrar isso nos homens? Que tal homens mais sensitivos e sensíveis? Será impossível ou precisaremos sempre de cursos para exercitar aquilo que nos é podado diariamente?

Do lado dos homens, a afirmação da matéria “Afinal, o que é ser homem?“, na Revista da Cultura, é: o macho está perdido. Pergunto: os machos estão perdidos sendo a grande maioria do Congresso Nacional? Os machos estão perdidos no comando das maiores empresas do país? Os machos estão perdidos vendo mulheres se desdobrando em duplas ou triplas jornadas? Acredito que não. Porém, vamos considerar que eles possam estar perdidos nos relacionamentos, afinal as pessoas insistem em acreditar em fórmulas racionais que façam uma pessoa ser feliz com outra. E o mais surpreendente é que lésbicas também devem estar com medo de serem fêmeas e gays também devem estar perdidos. Ou será que a heterossexualidade é o único elemento em crise? Hum…