Luluzinha Camp é uma cachaça!

E lá fui eu comemorar o 1º aniversário do Luluzinha Camp, no 2º Luluzinha Camp Nacional o evento que reune interneteiras de todo esse nosso Brasil varonil. É super emocionante ver como o grupo cresceu, como o projeto se expandiu. Sou extremamente orgulhosa de fazer parte de um grupo tão heterogêneo e alegre. A euforia do ano passado foi diferente, porque o Luluzinha Camp já é uma realidade em 6 capitais, então a idéia de ir para São Paulo é principalmente rever colegas e conhecer pessoalmente as pessoas que participam do grupo.

Foto Recado by Gabi Butcher

Tem muita foto. Muita foto mesmo! Fotos cheias de sorrisos, gritinhos e solidariedade.

Muita gente me pergunta: Mas por que fazer um evento só de mulheres? E respondo: Por que não? Sou feminista, luto pela igualdade de poder social entre homens e mulheres, mas não nego que temos diferenças. O Luluzinha Camp não é um evento que propõe excluir os homens, na verdade, é um evento que propõe a reunião de mulheres tendo a internet como principal elo. E nos reunimos porque temos afinidades, porque gostamos de falar sobre blogs enquanto comemos brigadeiro, porque alguém comenta sobre o mercado financeiro enquanto faz as unhas, porque sorteamos kits sensuais e lutamos pela liberdade na internet. Porque tuitamos sobre o que acontece e promovemos oficinas apresentadas pelas próprias Lulus. É claro que poderíamos fazer um evento misto, mas o Luluzinha Camp nasceu de um desejo colaborativo de reunir mulheres e é uma delícia, pois cada uma leva o seu melhor. Pode ser um brigadeiro de ovomaltine, uma aula de fotografia, um papo sobre a novela, ou um abraço apertado. E continuamos amando os homens, mas tendo um espaço só nosso de troca, confidências,  carinho e renovação de energia.

O evento tem potencial para crescer muito, pois há muitas mulheres entrando a cada edição. Imagino que para as novatas o tamanho do evento em São Paulo assuste um pouco, mas os sorrisos talvez quebrem esse gelo inicial. O bacana é continuar realizando as oficinas e desconferências, tendo a participação efetiva de mais mulheres. Confesso que não participei de nada oficialmente, basicamente apenas fiz o social, mas mesmo nas conversas pelo corredor é possível passar algumas dicas, trocas idéias e afins. Esse ano fiquei super feliz de ver a Jésika e a Ceci lá, provavelmente falei tanto do evento que acabei convencendo-as a ir.

A LG promoveu a Lavanderia Solidária. Primeiramente pensei, que óbvio, não? Lançar máquina de lavar em evento feminino. Porém, a ação liderada por algumas Luluzinhas como a Mawá,  foi muito bem sucedida.  Foi montada uma lavanderia, com o objetivo de trazer para o evento uma proposta de ação solidária. Nós deveríamos levar roupas para serem doadas a diferentes instituições. Além disso, uma das instituições vai ganhar uma máquina de lavar e você pode votar na enquete aqui. As roupas levadas para o evento foram limpas no local e serão doadas às quatro instituições escolhidas na primeira enquete. E a instituição que receber maior número de votos na enquete final, além das roupas, ganha uma Máquina da Linha Prime da LG. Além de tudo, a LG promoveu várias coisas bacanas no evento como uma van que levava as participantes do metrô até o local, ecobags e laptops disponíveis para interagirmos com quem não foi ao evento.

O Luluzinha Camp é uma cachaça. Vicia mesmo. Pois é uma delícia conhecer pessoalmente a Menina que joga, a Doduti, a Dehbora, a Gaborin, a Leticia, a Juju. Ver que a Charô está ótima, que a Eli Mafra pintou o cabelo, que a Lu Freitas agora é morena, que Gabi Bianco tá de franjinha, que a Cintia Costa está ainda mais linda depois de casada, que a Marcia Bianco continua diva. Saber que a Garcia Sales decidiu se desviciar em chocolate. Descobrir que a Eli também é viciada em La Reina Madre. Compartilhar com Lu Monte a alegria de estar novamente no evento. Dividir quarto no hostel com a Denise.  Posar para o Foto Recado da Gabi Butcher. Dar um último abraço na Pri Alves, Julia Reis, Lili Ferrari, Denize Barros e Flávia Lady Rasta, com quem me diverti muito nos dias anteriores. E no fim reunir a galera na cozinha da Oca para um café. É por causa delas e de tantas meninas que pretendo ir todos os anos, além de continuar participando da organização do evento em Brasília. O Luluzinha Camp me abriu várias portas, me apresentou muitas pessoas com quem pude participar de projetos na internet, estreitou amizades e me faz muito feliz.

Parabéns a Lucia Freitas por mais uma edição. E parabéns a todas as mulheres que tornaram aquela tarde de 30/08/2009 inesquecível.

Melissa Cadore Feelings!

Esse post é um apanhado dos dias glamourosos de férias em Sâo Paulo. Infelizmente não tirei nenhuma foto do meu novo lugar favorito ever a Pastelaria Brasileira que fica na Pompéia. O Mar vai passar o resto da vida me ouvindo falar desse lugar, de como a esfirra de queijo com palmito e a de banana, que custam menos de R$3, são algumas das coisas mais fabulosas que já passaram pela minha vida num balcão. Afinal são 31 anos de tradição, minha gente!

Nessas férias fiquei hospedada no Casa Club Hostel Bar, localizado no coração da Vila Madalena, pertíssimo de toda a agitação dos bares, da famosa Livraria da Vila e da Oca Tupiniquim, local do 2º Luluzinha Camp Nacional. A galera da recepção é extremamente simpática (não importa o horário que você passe por lá), os quartos são limpos, a roupa de cama é quentinha, o banheiro é dividido (o chuveiro numa porta e o vaso em outra), o preço é camarada, a maioria dos hóspedes é estrangeiro e a balada é forte. Minhas únicas críticas são em relação ao café da manhã que podia ser mais incrementado e a falta de uma sala de tv, um local para podermos ler um livrinho, ver um filme. E o wi-fi que também não pega bem no quarto dificulta ver a novela, mas ao menos é de graça. Porém, o mais divertido é que eu estava pertinho da Rua Purpurina. Isso é glamour!

Teve dia de coquetel e beleza com várias blogueiras na loja da Kiehl’s no Shopping Iguatemi. Fui graças a uma intimação de Lili Ferrari e adorei! A Kiehl’s é uma marca de cosméticos americana que existe desde 1851. A proposta deles é oferecer produtos que contenham em sua fórmula óleos essenciais simples e naturais. A maioria dos produtos não têm cheiro e são comercializados em embalagens com um quê de vintage. O visual da loja também é lindo e em todas há um simpático Mr. Bones. Lady Rasta conta em vídeo um pouco mais sobre a linha dermatológica. Ps.: Um momento pára-o-mundo-que-eu-quero-descer! aconteceu quando descobri que Christian Louboutin tem uma loja no Iguatemi. Morri!

Nesse mesmo dia a Alê Ferreira (uma fofa! Que apareceu chiquetésima no último caderno especial Vida Digital da Veja) me apresentou a Lanchonete da Cidade. Onde comi uma das melhores batatas-fritas que conheço com um dos ketchups mais gostosos. Depois levei a Lidi Faria e a Pri Alves (minhas mais novas melhores amigas de infância) à Loja do Bispo, onde você pode encontrar as fabulosas fitinhas de São Google. É uma das minhas lojas preferidas em SP, pois sempre há novidades como livros que são obras de arte e até um action fiigure do Fidel Castro.

No sábado pré-Luluzinha Camp, eu e Lu Monte passeamos pela feira da Benedito Calixto. Depois encontramos com a Losille e caímos na estrada a caminho do Reino. Apesar de metade do meu glamour ter ficado na caminhada que fizemos perdidas por São Bernardo do Campo, não há nada como ser recebida pela Rainha Denize Barros. Muito xampã, muita bolsa, muita alegria, biscoitinhos, muitas colegas do RCAB (Rainhas Compradoras de Bolsas Anônimas) e teve até momento “É pro Fantástico?” quando a Gabi disse que me adorava e lia meu blog. É glamour demais para uma pessoa só! Por isso compartilhamos esse glamour em fotos maravilhosas no paredão.

E fechei a programação de sábado com o e a turma de Google Reader dele (Sim, as pessoas agora se conhecem pelos comentários do Google Reader, too-much-information-for-me!) no Athenas. Um bar, café, restaurante bacana, bonito e com preço honesto.

Agora, com licença, vou ali conversar com minhas celulazinhas. Fisicaquanticamente falando.

Isso é glamour!

Glamour é ter amigos. Os melhores, os divinos, os queridos, os amados, os únicos.

No primeiro dia, meu fotógrafo oficial em São Paulo, o Zé, fez questão de tirar fotos da minha cara de #móderrota após pegar 13 graus de frio insano e muita chuva. Fugimos da 25 de março, enfrentamos muita fila e luta por mesas no Mercado Municipal e caminhamos muito para não ficar nem 5 minutos dentro da Pinacoteca. Mas é claro que protestamos contra a lei do Serra.

Teve encontrinho do M de Mulher, super delícia! Com o sorrisão da Julia Reis e as presenças bacanas de tanta gente.

Devidamente agasalhada, depois conto mais do meu #melissacadoreday no Shopping Iguatemi com a companhia de Liliane Ferrari, Flavia Lady Rasta, Lidi Faria, Pri Alves, Ale Ferreira e mais um monte de outras blogueiras. Causamos muito!

E teve tanta gente que ainda não vi, por pura falta de tempo ou porque fiquei presa num shopping por conta da chuva, ou porque o Mar me apresentou a Pastelaria Brasileira na Pompéia.

Definitivamente, isso é glamour!

A Onda.

A onda de frio, muito frio, continua em SP, mas meu resfriado deu uma boa melhorada e agora as pessoas já me enchem de perguntas que não sei responder na rua. Segundo o Mar, isso ocorre porque a minha cara de turista é amigável, enquanto todas as outras pessoas estão indo para o trabalho. O problema é que quando ando de ônibus só sei o ponto em que subo e o que desço e geralmente erro o que desço.

Ontem assistimos A Onda, um filme alemão baseado numa história real. Um professor tem que apresentar durante uma semana uma aula especial sobre autocracia. Desafiado por um dos alunos que afirma ser impossível haver uma ditadura de novo na Alemanha, o professor decide criar uma sociedade autocrática centrada nele como líder para provar aos alunos que manipular pessoas é muito mais fácil do que se parece. Infelizmente o projeto tem graves consequências para todos. Os jovens estão perdidos, não há nada pelo que lutar, não há perspectiva ou novas formas de perceber o mundo. Um terreno ideal para o surgimento de um grupo fascista.

O filme é carregado de símbolos, de como um grupo rapidamente se torna manipulado, cego e violento, pois se acham melhor que todos. As personagens que primeiro estranham a formação do grupo fazem parte do jornal da escola e são duas mulheres. É um filme que produz boas conversas depois e várias analogias. Como o Mar me disse ao fim da sessão, é um filme alemão sobre um episódio que aconteceu nos Estados Unidos, mas poderia ser em qualquer lugar. A juventude está perdida e ninguém parece estar muito preocupado com o que ela anda fazendo.

Existe a questão da proibição do cigarro em espaços públicos aqui em SP, as pessoas realmente estão fumando nas ruas, pelo que vi todo mundo está respeitando a lei, mas até que ponto é uma lei autoritária? Ontem teve o caso das 800 famílias que foram despejadas de suas casas num terreno irregular. Até que ponto são pessoas que estão ali por malandragem? Até que ponto são pessoas que realmente não tem para onde ir, que chegaram em situações limítrofes da vida?

Acredito que a lei do cigarro tem muito autoritarismo e acredito que a maioria das famílias despejadas não se encontram naquela situação por que querem. De um lado o Estado cerceia a liberdade de alguns, de outro ele desampara pessoas. É uma onda que diretamente não me afeta, não me engole, pois não fumo e nem vivo em terrenos irregulares. Mas sinto o frio que está fazendo nessa cidade.

Me and Mr. Jones – Stop 3.

# Algumas pessoas já conheceram sua alma gêmea. Não acredito na alma gêmea apenas como parceiro amoroso. É fato que durante a vida encontramos pessoas extremamente parecidas conosco, seja no gostar, no ser, no ver ou no sentir, pessoas que vieram do mesmo planeta. Por isso é possível ter mais de uma alma gêmea. Uma das minhas, provavelmente aquela com quem tenho mais conexões sensoriais, mora em São Paulo.

Acontece assim: passeando por estantes encontro um livro. Capa, textura e título me atraem. Toco, folheio, cheiro, mas não levo, pois sempre compro livros demais. Não comento com ninguém, não relato no caderno, não incluo na lista, mas não esqueço, talvez mês que vem. Dois dias depois chega em casa o livro e carta. Ele enviou uns 5 dias antes de eu cruzar com o livro. É como se compartilhássemos as mesmas sensações e fôssemos atraídos por essas coincidências ou, como gosto de brincar com ele, somos amigos porque sabemos o segredo do grande mistério do amor. Uma relação parecida com a de Hilda Hilst e Caio Fernando Abreu, autores, que junto com Clarice Lispector e outros norteiam várias de nossas conversas. Fui a São Paulo a primeira vez para conhecê-lo pessoalmente e, desde então, tornei a ida obrigatória, ao menos uma vez por ano.

Namoro com São Paulo. Em outra vida devo ter sido tatu, pois adoro andar de metrô. Há vários centros, lojas, feiras de rua, museus, cinemas, pessoas, garoa, ruas, parques, alamedas, pratos-feitos, bares, táxis com gps, barulho e um sem fim, tudo que pode fazer uma menina-moça felicíssima. Se algum dia você me encontrar deprimida e semi-morta, leve-me até a Pinacoteca e me deixe por alguns minutos naquele vão octogonal logo na entrada. Um vão aberto, com chão de mármore, banhado pelo sol. Cada vez que coloco meus pés ali um novo desejo brota, uma sensação de plenitude invade e renovo meu corpo, conseqüentemente a vida.

# Se você gosta de ciências, especialmente biologia, dê sempre uma olhada no Brontossauros em meu jardim. Além do ótimo nome, o Carlos Hotta escreve posts interessantes, tem bom humor e gosta de ornitorrincos. Quem não gosta de ornitorrincos bom sujeito não é, é ruim do bico ou não gosta de guelras no pé.

# Lucia Malla, a intrépida aventureira, está viajando pelo centro-sul do país e fazendo belíssimos relatos sobre Bonito – MS. Não perca essa viagem!

# A querida Sam Shiraishi me convidou para divulgar a campanha Não aceite informação pela metade e o movimento Outubro Rosa, que visam esclarecer sobre a importância do diagnóstico precoce e dar visibilidade à luta contra o câncer de mama — a doença feminina que mata 10 mil brasileiras por ano. Há muitas mulheres que não sabem que é um direito delas realizar uma mamografia anual a partir dos 40 anos e que câncer de mama tem cura quando diagnosticado precocemente. É uma doença essencialmente feminina e que não escolhe suas vítimas por padrão social, cor, credo ou vida sexual. Na mídia há vários casos de mulheres que foram diagnosticadas e se recuperaram do câncer de mama. Recentemente, a atriz Christina Applegate tornou pública a difícil decisão de realizar uma mastectomia dupla. Não é o caso de todas, mas é possível ver que a tecnologia existe para auxiliar no tratamento. Cynthia Nixon, atriz que fazia Miranda na série Sex and the City, também revelou que superou o câncer de mama. Na mesma série a personagem Samantha passou pelo drama do câncer de mama e o enfrentou de forma bonita. É uma doença que atinge muitas mulheres, mas há chances de cura, logo não custa nada se cuidar e prevenir. Informação e atitude!