Sextas de Nova (8)

Olá Amiga-Mulher-Engajada-Cidadã-de-Bem-Enlouquecedora-de-Homens! Você continua na batalha pela batata mais baroa e pela escova mais achocolatada? Não se preocupe mais com as manchas de molho no celular e nem com o ascendente do seu suco de clorofila. As Sextas de Nova estão de volta, para você não xingar mais o disco do Jorge Vercilo que ganhou no amigo oculto da firma!

Oi? Tô aqui super gata, me querendo muito e enlouquecendo meu homem com esse top customizado com balas de coco que sobraram da festinha das crianças.

Início de dezembro, um novo ano se aproxima. Então, que tal como primeira resolução de ano novo descobrir se seu bofe é traíra, pulador-de-cerca ou futuro participante do DNA do Ratinho? Hoje Nova lhe ensinará tudo sobre: Novas (embora esfarrapadas) desculpas de um traidor. Sim, minha amiga, não basta enlouquecer seu homem, é preciso ser C.S.I. Sente a entonação de filme do Charles Bronson na abertura da matéria: Fomos investigar de perto o submundo da infidelidade e desvendamos o novo código de conduta dos traidores. Você vai identificá-los de longe ainda nos primeiros encontros. E nunca mais será a última a saber!

Código de conduta de traidor, Brazyl! Nem Zé Mayer esperava por essa. Deve ter sindicato, cooperativa, até franquia de traidores. E a gente aqui trocando receita de salada de quinoa com amêndoas. Corre, procura bloquinho e caneta para anotar as dicas infalíveis. E lembre-se, o importante é: desmascare o bandido antes que ele roube seu coração.

1° Parte: comparações sem sentido entre antigas pistas que o traidor passava no tempo em que a Dercy era debutante. E novas pistas da geração que assiste vlog do PC Siqueira:

PISTA ANTIGA: Compensar a perda da libido com presentinhos caros

NOVO INDÍCIO: Ele reforçou a dose diária de guaraná em pó? Vive à base de energético? Propôs que começassem a usar o comprimidinho azul para desfrutar longas noites de prazer? Tudo isso pode ser indicativo de que está tentando desesperadamente camuflar a falta de energia. Nem queira saber onde ele gastou o pique!

Parece que não rolam mais presentinhos caros quando o fulano está traindo. Fuééén! Agora eles nem disfarçam a falta de energia. Mas que bom saber que se seu bofe vive a base de enérgico ele está só te traindo, não há nenhum outro problema nisso. Energético é uma bebida super saudável, com poucos efeitos colaterais. Afinal, homens que bebem vodca com enérgico são práticos, segundo o manual de Nova: conheça o bofe pelo bafo.

PISTA ANTIGA: Sumia com a conta de celular para que você não reparasse em números estranhos

NOVO INDÍCIO: Grava o contato das garotas sob pseudônimos. A Ana vira “Beto – Futebol”. Assim, se for questionado, pode acusá-la de suspeitar injustamente do pobre rapaz.

Essa é minha dica preferida. Porque toda vez que o Beto ligar o traíra vai falar de uma maneira bem masculina, xingando e perguntando como vai a irmã gostosa pra caralho do Beto. E você, estará com o radar ligado para todas as mensagens codificadas envolvendo ” entrou com bola e tudo”, “bola nas costas” e “entrada dura por trás”.

2° Parte: Uma lista com sinais de alerta (sim, a 1° parte também eram alertas, mas a matéria tem que render), para que você não apareça no especial do Dr. Drauzio: “Brasil sem Vergonha Alheia”.

FIQUE ALERTA SE… O candidato tiver horror a comprovantes de pagamento.

Vocês saíram para jantar e ele, cavalheiríssimo, se oferece para pagar a conta. Mal a máquina libera a nota, o espertão já busca uma forma de se livrar do papelzinho, sem jamais guardá-lo na carteira. Sabe o que isso significa? Que o fofo não quer nenhuma prova das deliciosas horas que passou ao seu lado. A engenheira Juliana Mendes, 25 anos, ignorou essa estranha mania e se deu mal. “Quando percebi, o moço já saía há meses com outra. Só descobri porque achei, sem querer, uma dessas notinhas dentro do lixo. Aposto que ele jogou fora assim que percebeu que tinha trazido a evidência do crime para casa”, relembra. POR QUE DESCONFIAR: Os rapazes são mais organizados com dinheiro que nós e costumam guardar comprovantes. Se vão contra esse instinto, algo está errado.

Rasgou o papelzinho do comprovante na hora? Pediu para o garçom não tirar a 2° via? Não colocou CPF na nota fiscal? Pediu bolinho de bacalhau e reclamou que veio camarão? Abre o olho, amiga, ele tem outra!

FIQUE ALERTA SE… Ele não conseguir fixar a atenção em nada e ir diversas vezes ao banheiro.

“Convidei o Jorge para o show de um DJ internacional. Durante a apresentação, ele olhava para os lados o tempo todo e inventava motivo para circular. Na hora, não entendi, mas depois descobri que a outra menina com quem ele estava saindo tinha ido ao evento. Fiquei chocada”, relata a analista de marketing Mariana Castanheira, 32 anos. Moral da história: sempre que forem a locais públicos, avalie a postura do seu novo pretê. Idas ao banheiro ou chás de sumiço podem ser a deixa perfeita para procurar um rabo de saia ou, como no caso de Mariana, se certificar de que reserva e titular não vão se trombar. POR QUE DESCONFIAR: Quando está interessado em algo ou alguém, o homem tende a focar toda a atenção no objeto de desejo. Dispersão excessiva é motivo para ligar o sinal vermelho.

Mija fora do vaso? Usa camisa do David Ghetta? Tem incontinência urinária? Abre o olho, amiga, ele tem outra!

FIQUE ALERTA SE… O bonito carregar amostras de perfume, lenço umedecido ou creme hidratante.

Palavra de um ex-traidor regenerado: esses inofensivos itens listados são armas importantes para apagar ou neutralizar a presença da outra. “Sempre carregava apenas pasta, escova e fio dental no nécessaire”, revela o vendedor Fabiano Nogueira, 28 anos. Mas, quando me envolvia com duas mulheres ao mesmo tempo, acrescentava alguns vidrinhos de perfume para rebater qualquer cheiro suspeito. O creme hidratante retira resquícios de maquiagem. Já o lenço umedecido garante que o ‘júnior’ fique novinho em folha, mesmo depois de um dia corrido.” POR QUE DESCONFIAR: Homens não inovam muito no cuidado pessoal. Além de ficar de olho no tipo de objetos que carregam no nécessaire, vale notar, também, quando eles apareceram por lá. Nunca se sabe…

Chama o pênis de Júnior? Chama vagina de Sandy? É revendedor da Jequiti? Cheira a leite de aveia davene? Rouba lenço umedecido da bolsa de criança? Abre o olho, amiga, ele tem outra!

O grande bônus da matéria é o depoimento de Leonardo Vinhas, 28 anos, advogado, sommelier de fubá e traidor que lamenta muito ter perdido um relacionamento de quatro anos. Todas as leitoras de Nova se compadecem com o depoimento real e sincero desse jovem dedicado estudioso do Manual de conduta digital do pulador de cerca, publicado pelo primo punheteiro da Mulher de Nova, o Homem de VIP.

FIQUE ALERTA SE… Você telefonar no trabalho do cara e ninguém souber ao certo onde ele está.

“Uma vez, tive um caso com a assistente de um cliente. Como ela também namorava, só podíamos nos encontrar no horário comercial”, conta o advogado Leonardo Vinhas, 28 anos. Um dia, a ex-noiva resolveu checar com a secretária a existência de almoço de negócios que Leo inventou. “A coitada se atrapalhou, disse que não tinha nada agendado. Até tentou consertar depois, mas já era tarde. Perdi um relacionamento de quatro anos”, lamenta. POR QUE DESCONFIAR:  Mentira tem pernas curtas. Depois de ler essa historinha de terror, não precisa falar mais nada, confere?

Ainda bem que a nossa amada Nova chama isso de historinha de terror, né? Pensamos que era conversa para boi dormir, achamos que essas pobres moças enganadas precisavam de mais autoestima e jogo de cintura para se livrar desses caras que preferem mentir e enganar pessoas, mas não. O que realmente precisamos é de dicas para levar sempre na nossa clutch na hora da balada. Mulher esperta de Nova não vai para o brejo caçar príncipe, mas pode curtir um beijo grego numa tailandesa com bônus. Afinal, quem nunca?

Uma Nova Diferente

Toda vez que vou escrever as Sextas de Nova navego sem rumo pelo site da revista. Faço pesquisas em vários temas, busco palavras-chave, clico em matérias relacionadas. Tento encontrar o que há de mais absurdo, porque é mais fácil rir com momentos surreais. Em agosto desse ano, a Ana Farias do blog Trend Twins comprou uma edição e deu de cara com a matéria 10 Regras para Viajar com o Gato. Entre as regras (comentadas pela Ana) está:

2 – Ligue torneira, chuveiro, som e tudo o que for possível enquanto estiver usando o banheiro. Ele não deve nem desconfiar do que está se passando lá dentro.

Sim, porque você não faz número 2, né? Nunquinha, isso não é coisa de moça bonita! Meo, save the rainforest, faz favor? Que desperdiçar água o quê. Peça um momento pro cara, peça pra ele esperar fora do quarto se isso te incomoda tanto assim. Tome banho depois, finja que você tem esse TOC. Excesso de intimidade às vezes é brabo mesmo, mas aja com naturalidade, tipo, desculpa, não me sinto confortável, será que você podia dar uma voltinha… Né.

7 – Exclua açaí e salada do cardápio para evitar surpresas coloridas no seu sorriso.

Eu já diria o contrário, micos leves costumam criar laços entre o casal. Por favor, não deixe de ser saudável só porque a Nova quer que você arrume um namorado fresco.

Hoje, lá estava futucando o site quando encontro a matéria Pega a ladra de namorado! Em pleno 2011 as pessoas ainda acham que alguém rouba o namorado de alguém. Para as mulheres da matéria parece que não é óbvio que, se em algum momento, seu namorado te trai é porque o relacionamento não vai tão bem. As leitoras contam as histórias de traição e comentam coisas como:

Certa vez, numa festa, ela o abraçou por trás de um jeito possessivo que não gostei. Mas nem assim achei que oferecesse perigo. Imaginei que era coisa de mulher sem filhos.

Não vou negar que adorei quando me contaram que o romance não durou nem seis meses. A vadia arranjou outro, mais bonito, mais rico, e chutou o Pedro para bem longe.”

Perdi a fala. Como é que um cara de 20 e poucos anos podia namorar uma quarentona? A gente nem havia se separado oficialmente e o desgraçado já estava com outra.

No final da tarde, o pessoal resolveu tomar a saideira em um barzinho. Preferi não ir. Se arrependimento matasse… Deu meia-noite e nada de o Celso voltar. Seu celular não atendia. Preocupada, fui ao tal bar.

Aliás, iam ficar, pois Elisa estava com ele. Não liguei. Afinal, aquela mulher sempre tão séria e compenetrada no trabalho não era páreo para mim. Uma semana depois de voltar, Davi confessou que tinha ‘vacilado’.

É tão absurdamente ingênuo pensar que se ela tivesse impedido a mulher de abraçá-lo ou tivesse ido no bar as coisas seriam diferentes. Não é a ida a um bar que salva um relacionamento. Todos os homens que namoravam essas mulheres eram adultos, tomam decisões sobre suas vidas, não são pobres coitados seduzidos por uma biscate irresistível. É triste ver como nessa reportagem a culpa e os xingamentos recaem totalmente sobre a outra mulher. Afinal, quem foi que vacilou feio com as mulheres dos depoimentos? Foi a chefe do marido que mal a viu? Foi a amiga sumida dos tempos da faculdade que ela mal conhecia? Por que parece tão difícil para as mulheres aceitarem que seus namorados quebraram o compromisso que tinham?

O bônus da matéria é que Nova ensina como fazer um seguro contra roubo de namorado:

Agir com maturidade contribui para ficar menos vulnerável a uma ladra tomar o que é seu.

Descarte os joguinhos

Nada de dizer que está tudo bem quando não está ou ficar de bico porque seu namorado decidiu passar o sábado com a mãe dele. As mulheres com maior maturidade emocional não fazem tantas cobranças nem dramatizam qualquer situação. Têm vida própria e coisas mais importantes com o que se preocupar. Siga o exemplo!

Deixe claro o que deseja

Uma mulher madura não precisa de um cara para sustentá-la ou bancar o pai dos filhos. Demonstre ao bonitão que está interessada nele como homem.

Revele-se na cama

Mulheres com autoconfiança não ficam com frescura na hora de tirar a roupa. Sabem que não há gordurinha que desencoraje um homem quando a parceira mostra que está louca de desejo.

Mantenha-se bem

É muito comum a gente não se preocupar tanto com a aparência quando está namorando. Mas, se você não quer que seu namorado ache a grama do vizinho mais bonita, cuide-se por dentro e por fora. Sem neura, é claro.

Cadê o diálogo? Cadê a maturidade para chegar e assumir que o relacionamento não está bem? Academia e salão de beleza não são garantia de seguro contra roubo de namorado, porque ninguém é roubado. Traições acontecem e isso tem muito mais a ver com as pessoas da relação do que com a pessoa externa que acabou de aportar. Ninguém está livre de passar por isso e cada casal deve decidir o que é melhor para os dois. Chega a ser muito irônico o “sem neura, é claro” do final. Afinal, a matéria inteira é cheia de neurose do tipo: “ah se eu tivesse percebido antes”.

E no meio das pesquisas descobri que Nova já foi uma revista revolucionária, só que nos anos 70. Há várias matérias antigas publicadas no site e muitas discutem assuntos interessantes, que relatam as modificações das relações de trabalho e da mulher naquela década. É uma pena ver que uma revista que falava abertamente sobre igualdade no trabalho e aborto tornou-se um manual de como voltar a ser uma mulher da década de 50. A mulher de Nova pode enlouquecer seu homem à vontade, mas não deveria esquecer de como chegou até aqui.

Em 1977, eu já era gatuxinha, mas haviam outros assuntos na revista, inclusive um conto de Machado de Assis.

Semana que vem, Lígia começa a trabalhar. “Beneficiada” pela crise econômica ou, como ela diz, “pelo jeito que as coisas vão”. Para Lígia, a crise, o dinheiro apertado que mal chega para pagar as mensalidades da escola dos filhos, que mal dá para vez ou outra ir ao cinema, é motivo de otimismo.Afinal, graças a isso, o próprio marido, a quem repugnava a idéia de ter esposa trabalhando fora de casa, foi quem sugeriu que Lígia procurasse um emprego de meio período, “só por uns tempos, até a situação melhorar”.

Já Magali, jeito desembaraçado de advogada, só tem em comum com Lígia os problemas econômicos. Seu marido é fervoroso adepto da igualdade de direitos entre homens e mulheres, principalmente no que se refere à profissão. “Às vezes é difícil conciliar o serviço doméstico, filho e marido com a carreira, mas vale a apena” diz, com um ar de quem está contando uma grande novidade. E acrescenta: “o meu dinheiro ajuda muito em casa, além do que posso me realizar profissionalmente”.

Alternando frequentemente, à custa de um certo sacrifício, o papel submisso de esposa-mãe com o de profissional (um tanto mais enérgico e combativo), as Lígias e Magalis tendem a engrossar as mirradas fileiras de mulheres que trabalham fora de casa – seja por causa de problemas econômicos, seja um sinal dos tempos – a diminuição do preconceito “de que lugar de mulher é em casa”. É verdade que, no período de 1920 a 1970, as estatísticas da força de trabalho feminino no Brasil aumentaram mais de sete vezes (de 1,4 milhão passaram a 10,6 milhões). Entretanto, os últimos dados oficiais, do Censo de 1970, indicam também que menos de 25% da população feminina urbana do país trabalha, metade da qual constituída por empregadas domésticas.

Seja como for, as Lígias e Magalis começam a multiplicar-se e, sem dúvida, com o sentimento de estarem, de alguma forma, sendo favorecidas. Os olhos de Lígia brilham e Magali esclare, sincera, que “vale a pena”.

Mas e os homens? Até que ponto eles compartilham dessa “euforia da libertação”?

Continue lendo em O que os homens pensam do trabalho da mulher.

Publicada em maio de 1977.

A professora de enfermagem Malvina de Oliveira Ramos Netto, por seu lado, entre 1973 e 1973, fez uma pesquisa com 124 mulheres de Osasco, município industrial da Grande São Paulo, constatando um alto índice de abortos. Apenas três mulheres da pesquisa não haviam abortado nenhuma vez. Cerca de 35% haviam ficado grávidas três ou quatro vezes, mas 38% entre elas tinham apenas um filme, demonstrando a prática do aborto nas vezes anteriores. Além disso, 30% haviam engravidado cinco ou sete vezes, sendo que 24% tinham naquele momento apenas três ou quatro filhos. Isto significa a média de um ou dois abortos nos dois grupos de mulheres. Mais de 80% das mulheres pesquisadas eram católicas, mas, segundo a professora Malvina, a proibição do aborto pela religião não era levada em consideração quando estas mulheres precisavam livrar-se de uma gravidez indesejável, por falta de condições econômicas. Apenas 21% dessas mulheres admitiram que os abortos haviam sido provocados. Entretanto, para a pesquisadora, este dado não é real, pois muitas das mulheres provavelmente temiam as implicações legais.

Permitido na União Soviética desde 1920, no Japão desde 1948, nos Estados Unidos a partir de 1967 e em noventa países de todo o mundo, sua legalização na América do Sul e principalmente no Brasil enfrenta sérias restrições de muitos setores, inclusive da Igreja. Considerado um crime contra a vida e a pessoa, o aborto só é permitido na legislação brasileira em três casos: estupro; quando a gravidez põe em risco a vida da mãe; ou quando o feto apresenta problemas. Nestes casos é necessário que o aborto seja solicitado por três médicos de “notório saber” e referendado pelo Conselho Regional de Medicina. Não ocorrendo nenhum destes casos, o código penal de 1969 prevê que o médico ou a paciente poderão ser condenados a penas que variam de um a dez anos de prisão.

A ilegalidade é apontada por médicos como a principal causa dos altos riscos a que se expõem atualmente as mulheres que recorrem ao aborto. Negócio escuso, clandestino, portanto não sujeito à fiscalização, é um campo fértil para a ação de pessoas inescrupulosas, tornando-se uma prática que pode até conduzir à morte o que, na realidade, se bem realizado, oferece riscos bastante controláveis. Além disso, a ameaça de prisão favorece os altos preços e inclusive chantagens.

Continue lendo em Aborto: no código penal, crime. No cotidiano, prática.

Publicada em setembro de 1979.

Sextas de Nova (7)

Olá Amiga-Irmã-Cidadã-Eleitora-Enloquecedora-de-Homens! Voltamos com as Sextas de Nova! Ninguém veio aqui chorar pitangas, mas estamos tão felizes ao ver 4 loiras na final de A Fazenda que não aguentamos mais sensualizar sozinhas! Então, pode esquecer de tomar o suco de clorofila do Globo Repórter porque hoje o assunto é quente.

Oi? Tô aqui super gata, me querendo muito e enlouquecendo meu homem fingindo ser oncinha nesse toco de madeira fake.

Imagine que você está na balada, mostrando tudo que aprendeu na aula de pole-lambaeróbica-dance, mas nenhum hot-bofe-dog aparece para te aplaudir, só as invejosas vem gongar sua coreô. Aposto que várias vezes você se perguntou se era dia de futebol, não é mesmo? Presta atenção, amiga, Nova desvendou tudo e ainda te conta 10 Coisas que Eles Fazem no Banheiro da Balada! Dark room pra quê, né? Banheiro também é cultura de revista.

Para mostrar tudo o que você nunca quis saber, Nova colocou um espião dentro do banheiro masculino de uma balada paulista. Não basta fazer matéria nonsense, tem que tornar tudo um episódio tosqueira de seriado do Bruno Mazzeo. Um dos itens da lista é: checam o pênis do vizinho. Quem nunca? Então, como sabemos que você está menstruada e quer tirar um tempinho para roçar no mato que nem Paola Uóliveira, separamos só as 6 melhores para você ir se curtir muito na relva.

1. Eles dão aquela geral no visual

No começo da noite, grande parte dos homens que entrava no banheiro nem usava o local para fazer xixi. Queria apenas dar uma olhada no espelho para ajeitar o cabelo, fio por fio, e ver se a roupa estava ok. Pensa que só vocês são vaidosas? Não meeesmo.

BANG! na sua cara que achava que homem careca não arruma cabelo! Na verdade ele foi dar um tapa no visu só para você jogar um campari nele assim que chegar na pista. Igualzinho naquela propaganda.

3. Nem sempre lavam as mãos

A suspeita feminina confere: pelas minhas contas, ao menos metade dos homens passa longe de água e sabão depois de tirar o dito-cujo das calças, fazer xixi e dar a famosa sacudida. Por isso, daqui para a frente, pense cinco vezes antes de segurar na mão de um pretendente na balada!

Melhor não comentar, porque ninguém merece relembrar aquela vez em que você fez xixi num copo no meio da micareta. Por via das dúvidas, não deixe de levar na clutch os lenços umedecidos de veja limpeza pesada.

5. Pedem perdão

 O terceiro, tenso, pedia desculpas, dizia-se arrependido e jurava sair dali se “ela” quisesse. Opa! Parecia papo de alguém que foi para a balada escondido da namorada e tentava se redimir. Acredita se eu disser que o fulano ficou das 2 às 4 e meia da manhã nessa lengalenga?!? Bati os olhos no Mister Culpado mais um par de vezes e ele só parecia mais nervoso. Você o deixaria passar impune? No fim, estava quase chorando, com um copo de bebida numa mão e ainda ao telefone. Essa conta ficou cara!

Essa 5 é continuação da 4: fazem ligações. Banheiro também é orelhão coletivo. Vamos analisar a situação. Você liga pro sujeito ele tá na balada. Ele corre pro banheiro para que você não perceba. Daí ele entra num lugar que você consegue ouví-lo, mas ao fundo só ouve voz de macho. Não consigo imaginar como um pedido de perdão pode dar certo seguindo esse tutorial. Mas você ainda pode fazer a voz do Cid Moreira e dizer: “por essa Mister Culpado não esperava”.

6. Entram com bebida até os dentes

É isso mesmo. Macho que é macho não larga a cerveja ou a vodca com energético (os pedidos masculinos mais comuns) nem para fazer xixi! Onde eles colocavam o copo? Em cima do mictório. Ou então seguravam com os dentes enquanto abriam a torneira de baixo. Esquisito, mas confere. Coisa de equilibrista!

Veja que nessa maravilhosa pesquisa antropológica descobrimos que, além de não serem asseados, os bofes mordem copo de vidro ou esfregam ele no mictório. E você beija mooooooito depois. No link ali em cima tem o endereço dessa balada proibidão da Anvisa.

7. Comentam as conquistas

Os que chegavam em grupos de dois ou três eram bem falantes. Os assuntos: futebol, o churrasco do fim de semana e… mulheres! Dois deles chamaram a minha atenção. Ambos morenos, malhados, de altura mediana, uns 24 anos. Soltaram pérolas do tipo: “Aquela Fernanda é fácil, está se derretendo toda”. O outro retrucou: “Relaxa, é só para uma noite mesmo. Pega o telefone para ela achar que você está interessado e aproveita”. O primeiro, sorridente, completou que o alvo tinha um backside incrível. Saíram abraçados do banheiro, sem lavar as mãos, e eu, claro, segui a dupla. Passaram pelo bar, pegaram drinques e foram para a pista, que tocava música eletrônica. Chegaram cheios de intimidade perto de um grupo de três garotas e um rapaz.

A tal Fernanda era a mais cheinha e usava cabelo loiro solto, top branco com muito brilho na altura dos seios, saia e sandálias plataforma. Fiquei pensando por que ela havia sido tachada de “fácil” e logo descobri: dava para ver nitidamente que se atirava no tal rapaz, louca para sair dali e ir logo ao motel. E ele a tratava como “Minha princesinha linda!”, acariciando seu rosto – com a mão que não havia lavado! Em cinco minutos, o casal estava se atracando.

Fernanda, amiga, contaê pra gente, sentiu só cheiro de tesão nessa mãozinha no rosto? Então, não se esqueça, quando o bofe se aproximar dê um sexy mini-banho de álcool gel nele. Vocês não adoram que o espião dá detalhes como “morenos, malhados” e “saíram abraçados do banheiro, sem lavar as mãos”? Cada detalhe conta nessa matéria incrível. E tucanaram a bunda, agora é backside. Certeza que olhada nos peitos agora é “check the frontside” nesse linguajar toalético.

10. Embrulham o pacote para presente

Acredite: muitos homens, depois de liberarem o líquido, ajeitavam o pênis com uma das mãos – trazendo para cima e para o lado – a fim de criar aquela impressão de “volume”, sabe? Aí davam aquela checada no espelho e zás. Iam de volta para a pista cheios de confiança. Tudo para fazer seus olhos brilharem.

É tão bacana pensar que o pênis é embrulhado para fazer volume e despertar a libido das mulheres. Melhor presente pro Dia das Mães não há. Certeza que a galera dessa balada coloca meia dentro da calça. Uma pena que Nova descobriu que o que deixa mulher com o termômetro do tesão em chamas é edredon branquinho limpinho. E não esqueça o amaciante, Petutinho.

Ps.: A Bia Francisco lembrou do ótimo vídeo Dick in a box.