Sexta de Peitos

A querida Luciana Rocha me enviou um site português, que imagino ser o Pochete de Mulher de lá: Sitio de Mulher.

É fato que todo site feminino que foca na tríade beleza-amor-sexo é algo essencial na vida de toda mulher. Assim como o especial que a Women’s Health preparou especialmente para você mulher moderna e eclética: Cocô – tudo o que você sempre quis saber. Como disse a Marjorie, num mundo com tantas perguntas sem respostas ainda bem que aquelas relacionadas ao cocô estão resolvidas. Mas o assunto hoje é peito.

Nem vou comentar muito porque os artigos são sensacionais. Pensando na autoestima feminina o Sitio de Mulher fez duas matérias, uma sobre a maravilha de ter peitos pequenos, outra sobre a maravilha de peitos grandes. Falsos cognatos à parte, piadas de português nunca foram tão palpáveis. São dez motivos para cada, mas a gente sempre seleciona os melhores para você.

Motivos para adorar ter um peito pequeno

3 – Não terá aquele ar de chamariz (para não chamar outro nome). Assim evita aqueles olhares indesejados quando passa na rua.

5 – Os mamilos são mais proeminentes. E são interessantes. Não queremos adiantar muito sobre este assunto, pois pode ser inapropriado, mas um peito pequeno terá sempre os mamilos mais proeminentes dando um ar mais sensual à mulher.

7 – Pode usar um caicai sem problemas.

8 – Pode fazer exercício físico sem dar conta que tem o peito e assim sem o magoar. Aquando do exercício físico o peito é das zonas corporais de uma mulher que mais impacto sofre, quem tem um peito pequeno não sente esse impacto.

10 – O peito desempenha um papel muito importante. Além disso o peito tem a capacidade de produzir leite para um bebé. O peito é feminino e bonito, dando charme às mulheres. Sejamos sinceras, sabe bem mexer no peito…

Motivos ara adorar ter um peito grande

1 – Os peitos são lindos! São sinónimo do feminismo das mulheres, e suaves.

3 – Ao longo da história são muitas as pinturas que existem com deusas com peitos grandes, e imaginar-se como sendo a protagonista.

6 – É divertido mexer nelas.

8 – Aproximar os seus seios dá um grande impacto visual.

10 – Os peitos grandes são um belo acessório. Não há necessidade de usar um colar, pois já tem dois globos no seu peito.

Sempre que chego em casa tiro os brincos e os peitos, assim como os outros acessórios.

Kanye Westizando

Ano passado, passei alguns dias de outubro em São Paulo. Estava lá de férias, curtindo a cidade. Já tinha trocado palavras com a Elisa Gargiulo nas interwebs. A gente se conheceu uns dias antes no Encontro Nacional das Blogueiras Feministas. Daí numa manhã qualquer estou eu lá atualizando mil coisas nos blogs e pula uma mensagem no twitter: “vamos almoçar?”. Era Elisa Gargiulo me chamando para almoçar. Olhei para os dois lados para ver se era comigo mesmo. Era a vocalista do Dominatrix me chamando para almoçar!

Quando comecei nessa vida feminista logo fiquei sabendo de algumas bandas feministas no Brasil. A mais famosa delas, a Dominatrix, que completa 17 anos de existência em 2012. Veja uma entrevista bacana com as fundadoras. A Elisa tá aí na estrada, batalhando firme e forte há mais de 17 anos. Minhas pernas bambearam. Fora o medo de ficar muito burra em cinco minutos. Mas né? Cara de pau está aí e eu tenho mais é que aproveitar. Marcamos num indiano delicioso. E rolou. A gente conversou um dia inteiro. Do almoço para um café. Do café para um filme na mostra de cinema. Do filme para uma cerveja. Da cerveja para um curso de teologia feminista. A única coisa que me arrependo é de não ter tirado uma foto de nós duas naquele dia. Porque o sisterhood estava ali. Lutamos pelas mesmas coisas. Queremos sim um mundo melhor para todas as pessoas, especialmente para as mulheres.

Kanye West lançando seu bordão no VMA 2009.

Não sei se vocês compreendem, mas a internet deve ter me dado uns 50% das pessoas que são muito especiais na minha vida nesse momento. Não são minhas melhores amigas, não são pessoas com quem falo todo dia, são muito especiais mesmo. Aquela pessoa que quando você pensa em desistir ela te dá um tapinha nas costas e te lança metros a frente. A Bárbara, a Iara e a Mary W tem sido algumas dessas pessoas. Seja apoiando uma ideia minha, respondendo um comentário meu no blog ou me mandando um email para mostrar aquilo que não estou conseguindo ver. Conhecer ao vivo as pessoas que você conhece pela internet é fundamental. A Elisa é mais uma dessas pessoas. A gente continuou se cruzando nas interwebs. Semana passada ela publicou um post no Blogueiras Feministas que é sensacional: Não existe espaço seguro!

E aí, ontem, a gente estava num super papo no facebook, rolou uma ideia e não pude perder a chance de colocar em prática. É minha primeira parceria com a Elisa, tô super feliz.

O Patriarcado Kanye Westizando Nóis.

Dia da Mulher

Ontem foram publicamos vários textos muito bons sobre o Dia da Mulher. Quero destacar alguns:

Mulheres, sejam feministas! – por Maíra Kubik

Uma cortou a saia, outra queimou o sutiã, 343 assinaram um manifesto pró-aborto. Trabalharam nas fábricas insalubres e superlotadas. Fizeram greves tão intensas que explodiram a Rússia em 8 de março de 1917, abrindo espaço para os bolcheviques. Morreram queimadas. Tornaram-se médicas, advogadas, jornalistas, presidentes, dirigentes de empresas, professoras universitárias. Pilotaram avião, caminhão e fogão. Atravessaram o Canal da Mancha a nado, foram à Lua, dirigiram um carro na Arábia Saudita. Se libertaram sexualmente, casaram-se com outras mulheres de papel passado. Escreveram, publicaram, filmaram. Viraram líderes espirituais de aldeia na Amazônia. Fizeram tribos africanas abandonarem a horrenda prática da mutilação genital. Reescreveram a história dizendo que sim, éramos protagonistas, mesmo que não tenhamos assinado tratados de guerra e paz.

Não, não é possível retroceder.

Mas onde é preciso avançar?

A cada 2 minutos, 5 mulheres são espancadas no Brasil. Os estupros e os abusos são crimes que, em geral, ocorrem dentro das próprias casas. Ganhamos salários menores que os dos homens para ocuparmos os mesmos cargos – agora isso pode ser motivo de multa dentro da mesma empresa, menos mal. Ouvimos piadas machistas o tempo todo. Somos obrigadas a aturar cantadas nas ruas com medo de uma violência ainda maior. Não exercemos plenamente nossos direitos reprodutivos. Sofremos cotidianamente com a noção de que somos propriedade do homem e, portanto, podemos ser usadas a seu bel-prazer. Muitas de nós nunca tiveram um orgasmo. Ainda somos vendidas junto com cerveja e tudo mais que o mercado quiser. Temos receio de apanhar na avenida Paulista porque andamos de mãos dadas com outra mulher. Somos consideradas galinhas ou putas quando exploramos nossa sexualidade.

Mulheres ligadas a entidades sindicais e movimentos sociais participam de ato pelo Dia Internacional da Mulher na praça da Sé, região central de São Paulo, no início da tarde desta quinta- feira (8). Foto de Elisa Rodrigues/Futurapress/AE

O dia (a dia) da mulher – por Aline Valek

Parabéns mulher, mesmo se você não for hétero. A você que, mesmo gostando de outras mulheres, continua feminina e sexy, porque assim pode continuar sendo objeto do nosso desejo. Parabéns mulher, por nunca ser levada a sério quando está nervosa ou chateada, porque todos sabemos que é apenas TPM. Parabéns a você, que é má motorista, adora sapatos e sempre estoura o limite do cartão de crédito só porque é mulher. A você que é vendida como cerveja. Parabéns a você, mulher clichê que tanto amamos.

Feliz Dia da Mulher a você, que não tem autonomia sobre seu corpo. A você que sabe que se for estuprada foi porque provocou, a você que se for assassinada pelo parceiro foi porque mereceu. Parabéns a você, que não vai tentar um aborto simplesmente porque não queremos que você faça isso, e não porque a decisão de continuar uma gestação no seu útero seja uma escolha sua. Porque não é.

Parabéns pelo seu dia, mulher. Uma homenagem de quem é a razão de existir do Dia da Mulher e o faz tão necessário até hoje.

Sinceramente,

Machismo.

Mulheres na Campus Party

Rolaram dois debates bem bacanas com mulheres na Campus Party.

No lounge Trip e Tpm na Campus Party, as mulheres comandaram a conversa ciceroneada pela Tpm com a presença de Milly Lacombe (colunista da Tpm), Carol Rocha (a @tchulimtchulim, blogueira e Trip Girl), Sarah Oliveira (apresentadora do programa Viva Voz, no canal GNT) e mediação de Nina Lemos (repórter especial da Tpm) discutindo o tema Machismo na rede: Trolls amam odiar as mulheres? (tem vídeo do stream no final do texto).

Nina Lemos, Julia Petit, Giovana (do Garotas Geek), Daniela (do Meninas & Garotas) e a Lola (do Escreva Lola Escreva), mediadas pela Fernanda Pineda (do Fake-Doll) bateram um papo bacana sobre machismo e o espaço das mulheres na internet: Web para Meninas.