Esperança para as princesas

Faz algum tempo que vejo o aumento no número de Escolas de Princesas. Cursos de etiquetas para meninas, naquela fase da pré-adolescência. A descrição do projeto em si é tão triste, porque nega a fantasia e apregoa um modelo fixo a ser seguido;

Você não se torna uma Princesa simplesmente vestindo um vestido extravagante e uma tiara brilhante. Ser uma Princesa de verdade é ter a confiança para ser a melhor versão de si mesma. Acreditamos firmemente que todas as mulheres são princesas e que podemos aprender a aplicar os atributos de caráter e comportamento de Princesa em tudo o que fazemos na vida.

Porém, há esperança. Ana Maria Machado, escritora de livros infantis, lançou recentemente: ‘Uma, duas, três princesas’.

Com o nascimento da terceira filha – num momento em que todo o reino esperava pela vinda de um menino que pudesse assumir o trono -, o rei e a rainha decidem mudar as regras do jogo e acabar com a velha ideia de que princesas não podem governar. Para tanto, elas precisam receber a mesma “educação que os príncipes antes tinham”.

Numa leitura contemporânea dos tradicionais contos de fadas, a escritora substitui o sapatinho de cristal, o capuz vermelho e o príncipe encantado por computadores, tablets, revistas e livros. As três irmãs, herdeiras únicas do trono, recebem a missão de encontrar uma resposta para o mal misterioso que deixou o rei de cama – e, para isso, devem colocar todo o seu conhecimento em prática.

As meninas merecem liberdade para serem o que quiserem, serem as princesas do mundo que quiserem.

Outra iniciativa bacana e que você pode ajudar pelo Catarse é ‘Uma história mais ou menos parecida’. O livro infantil foi pensado a partir da preocupação dos autores em relação ao racismo entre as crianças, principalmente nas escolas. O projeto valoriza essas características através da personagem principal: uma princesa linda e negra.