O post de hoje vem bem tarde porque pela manhã participei, com mais 5 mil pessoas, da II Marcha Nacional Contra a Homofobia e tirei um monte de fotos para compartilhar com vocês. Luto e defendo com unhas e dentes o direito de as pessoas se amarem. Sempre. Não participo dessa luta apenas pelos amigos gays, lésbicas, travestis, transexuais ou bissexuais, estou lá para mostrar que o amor deve prevalecer, que ninguém pode ser discriminado por amar.
Somos lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), de todos os cantos do país, de todas as profissões, de todos credos, de todas raças, de todos sotaques, de todas opiniões, de todas etnias, de todos gostos e culturas. Mas temos algo em comum. Não usufruímos nossos direitos pelo simples fato de termos uma orientação sexual ou identidade de gênero diferente da maioria. Somos milhões de cidadãos/ãs de “segunda classe” em nosso Brasil.

Homofobia, Machismo, Intolerância, Discriminação, Alienação, Sexismo, Ignorância, Preconceito TEM CURA! Foto de Srta. Bia no Flickr, em CC.
A homofobia não é um problema que afeta apenas a população LGBT. Ela diz respeito também ao tipo de sociedade que queremos construir. O Brasil só será um país democrático de fato se incorporar todas as pessoas à cidadania plena, sem nenhum tipo de discriminação. O reconhecimento e o respeito à diversidade e à pluralidade constituem um fundamento da democracia. Enquanto nosso país continuar negando direitos e discriminando lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais não teremos construído uma democracia digna desse nome.
Vamos a Brasília, novamente, para denunciar a homofobia, o racismo, o machismo e a desigualdade social. Temos assistido nos últimos meses ao recrudescimento da violência homofóbica, a exemplo do que ocorreu recentemente em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Ceará, no Paraná e em Minas Gerais. Chama a atenção o fato de que muitos dos agressores não pertencem a grupos de extrema-direita violentos, mas são jovens de classe média, o que demonstra como a homofobia está amplamente difundida em toda sociedade.
O Brasil é um país plural e diverso, que respeita todas os credos e religiões, contudo nosso Estado é laico – separamos a religião da esfera pública, isso está garantido constitucionalmente. O movimento LGBT defende a mais ampla liberdade religiosa. Respeitamos todos os credos e opiniões, mas, entendemos que crenças religiosas pertencem à esfera privada – individual ou comunitária. Religião é uma escolha, a cidadania não!
A II Marcha Nacional Ccontra a Homofobia é, portanto, um grito, um protesto, um manifesto de respeito aos direitos individuais e coletivos. Queremos igualdade de direitos e políticas públicas de combate à homofobia. Reivindicamos que o Estado brasileiro, de conjunto (ou seja, os três poderes), e em todas as esferas da federação (União, Estado e municípios) incorporem a diretriz de combater a homofobia e promover a cidadania plena para a população LGBT.
Trechos do Manifesto da II Marcha Nacional Contra a Homofobia.
E no fim do dia, um grande arco-íris surgiu no céu de Brasília. Propaganda gay de Deus? Talvez. Mas com certeza uma grande bandeira que, como disse a @DaniOrtega13, tem a seguinte inscrição: “O que o amor une, a homofobia não separa.”
E ainda tem mais posts meus sobre o assunto:
[+] No Blogueiras Feministas – 17 de maio: Dia Mundial e Nacional Contra a Homofobia
[+] No LuluzinhaCamp – Contra a Homofobia!









