Melissa Cadore Feelings!

Esse post é um apanhado dos dias glamourosos de férias em Sâo Paulo. Infelizmente não tirei nenhuma foto do meu novo lugar favorito ever a Pastelaria Brasileira que fica na Pompéia. O Mar vai passar o resto da vida me ouvindo falar desse lugar, de como a esfirra de queijo com palmito e a de banana, que custam menos de R$3, são algumas das coisas mais fabulosas que já passaram pela minha vida num balcão. Afinal são 31 anos de tradição, minha gente!

Nessas férias fiquei hospedada no Casa Club Hostel Bar, localizado no coração da Vila Madalena, pertíssimo de toda a agitação dos bares, da famosa Livraria da Vila e da Oca Tupiniquim, local do 2º Luluzinha Camp Nacional. A galera da recepção é extremamente simpática (não importa o horário que você passe por lá), os quartos são limpos, a roupa de cama é quentinha, o banheiro é dividido (o chuveiro numa porta e o vaso em outra), o preço é camarada, a maioria dos hóspedes é estrangeiro e a balada é forte. Minhas únicas críticas são em relação ao café da manhã que podia ser mais incrementado e a falta de uma sala de tv, um local para podermos ler um livrinho, ver um filme. E o wi-fi que também não pega bem no quarto dificulta ver a novela, mas ao menos é de graça. Porém, o mais divertido é que eu estava pertinho da Rua Purpurina. Isso é glamour!

Teve dia de coquetel e beleza com várias blogueiras na loja da Kiehl’s no Shopping Iguatemi. Fui graças a uma intimação de Lili Ferrari e adorei! A Kiehl’s é uma marca de cosméticos americana que existe desde 1851. A proposta deles é oferecer produtos que contenham em sua fórmula óleos essenciais simples e naturais. A maioria dos produtos não têm cheiro e são comercializados em embalagens com um quê de vintage. O visual da loja também é lindo e em todas há um simpático Mr. Bones. Lady Rasta conta em vídeo um pouco mais sobre a linha dermatológica. Ps.: Um momento pára-o-mundo-que-eu-quero-descer! aconteceu quando descobri que Christian Louboutin tem uma loja no Iguatemi. Morri!

Nesse mesmo dia a Alê Ferreira (uma fofa! Que apareceu chiquetésima no último caderno especial Vida Digital da Veja) me apresentou a Lanchonete da Cidade. Onde comi uma das melhores batatas-fritas que conheço com um dos ketchups mais gostosos. Depois levei a Lidi Faria e a Pri Alves (minhas mais novas melhores amigas de infância) à Loja do Bispo, onde você pode encontrar as fabulosas fitinhas de São Google. É uma das minhas lojas preferidas em SP, pois sempre há novidades como livros que são obras de arte e até um action fiigure do Fidel Castro.

No sábado pré-Luluzinha Camp, eu e Lu Monte passeamos pela feira da Benedito Calixto. Depois encontramos com a Losille e caímos na estrada a caminho do Reino. Apesar de metade do meu glamour ter ficado na caminhada que fizemos perdidas por São Bernardo do Campo, não há nada como ser recebida pela Rainha Denize Barros. Muito xampã, muita bolsa, muita alegria, biscoitinhos, muitas colegas do RCAB (Rainhas Compradoras de Bolsas Anônimas) e teve até momento “É pro Fantástico?” quando a Gabi disse que me adorava e lia meu blog. É glamour demais para uma pessoa só! Por isso compartilhamos esse glamour em fotos maravilhosas no paredão.

E fechei a programação de sábado com o e a turma de Google Reader dele (Sim, as pessoas agora se conhecem pelos comentários do Google Reader, too-much-information-for-me!) no Athenas. Um bar, café, restaurante bacana, bonito e com preço honesto.

Agora, com licença, vou ali conversar com minhas celulazinhas. Fisicaquanticamente falando.

Isso é glamour!

Glamour é ter amigos. Os melhores, os divinos, os queridos, os amados, os únicos.

No primeiro dia, meu fotógrafo oficial em São Paulo, o Zé, fez questão de tirar fotos da minha cara de #móderrota após pegar 13 graus de frio insano e muita chuva. Fugimos da 25 de março, enfrentamos muita fila e luta por mesas no Mercado Municipal e caminhamos muito para não ficar nem 5 minutos dentro da Pinacoteca. Mas é claro que protestamos contra a lei do Serra.

Teve encontrinho do M de Mulher, super delícia! Com o sorrisão da Julia Reis e as presenças bacanas de tanta gente.

Devidamente agasalhada, depois conto mais do meu #melissacadoreday no Shopping Iguatemi com a companhia de Liliane Ferrari, Flavia Lady Rasta, Lidi Faria, Pri Alves, Ale Ferreira e mais um monte de outras blogueiras. Causamos muito!

E teve tanta gente que ainda não vi, por pura falta de tempo ou porque fiquei presa num shopping por conta da chuva, ou porque o Mar me apresentou a Pastelaria Brasileira na Pompéia.

Definitivamente, isso é glamour!

A Onda.

A onda de frio, muito frio, continua em SP, mas meu resfriado deu uma boa melhorada e agora as pessoas já me enchem de perguntas que não sei responder na rua. Segundo o Mar, isso ocorre porque a minha cara de turista é amigável, enquanto todas as outras pessoas estão indo para o trabalho. O problema é que quando ando de ônibus só sei o ponto em que subo e o que desço e geralmente erro o que desço.

Ontem assistimos A Onda, um filme alemão baseado numa história real. Um professor tem que apresentar durante uma semana uma aula especial sobre autocracia. Desafiado por um dos alunos que afirma ser impossível haver uma ditadura de novo na Alemanha, o professor decide criar uma sociedade autocrática centrada nele como líder para provar aos alunos que manipular pessoas é muito mais fácil do que se parece. Infelizmente o projeto tem graves consequências para todos. Os jovens estão perdidos, não há nada pelo que lutar, não há perspectiva ou novas formas de perceber o mundo. Um terreno ideal para o surgimento de um grupo fascista.

O filme é carregado de símbolos, de como um grupo rapidamente se torna manipulado, cego e violento, pois se acham melhor que todos. As personagens que primeiro estranham a formação do grupo fazem parte do jornal da escola e são duas mulheres. É um filme que produz boas conversas depois e várias analogias. Como o Mar me disse ao fim da sessão, é um filme alemão sobre um episódio que aconteceu nos Estados Unidos, mas poderia ser em qualquer lugar. A juventude está perdida e ninguém parece estar muito preocupado com o que ela anda fazendo.

Existe a questão da proibição do cigarro em espaços públicos aqui em SP, as pessoas realmente estão fumando nas ruas, pelo que vi todo mundo está respeitando a lei, mas até que ponto é uma lei autoritária? Ontem teve o caso das 800 famílias que foram despejadas de suas casas num terreno irregular. Até que ponto são pessoas que estão ali por malandragem? Até que ponto são pessoas que realmente não tem para onde ir, que chegaram em situações limítrofes da vida?

Acredito que a lei do cigarro tem muito autoritarismo e acredito que a maioria das famílias despejadas não se encontram naquela situação por que querem. De um lado o Estado cerceia a liberdade de alguns, de outro ele desampara pessoas. É uma onda que diretamente não me afeta, não me engole, pois não fumo e nem vivo em terrenos irregulares. Mas sinto o frio que está fazendo nessa cidade.