Férias – João Pessoa/PB

Tabajara FM. 105 vírgula 5. João Pessoa, Paraíba.

Sol nascendo...

Essa era a vinheta da rádio que mais ouvi no período de 11/10 a 21/10. A Tabajara FM realmente marcou minhas férias e embalou minhas tardes preguiçosas naquele calor arretado do nordeste. A vinheta tocava o tempo todo, eu e minha companheira de viagem brincávamos que só faltava a rádio fornecer o CEP.

Minha primeira vez na Paraíba foi agradabilíssima. Para mim, uma típica filha de pernambucana, que passava as férias da infância enfiada nos mares de Recife e Porto de Galinhas, foi um ótimo reencontro. Férias na beira da praia, sem compromissos, sem internet, sem tv e com muitos livros, palavras-cruzadas, sudoku, sol, mar e piscina.

O que mais gostei:

1. O Povo. Não há povo tão caloroso como o do nordeste. Quem cresceu em família nordestina sabe do que estou falando. O riso é aberto, o sotaque é puxado e é oxi prá lá e pra cá o dia inteiro. Para você ter uma idéia, a vendedora de uma loja da Arezzo no shopping, me deu um mega abraço quando sai da loja e olha que nem comprei nada. Depois voltei só para comprar e dar uma comissão para Dani. É a mais pura simpatia esse povo.

2. Mercado de Artesanato. O Mercado fica numa das avenidas principais, a Rui Carneiro, e tem mais de 150 expositores. O prédio tem uma arquitetura bem bacana. Tire tempo e prepare a sola do chinelo, pois tem muita coisa boa, vale escarafunchar tudo. E se ainda quiser mais, tem uma feirinha de artesanato em Tambaú.

Praia de Coqueirinho.

3. As Praias. Água verdinha e areia branquinha. Só senti falta de bichinhos com tatuí e maria-farinha. As hypes são Tambaú e Manaíra, mas dentro da cidade tem a ótima e tranquila Praia de Cabo Branco. Seguindo para o litoral norte temos as ótimas Camboinhas e Intermares. E para o litoral sul, a fantástica Coqueirinho. De longe a mais linda, porém minha preferida foi mesmo Cabo Branco, com ondas na medida certa.

4. Macaxeira, Carne de Sol e Queijo Coalho. Sou tarada por mandioca. Adoro especialmente macaxeira manteiga, daquelas bem molinhas. E como tem macaxeira boa nessa terra da Paraíba. Carne de sol e quejo coalho é outra coisa que não falta pela cidade. Perto da praia de Intermares tem o Recanto do Picuí, um restaurante muito bonito, pertinho da BR que leva à Cabedelo. E em João Pessoa tem o Tábua de Carne que tem o melhor queijo coalho que já comi na vida, fresco e assado na medida certa. Minha dieta vegetariana e sem lactose foi por água abaixo nessas férias.

5. Karmélia Calçados. Pense no paraíso feminino dos calçados. Imensa variedade, rasteiras à R$35 e saltos a partir de R$50. Só é complicado achar número 38, pois geralmente só vem um exemplar nesse tamanho e ele some rapidinho. Fica no Bairro dos Estados, próxima ao Shopping Sebrae.

6. Sorveterias. João Pessoa é o paraíso das sorveterias, com quase todas produzindo seus próprios sorvetes. Além daquela variedade absurda de frutas maravilhosas: graviola, cajá, jambo, cupuaçu, etc. Minha preferida fica próxima à Av. Epitácio Pessoa, mas apesar de ter tomado sorvete lá quase todos os dias, não decorei o nome.

Janela da Alma

7. Centro Histórico. Há um caminho para pedestres no Centro Histórico que passa por todos os principais prédios. Demanda um preparozinho físico, um bom tênis e garrafas de água. Porém, vale a pena passear por lá e conhecer locais especiais como o Centro Cultural São Francisco.

8. Restaurante Mangai. O Mangai merece um item a parte, pois desde que abriu uma filial em Brasília o lugar vive lotado. Nunca vi um sucesso tão instantâneo. É um ótimo restaurante self-service com vasta opção de cardápio. A decoração, os garçons, o ambiente, tudo é bem parecido com a filial de Brasília, mas o preço… Ah, o preço é bem diferente. Aqui em Brasília o kg custa quase R$40, se não mais. Lá custa R$29,90, o mesmo preço de um self-service bom, mas comum na área central de Brasília. Se você for a João Pessoa, Natal ou Brasília vale a pena ir para almoçar/jantar comidas típicas ou mesmo para lanchar uma pamonha ou tapioca no fim da tarde. É delicioso!

O que não gostei:

1. Sujeira nas praias. É uma pena, mas as pessoas ainda sujam muito as praias com restos de lixo das farofadas ou mesmo com inocentes palitos de picolé. Ir a praia no fim de tarde do domingo é péssimo programa porque todo o lixo do fim de semana está lá boiando. Realmente não entendo como é tão difícil para as pessoas preservarem locais públicos.

2. Transporte Público. Fiquei hospedada na região de Cabo Branco e era bem complicado pegar um ônibus apenas para chegar na maioria dos lugares. E eles nem eram tão longe assim, mas andar de dia naquele sol era pedir uma insolação. Então, quando não queriamos ficar pulando de ônibus em ônibus, o jeito era depender de táxi ou alugar um carro.

3. Turista mal educado. Há muitos turistas em João Pessoa, muitos mesmo. Tem inclusive o tradicional Forró do Turista no restaurante Fellini. Porém, há muitos turistas mal educados que pisam no seu pé com salto agulha e nem pedem desculpas. Gente que ao invés de curtir o pôr-do-sol na Praia do Jacaré fica se espremendo para tirar fotos. Gente que bebe e fuma em cima dos recifes de corais do Picãozinho. O Picãozinho é uma área de corais onde é possível ver várias espécies de pequenos peixes coloridos que lembram o filme Nemo. O ideal é que as pessoas sigam para lá em pequenos grupos, aluguem uma máscara e fiquem boiando e se movimentando bem devagar para visualizar os peixinhos e tentar não interferir tanto no habitat deles. Porém, o turismo inescrupuloso leva quase 300 pessoas ao mesmo tempo para o local, transformando um divertido passeio na Micarê de Picãozinho. Com a aglomeração de pessoas dentro da água quase não se vê peixe nenhum, seja por causa da água turva ou porque os peixes estão assustados. As pessoas insistem em subir nos corais, acabam se cortando e tudo vira um grande mico para todos. Nos últimos dias da maré há menos pessoas e menos barcos, mas mesmo assim o passeio parece ter perdido muito da diversão.

#Curiosidades:

Xô Photoshop

#O Aeroporto de João Pessoa é internacional, mas só no nome. É bem pequeno, ao descer do avião atravessamos a pista de pouso a pé e só tem duas esteiras de bagagem. A cidade como um todo é pequena, mas com o incremento do turismo na região há previsão de aumento no número de vôos. Em compensação, em Natal/RN já existem 15 vôos internacionais, sendo que até a Copa a previsão é de 25 vôos internacionais, segundo Sêo Fidélis, nosso taxista oficial.

#Os cinemas Box do Shopping Manaíra não funcionam antes das 15h às terças e quintas. E todos os horários dos filmes mudam nesses dias. Nos outros dias, horário normal. Dia 19/10 é Dia do Comerciário e o comércio inteiro fecha, inclusive a praça da alimentação do Shopping e os cinemas. Porém, é um bom dia para ir ao Mangai.

#7 músicas para…

#1 Comer gelatina de cereja – Samba Japa do Curumin.

#2 Soltar a magia cigana que existe em você – Boys wanna be Her da Peaches.

Music, Music, Music...

#3 Dançar abraçadinha com a vassoura de piaçava – Love Long Distance do The Gossip.

#4 Preparar um strip tease com lingerie de oncinha – Primitive da Roisin Murphy.

#5 Cantar no karaokê imaginário e treinar a coreô – David Cook e sua inesquecível Time of my Life.

#6 Brincar de drinking game enquanto vê novela das oito – Buttons da Sia. (dica do meu glamourous-stagiary-boy Felipe)

#7 Passar a mão na bunda de estranhos transeuntes – Just do it do Copacabana Club.

E vou fugir do samba, do meio, da avenida central.

Luluzinha Camp é uma cachaça!

E lá fui eu comemorar o 1º aniversário do Luluzinha Camp, no 2º Luluzinha Camp Nacional o evento que reune interneteiras de todo esse nosso Brasil varonil. É super emocionante ver como o grupo cresceu, como o projeto se expandiu. Sou extremamente orgulhosa de fazer parte de um grupo tão heterogêneo e alegre. A euforia do ano passado foi diferente, porque o Luluzinha Camp já é uma realidade em 6 capitais, então a idéia de ir para São Paulo é principalmente rever colegas e conhecer pessoalmente as pessoas que participam do grupo.

Foto Recado by Gabi Butcher

Tem muita foto. Muita foto mesmo! Fotos cheias de sorrisos, gritinhos e solidariedade.

Muita gente me pergunta: Mas por que fazer um evento só de mulheres? E respondo: Por que não? Sou feminista, luto pela igualdade de poder social entre homens e mulheres, mas não nego que temos diferenças. O Luluzinha Camp não é um evento que propõe excluir os homens, na verdade, é um evento que propõe a reunião de mulheres tendo a internet como principal elo. E nos reunimos porque temos afinidades, porque gostamos de falar sobre blogs enquanto comemos brigadeiro, porque alguém comenta sobre o mercado financeiro enquanto faz as unhas, porque sorteamos kits sensuais e lutamos pela liberdade na internet. Porque tuitamos sobre o que acontece e promovemos oficinas apresentadas pelas próprias Lulus. É claro que poderíamos fazer um evento misto, mas o Luluzinha Camp nasceu de um desejo colaborativo de reunir mulheres e é uma delícia, pois cada uma leva o seu melhor. Pode ser um brigadeiro de ovomaltine, uma aula de fotografia, um papo sobre a novela, ou um abraço apertado. E continuamos amando os homens, mas tendo um espaço só nosso de troca, confidências,  carinho e renovação de energia.

O evento tem potencial para crescer muito, pois há muitas mulheres entrando a cada edição. Imagino que para as novatas o tamanho do evento em São Paulo assuste um pouco, mas os sorrisos talvez quebrem esse gelo inicial. O bacana é continuar realizando as oficinas e desconferências, tendo a participação efetiva de mais mulheres. Confesso que não participei de nada oficialmente, basicamente apenas fiz o social, mas mesmo nas conversas pelo corredor é possível passar algumas dicas, trocas idéias e afins. Esse ano fiquei super feliz de ver a Jésika e a Ceci lá, provavelmente falei tanto do evento que acabei convencendo-as a ir.

A LG promoveu a Lavanderia Solidária. Primeiramente pensei, que óbvio, não? Lançar máquina de lavar em evento feminino. Porém, a ação liderada por algumas Luluzinhas como a Mawá,  foi muito bem sucedida.  Foi montada uma lavanderia, com o objetivo de trazer para o evento uma proposta de ação solidária. Nós deveríamos levar roupas para serem doadas a diferentes instituições. Além disso, uma das instituições vai ganhar uma máquina de lavar e você pode votar na enquete aqui. As roupas levadas para o evento foram limpas no local e serão doadas às quatro instituições escolhidas na primeira enquete. E a instituição que receber maior número de votos na enquete final, além das roupas, ganha uma Máquina da Linha Prime da LG. Além de tudo, a LG promoveu várias coisas bacanas no evento como uma van que levava as participantes do metrô até o local, ecobags e laptops disponíveis para interagirmos com quem não foi ao evento.

O Luluzinha Camp é uma cachaça. Vicia mesmo. Pois é uma delícia conhecer pessoalmente a Menina que joga, a Doduti, a Dehbora, a Gaborin, a Leticia, a Juju. Ver que a Charô está ótima, que a Eli Mafra pintou o cabelo, que a Lu Freitas agora é morena, que Gabi Bianco tá de franjinha, que a Cintia Costa está ainda mais linda depois de casada, que a Marcia Bianco continua diva. Saber que a Garcia Sales decidiu se desviciar em chocolate. Descobrir que a Eli também é viciada em La Reina Madre. Compartilhar com Lu Monte a alegria de estar novamente no evento. Dividir quarto no hostel com a Denise.  Posar para o Foto Recado da Gabi Butcher. Dar um último abraço na Pri Alves, Julia Reis, Lili Ferrari, Denize Barros e Flávia Lady Rasta, com quem me diverti muito nos dias anteriores. E no fim reunir a galera na cozinha da Oca para um café. É por causa delas e de tantas meninas que pretendo ir todos os anos, além de continuar participando da organização do evento em Brasília. O Luluzinha Camp me abriu várias portas, me apresentou muitas pessoas com quem pude participar de projetos na internet, estreitou amizades e me faz muito feliz.

Parabéns a Lucia Freitas por mais uma edição. E parabéns a todas as mulheres que tornaram aquela tarde de 30/08/2009 inesquecível.