Mulheres e Política.

Fonte: The Big Picture (REUTERS/Konstantin Chernichkin)

Políticas para mulheres e mulheres na política. Por Paula Thomaz.

CartaCapital: Como você vê a situação da mulher hoje na política em termos de participação e de políticas voltadas ao gênero feminino?
Tatau Godinho: A presença das mulheres na política tem aumentado nos últimos anos. Em termos de políticas públicas, questões específicas voltadas à saúde das mulheres, o combate à violência e mesmo uma ampliação nos horizontes profissionais têm sido alvo de atenção dos governantes. Mas uma alteração mais profunda nas desigualdades entre homens e mulheres ainda está por vir.

Quanto à participação, no entanto, os espaços da política mais institucionalizados ainda são um gueto masculino. Fala-se muito na necessidade da presença das mulheres, mas o fato é que direções dos partidos, no parlamento, nos cargos executivos e de direção, as mulheres ainda aparecem como uma exceção.

E isso reflete uma realidade presente em, praticamente, todas as outras áreas da sociedade. O comando das empresas, as direções dos jornais, de outros meios de comunicação, por exemplo, ainda são lugares onde a presença das mulheres é quase simbólica.

CartaCapital: Falando de gênero, para você as mulheres são iguais aos homens, têm necessidades específicas ou lhes faltam alguns privilégios concedidos aos homens?

Tatau Godinho: Quando se fala em igualdade entre mulheres e homens, o sentido é a igualdade social e política. É evidente que na sociedade os homens têm imensos privilégios em todos os âmbitos: renda mais alta, acesso a melhores postos e empregos, mais tempo de lazer, dominam os espaços de poder político e econômico na sociedade. E isso se articula com todas as vantagens que têm no campo da vida pessoal e familiar, em relação ao cuidado com os filhos, ao trabalho doméstico, e nas questões ligadas à sexualidade. É isso que é preciso mudar. Há um pensamento conservador que atribui às mulheres um papel centrado na maternidade e na família. Isso é cultivado. É um mecanismo que justifica a falta de responsabilização masculina. Assim os homens ficam livres para o poder, enquanto as mulheres cuidam da sobrevivência. É essa a divisão que precisa ser superada na sociedade. Naturalizar o papel das mulheres na família, na maternidade, nas funções do cuidado é negar às mulheres a posição de igualdade e racionalidade e, em última instância, deixar as funções de direção e poder efetivos da sociedade, a elaboração da cultura e da ciência para os homens.

CartaCapital: Chamar Dilma de presidente ou presidenta faz diferença?

Tatau Godinho: É uma questão simbólica. Não é decisiva mas possibilita marcar o significado da eleição de uma mulher para a presidência. E forçar um pouquinho a Língua Portuguesa a se adaptar a um mundo de homens e mulheres também nos cargos, carreiras e funções antes ocupados apenas por homens.

Entrevista publicada no site CartaCapital, em 16 de novembro de 2010 às 17:12h. Grifos meus. E não deixe de ler a entrevista completa.

 

Ps.: O The Big Picture é com certeza um dos top sites de fotografia. Não deixe de conferir a galeria “In Protest” onde a foto acima foi encontrada.

Blogueiras Feministas.

Está na reta final o Concurso de Blogueiras, organizado pela Lola, com o tema: A Origem do Meu Feminismo.

O concurso foi uma grande sucesso e quero agradecer publicamente a Lola por tê-lo organizado.  Foi maravilhoso conhecer tantas blogueiras feministas. O Concurso foi um verdadeiro sucesso, com 32 posts concorrendo, com pessoas cruzando caixas de comentários e estimulando a pluralidade do feminismo. Veja que o Concurso terminou em 31/08/2010 e só se encerra semana que vem. Parabéns pela iniciativa, Lola!

Mais uma vez, digo e repito, o feminismo é um movimento de emancipação feminina, um movimento social que tem como objetivo garantir direitos a mulher. Não significa que mulheres querem ser homens, não significa que mulheres odeiam homens, não significa que queremos ser mais privilegiadas. Queremos sim, igualdade e respeito em todos os sentidos. O maior benefício desse concurso foi perceber que o feminismo continua atraindo mais mulheres para sua bandeira e que precisamos nos conhecer e nos unir para gritar contra o machismo, o sexismo e a violência que mata 2 mulheres a cada hora no Brasil.

Estou muito feliz de estar na grande final, mas gostaria que você fosse até cada blog conhecer essas mulheres que compartilham conosco as origens dos seus feminismos. E não esqueça de votar no post que achou melhor!

Como um machista me transformou em feminista – Amanda, do Petit Journal de la Porte Dorée
Aos treze – Anastasia, do Relicariante
O Feminismo & Eu – Bia, do Groselha News
Mulher da vida – Borboleta, do Borboleta nos Olhos
Origem da consciência do meu feminismo – Chris, do Mulheres de Atenas
O começo de tudo – Fernanda, do Grito de Fernanda
Mulheres, homens e mais mulheres – Leika, do Proseando
Feminista, eu? – Leticia, do Chá-Tice
Chega de maçãs – Luci, do Caso me Esqueçam
Meu feminismo não tem origem, tem futuro – Nathalia, do Letras na Tela
Menina pode sim – Rita, do Estrada Anil
Coisas de menino – Valek, do Aline Valek

E é importante publicar os links de todos os textos participantes, pois é importante divulgar o feminismo pela rede e as outras 20 concorrentes também merecem a leitura:

Na 1° etapa:

O feminismo que papai ensinou – Aline, Meus e Outros
Aos 21, era muito mais feminista do que sonhava a minha vã filosofia – Clara, Gaveta Virtual
Feminismo, ateísmo e outros “ismos” – Deborah, A Realidade, Maria, é Outra
Sobre a origem do meu feminismo – Ge, O Ângulo Mais Bonito
Feminista graças a Deus (e olha que sou agnóstica) – Laurinha, Mulher Modernex

Na 2° etapa:
O dia em que me tornei feminista – Lúcia, Memórias
A anti-garota Anglo – Maíra, Como Assim?!
Feminismo, hein? – Nanci, Lúdica e Ácida
Antes que o galo cante – Renata, Agruras e Delícias
A origem do meu feminismo – Wonderwoman, Coffeee, Clear Heels and Random Thoughts

Na 3° etapa:

A origem do meu feminismo – Ághata, do Se Perdendo
Maternidade, plenitude e feminismo. Hein? – Carolina, do What Mommy Needs
A origem do meu feminismo – Gabriela, do Ecdise
Não! Eu não sou obrigada – Glória, do Apenas uma Fresta
Liberal na Alemanha, feminista no Brasil – Isabela, do Berlin Direction

Na 4° etapa:

Em defesa do feminismo – B, do Espaço B
Minhas asas feministas – Jux, do Dolcinha
O pop que me deu o caminho – Luna, do Pernície
De raiz – Monix e Helê, do Duas Fridas
Mirem-se no exemplo – Somnia, do Borboleta Pequenina na Suécia

Um grande obrigado a todos esses textos e “Dear Feminists, you’re doing it right!”

A Origem do meu Feminismo.

Está no ar o 4° Concurso de Blogueiras organizado pela Lola, cujo tema é A Origem do Meu Feminismo.

O meu post concorrente é O Feminismo & Eu. Mas vale muito a pena ler todos os posts concorrentes para dialogarmos com diferentes formas de ver, sentir e vivenciar o feminismo. O movimento é muito amplo e, como observou a Cynthia, há sempre gente nova chegando, especialmente pela internet. Outro dia no twitter, eu reclamava de ser mal tratada por algumas pessoas que diziam que eu não podia ser feminista e ver novela da globo. Denise Arcoverde me alertou para a desunião que parece existir entre as feministas da rede decorrente de alguns preconceitos e intolerâncias: “desculpa, mas é que eu acho que já rola muita estereotipagem das feministas no Twitter, falta mais solidariedade.” Esse concurso com certeza ajudará você a conhecer novos blogs, mas também pode aproximar as feministas, pois as opiniões são diversas e os olhares mostram muitas experiências pessoais. Compartilhá-las é o primeiro passo para conversarmos.

Depois de ler os textos vá até o blog da Lola e vote.

Primeira etapa do concurso (enquete atual)
O feminismo que papai ensinou – Aline, Meus e Outros
Como um machista me transformou em feminista – Amanda, Petit Journal de la Porte Dorée
Aos 21, era muito mais feminista do que sonhava a minha vã filosofia – Clara, Gaveta Virtual
Feminismo, ateísmo e outros “ismos” – Deborah, A Realidade, Maria, é Outra
Sobre a origem do meu feminismo – Ge, O Ângulo Mais Bonito
O começo de tudo – Fernanda, Grito de Fernanda
Feminista graças a Deus (e olha que sou agnóstica) – Laurinha, Mulher Modernex

Segunda etapa do concurso (para a próxima enquete, disponível a partir do dia 14/09)
Mulheres, homens e mais mulheres – Leika, Proseando
Feminista, eu? – Leticia, Chá-Tice
O dia em que me tornei feminista – Lúcia, Memórias
A anti-garota Anglo – Maíra, Como Assim?!
Feminismo, hein? – Nanci, Lúdica e Ácida
Antes que o galo cante – Renata, Agruras e Delícias
Menina pode sim – Rita, Estrada Anil
A origem do meu feminismo – Wonderwoman, Coffeee, Clear Heels and Random Thoughts