Chegou a hora de apagar as velinhas. O evento é interno e as inscrições estão encerradas, mas fique de olho no Blogueiras Feministas amanhã, porque vamos divulgar um link para a transmissão ao vivo do primeiro dia do evento. Confira a programação. É o feminismo levantando bandeiras, unindo pessoas e levando para as ruas o que fazemos nas redes. O belo cartaz do encontro é uma criação de Dani Hasse.
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Marcha Mundial das Mulheres
A Marcha Mundial das Mulheres nasceu no ano 2000, como uma grande mobilização que reuniu mulheres do mundo todo, organizadas a partir do chamado “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”. Está presente em mais de 50 países. A MMM do Brasil está organizada em 17 estados.
É formada por jovens, indígenas, negras, urbanas e rurais, lésbicas, sindicalistas e trabalhadoras informais. Realizam ações cotidianas de formação feminista, combate a violencia sexista, pela legalização do aborto, por igualdade no trabalho e na vida. Para a MMM, o feminismo é uma prática, uma maneira coletiva de estar no mundo. Feminismo é movimento, indignação e ousadia.
Você pode apoiar a Marcha Mundial das Mulheres no Brasil fazendo uma doação. Participe!
Encontro de Blogueiras no Dia das Crianças
Ontem fiz uma viagem bate-volta para participar do Encontro de Blogueiras promovido pelo Instituto Alana. A idéia geral era estreitar laços e ouvir nossas opiniões sobre consumo, alimentação, sustentabilidade, limites, publicidade e o encurtamento da infância.
O encontro foi excelente. Aprendi bastante e trouxe muito material para compartilhar no blog. Parabéns ao Instituto Alana por essa iniciativa e, um obrigada muito especial por terem me proporcionado a chance de conhecer blogueiras muito bacanas.
Aqui uma lista com os links de algumas blogueiras que estiveram presentes, com quem conversei mais:
Ana Claudia Bessa da Futuro do Presente
Cybele Meyer do Educa Já!
Renata e Kalu do Mamíferas
Mariana do Viciados em Colo
Carolina Pombo do What Mommy Needs
Lola do Escreva Lola Escreva
Renata Monteiro do Propaganut
O Meu Rock in Rio
Não tenho a mínima vontade de ir em grandes eventos como Rock in Rio ou SWU. Porque tenho o Encontro Nacional do Luluzinha Camp. Todo ano, faço minha peregrinação para a Meca das interneteiras em São Paulo e enloqueço em mil abraços. São tantos sorrisos, tanta farra, tanta coisa boa para aprender, se divertir e comer, que nem sei mensurar o quanto me faz feliz fazer parte de um grupo de mulheres como esse. É nosso quarto ano. E transformou-se na verdade numa grande celebração da interação entre mulheres. Porque aprendemos muito umas com as outras, nos apoiamos e encontramos novas histórias sobre o que ser, poder e fazer. E com certeza sou o que sou hoje em grande parte pelo que esse grupo me trouxe. Oportunidades únicas, aprendizado e muito amor.

Eu (lady in red) e Denize La Reina Madre no nosso melhor momento futilitê. Foto da linda Lucia Freitas.
Marcha das Margaridas 2011
Dias 16 e 17 de agosto, acontece em Brasília, a Marcha das Margaridas. Uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social e político e cidadania plena. Em 2011, as mulheres trabalhadoras rurais, mais uma vez, estarão nas ruas, em movimento, para protestar contra as desigualdades sociais; denunciar todas as formas de violência, exploração e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres. Você pode acompanhá-las também pelo twitter e pelo facebook.
A Marcha das Margaridas se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista e sua agenda política de 2011 tem como lema desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. Coordenada pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais composto pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura – Contag, por 27 Federações – Fetag’s e mais de 4000 sindicatos, sua realização conta com ampla parceria.
A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves. Margarida Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.
Plataforma Política da Marcha das Margaridas
As Mulheres Trabalhadoras Rurais do campo e da floresta estão na luta e nas ruas por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. Em cada uma das três marchas, realizadas nos anos de 2000, 2003 e 2007, a plataforma política e pauta de reivindicações focalizou questões estruturais e conjunturais e aquelas específicas das trabalhadoras do campo e da floresta, todas buscando a superação da pobreza e da violência e o desenvolvimento sustentável com igualdade para as mulheres. Principais eixos da plataforma política:
- Biodiversidade e democratização dos recursos naturais – bens comuns
Em defesa do patrimônio genético, gestão e manejo sustentável dos bens comuns, da matriz energética sustentável, de uma vida saudável, sem agrotóxicos e transgênicos. Em defesa do agro extrativismo, da terra, da água e da floresta viva.
- Terra, água e agroecologia
Na luta pela reforma agrária, o acesso das mulheres a terra, a democratização e racionalidade no uso dos bens comuns, da agroecologia como modo de produzir e se relacionar na agricultura.
- Soberania e segurança alimentar e nutricional
Queremos o fortalecimento da agricultura familiar, alimentos saudáveis para a população, a valorização da organização produtiva das mulheres, do comércio justo e solidário e do consumo responsável.
- Autonomia econômica, trabalho, emprego e renda
Em defesa da autonomia econômica das mulheres, dos direitos trabalhistas e previdenciários; apoio à organização produtiva com crédito e assistência técnica; valorização da política nacional salário mínimo; por creches nas comunidades rurais; pela. divisão sexual do trabalho e igualdade no mundo do trabalho,
- Saúde pública e direitos reprodutivos
Sistema Único de Saúde (SUS) de qualidade; assistência integral à saúde da mulher; pelo direito ao nosso próprio corpo.
- Educação não sexista, sexualidade e violência
Por uma educação não sexista, pela autonomia econômica e pessoal, livre orientação sexual e o fim de todas as formas de violência contra as mulheres
- Democracia, poder e participação política
Democracia plena; pela ampliação da participação das mulheres do campo e da floresta nos espaços de poder e decisão política no país e no MSTTR; reforma política com igualdade para as mulheres.
Por que marcham?
Em 2011, as margaridas marcham por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. A Marcha tem ainda, as seguintes razões:
- Denunciar e protestar contra a fome, a pobreza e todas as formas de violência, exploração, discriminação e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres;
- Atuar para que as mulheres do campo e da floresta sejam protagonistas de um novo processo de desenvolvimento rural voltado para a sustentabilidade da vida humana e do meio ambiente;
- Dar visibilidade e reconhecimento à contribuição econômica, política e social das mulheres no processo de desenvolvimento rural;
- Contribuir para a organização, mobilização e formação das mulheres do campo e da floresta;
- Propor e negociar políticas públicas para as mulheres do campo e da floresta.



