1 ano das Blogueiras Feministas!

Chegou a hora de apagar as velinhas. O evento é interno e as inscrições estão encerradas, mas fique de olho no Blogueiras Feministas amanhã, porque vamos divulgar um link para a transmissão ao vivo do primeiro dia do evento. Confira a programação. É o feminismo levantando bandeiras, unindo pessoas e levando para as ruas o que fazemos nas redes. O belo cartaz do encontro é uma criação de Dani Hasse.

Crédito do cartaz: Dani Hasse

Marcha Mundial das Mulheres

A Marcha Mundial das Mulheres nasceu no ano 2000, como uma grande mobilização que reuniu mulheres do mundo todo, organizadas a partir do chamado “2000 razões para marchar contra a pobreza e a violência sexista”. Está presente em mais de 50 países.  A MMM do Brasil está organizada em 17 estados.

É formada por jovens, indígenas, negras, urbanas e rurais, lésbicas, sindicalistas e trabalhadoras informais. Realizam ações cotidianas de formação feminista, combate a violencia sexista, pela legalização do aborto, por igualdade no trabalho e na vida. Para a MMM, o feminismo é uma prática, uma maneira coletiva de estar no mundo. Feminismo é movimento, indignação e ousadia.

Você pode apoiar a Marcha Mundial das Mulheres no Brasil fazendo uma doação. Participe!

Fórum Social Américas - agosto/2010. Imagem: galeria da Marcha Mundial das Mulheres.

Encontro de Blogueiras no Dia das Crianças

Ontem fiz uma viagem bate-volta para participar do Encontro de Blogueiras promovido pelo Instituto Alana. A idéia geral era estreitar laços e ouvir nossas opiniões sobre consumo, alimentação, sustentabilidade, limites, publicidade e o encurtamento da infância.

O encontro foi excelente. Aprendi bastante e trouxe muito material para compartilhar no blog. Parabéns ao Instituto Alana por essa iniciativa e, um obrigada muito especial por terem me proporcionado a chance de conhecer blogueiras muito bacanas.

Aqui uma lista com os links de algumas blogueiras que estiveram presentes, com quem conversei mais:

Ana Claudia Bessa da Futuro do Presente

Cybele Meyer do Educa Já!

Renata e Kalu do Mamíferas

Mariana do Viciados em Colo

Carolina Pombo do What Mommy Needs

Lola do Escreva Lola Escreva

Renata Monteiro do Propaganut

Encontro de Blogueiras promovido pelo Instituto Alana. 12/10/2011

O Meu Rock in Rio

Não tenho a mínima vontade de ir em grandes eventos como Rock in Rio ou SWU. Porque tenho o Encontro Nacional do Luluzinha Camp. Todo ano, faço minha peregrinação para a Meca das interneteiras em São Paulo e enloqueço em mil abraços. São tantos sorrisos, tanta farra, tanta coisa boa para aprender, se divertir e comer, que nem sei mensurar o quanto me faz feliz fazer parte de um grupo de mulheres como esse. É nosso quarto ano. E transformou-se na verdade numa grande celebração da interação entre mulheres. Porque aprendemos muito umas com as outras, nos apoiamos e encontramos novas histórias sobre o que ser, poder e fazer. E com certeza sou o que sou hoje em grande parte pelo que esse grupo me trouxe. Oportunidades únicas, aprendizado e muito amor.

Rainhas em ação - o início

Eu (lady in red) e Denize La Reina Madre no nosso melhor momento futilitê. Foto da linda Lucia Freitas.

Marcha das Margaridas 2011

Dias 16 e 17 de agosto, acontece em Brasília, a Marcha das Margaridas.  Uma ação estratégica das mulheres do campo e da floresta para conquistar visibilidade, reconhecimento social e político e cidadania plena. Em 2011, as mulheres trabalhadoras rurais, mais uma vez, estarão nas ruas, em movimento, para protestar contra as desigualdades sociais; denunciar todas as formas de violência, exploração e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres. Você pode acompanhá-las também pelo twitter e pelo facebook.

A Marcha das Margaridas se consolidou na luta contra a fome, a pobreza e a violência sexista e sua agenda política de 2011 tem como lema desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade.  Coordenada pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais composto pela Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura – Contag, por 27 Federações – Fetag’s e mais de 4000 sindicatos, sua realização conta com ampla parceria.

A maior mobilização de mulheres trabalhadoras rurais do campo e da floresta do Brasil tem esse nome, como uma forma de homenagear a trabalhadora rural e líder sindical Margarida Maria Alves. Margarida Alves é um grande símbolo da luta das mulheres por terra, trabalho, igualdade, justiça e dignidade. Rompeu com padrões tradicionais de gênero ao ocupar por 12 anos a presidência do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Alagoa Grande, estado da Paraíba. À frente do sindicato fundou o Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural. A sua trajetória sindical foi marcada pela luta contra a exploração, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, contra o analfabetismo e pela reforma agrária. Margarida Alves foi brutalmente assassinada pelos usineiros da Paraíba em 12 de agosto de 1983.

Cartaz de divulgação da Marcha das Margaridas 2011

Plataforma Política da Marcha das Margaridas

As Mulheres Trabalhadoras Rurais do campo e da floresta estão na luta e nas ruas por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. Em cada uma das três marchas, realizadas nos anos de 2000, 2003 e 2007, a plataforma política e pauta de reivindicações focalizou questões estruturais e conjunturais e aquelas específicas das trabalhadoras do campo e da floresta, todas buscando a superação da pobreza e da violência e o desenvolvimento sustentável com igualdade para as mulheres. Principais eixos da plataforma política:

- Biodiversidade e democratização dos recursos naturais – bens comuns

Em defesa do patrimônio genético, gestão e manejo sustentável dos bens comuns, da matriz energética sustentável, de uma vida saudável, sem agrotóxicos e transgênicos. Em defesa do agro extrativismo, da terra, da água e da floresta viva.

- Terra, água e agroecologia

Na luta pela reforma agrária, o acesso das mulheres a terra, a democratização e racionalidade no uso dos bens comuns, da agroecologia como modo de produzir e se relacionar na agricultura.

- Soberania e segurança alimentar e nutricional

Queremos o fortalecimento da agricultura familiar, alimentos saudáveis para a população, a valorização da organização produtiva das mulheres, do comércio justo e solidário e do consumo responsável.

- Autonomia econômica, trabalho, emprego e renda

Em defesa da autonomia econômica das mulheres, dos direitos trabalhistas e previdenciários; apoio à organização produtiva com crédito e assistência técnica; valorização da política nacional salário mínimo; por creches nas comunidades rurais; pela. divisão sexual do trabalho e igualdade no mundo do trabalho,

- Saúde pública e direitos reprodutivos

Sistema Único de Saúde (SUS) de qualidade; assistência integral à saúde da mulher; pelo direito ao nosso próprio corpo.

- Educação não sexista, sexualidade e violência

Por uma educação não sexista, pela autonomia econômica e pessoal, livre orientação sexual e o fim de todas as formas de violência contra as mulheres

- Democracia, poder e participação política

Democracia plena; pela ampliação da participação das mulheres do campo e da floresta nos espaços de poder e decisão política no país e no MSTTR; reforma política com igualdade para as mulheres.

Por que marcham?

Em 2011, as margaridas marcham por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade. A Marcha tem ainda, as seguintes razões:

- Denunciar e protestar contra a fome, a pobreza e todas as formas de violência, exploração, discriminação e dominação e avançar na construção da igualdade para as mulheres;

- Atuar para que as mulheres do campo e da floresta sejam protagonistas de um novo processo de desenvolvimento rural voltado para a sustentabilidade da vida humana e do meio ambiente;

- Dar visibilidade e reconhecimento à contribuição econômica, política e social das mulheres no processo de desenvolvimento rural;

- Contribuir para a organização, mobilização e formação das mulheres do campo e da floresta;

- Propor e negociar políticas públicas para as mulheres do campo e da floresta.