#7 pontos sobre 7 filmes.

1. Não tenha Dúvida que Meryl Streep está fantástica, soberba, divina em todos os filmes que faz.

2. Poppy é a personagem mais fofa e nonsense dos últimos tempos, poderia até ser irmã do Hugh Grant em Notting Hill, mas ela é Simplesmente Feliz.

3. Se há um cinema em 3D na sua cidade, tire uma boa grana do bolso e vá ver o presidente americano mais hilário do cinema em Monstros vs. Alienígenas.

4. Esqueça o título em português, Zack e Miri fazem pornô é o melhor título que essa ótima comédia de Kevin Smith poderia ter.

5. Ele não está tão afim de você, mas o Justin Long está uma gracinha de charmoso.

6. Gran Torino é Tio Clint Eastwood ensinando Chuck Norris a chutar bundas com classe e elegância.

7. E provavelmente sou pobre porque até hoje não assisti Quem quer ser um milionário?

Quer mais? Meryl Streep e Clint Eastwood fizeram um belíssimo filme juntos chamado As pontes de Madison. Imperdível!

#7 Pontos sobre Milk.

Porque gostei de falar de cinema dessa maneira. Uma maneira Topismos de ser.

#1. No dia seguinte ao Oscar, resmunguei no twitter minha insatisfação por Mickey Rourke não ter ganho como melhor ator. O Max Reinert retrucou que Sean Penn era o melhor e falou da importância dos prêmios de Milk . Max estava certo. Talvez no fundo eu ainda ache que Rourke deveria ter ganho, adoro a alegoria do herói caído, mas Sean Penn foi, sem dúvida, a melhor opção. Ele está na medida certa e deu um carisma delicioso ao personagem. Acompanhar sua trajetória de enrustido nova-iorquino, passando por dono de lojinha abusado, até primeiro gay a ser eleito para um cargo público nos EUA é prazeroso e emocionante. “My name is Harvey Milk and I’m here to recruit you!” É uma frase que merece ecoar.

#2. Emile Hirsch é atualmente o melhor ator da nova geração. Eu achava que Shia LeBeouf ia levar essa, mas Emile está cada vez melhor. Comecei a prestar atenção nele quando assisti Na Natureza Selvagem , dirigido por Sean Penn. O filme é uma bela história sobre um garoto que resolve mudar radicalmente sua vida, abandonando tudo e todos. Emile sabe nos cativar em cada cena, especialmente quando tenta nos ensinar o óbvio. É um dos meus top 10 filmes favoritos que levarei para vida toda. Depois assisti Speed Racer, onde ele faz o papel título e não deixa o herói cair na canastrice e adorei todo aquele psicodelismo. Daí lembrei também que já o tinha visto em Os Reis de Dogtown , um filme bacana sobre a juventude surfista/skatista californiana. E claro, um filminho muito simpático e honesto chamado Um show de vizinha. Recomendo todos. Em Milk ele é cria política do Harvey Milk. Tem ótimas cenas, desde o momento da abordagem até sua primeira vez no megafone. Além de tudo usa uns óculos super charmosos.

#3. Aposto minhas fichas em Josh Brolin. Quem o viu em Onde os fracos não tem vez sabe que ele foi um contraponto ideal para o esquisitíssimo personagem de Javier Barden. O papel dele em Milk não é tão legal, mas o ator mostra-se versátil. Ainda o veremos interpretando George W. Bush no aguardado filme de Oliver Stone. E aposto que vai ser figurinha fácil em indicações a coadjuvante nos próximos anos. Se bem que, como li em alguma crítica do Oscar, quem é casado com Diane Lane não precisa ganhar mais nada.

#4. Um dos grandes méritos de Milk é servir como documentário/ficcional sobre o surgimento do movimento gay em São Francisco. As cenas de passeata são emocionantes. O lançamento desse filme e todos os prêmios que ganhou são mais do que merecidos porque no fim do ano passado o movimento sofreu um terrível baque com a aprovação da proposta 8 que proibiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. As pessoas devem ter seus direitos civis garantidos não importando sua sexualidade. Foi um momento de muita frustração perceber que um estado que elegeu Obama, cheio de sentimentos de esperança, negue a seus cidadãos o direito de se casarem , pior negue a eles os direitos de serem felizes e de cuidarem de suas próprias vidas, negue-lhes liberdade .

#5. Não gostei do personagem de Diego Luna. Achei chatíssimo, estereotipado e antipático. Talvez fosse essa a intenção, ora pois. Faz sentido seu envolvimento com Harvey, mas realmente foi a única coisa que não gostei, todas as cenas em que ele aparecia eu torcia o nariz. Uma pena, pois adoro Diego Luna.

#6. Milk é um filme de personagens. Além de todos os que já citei, tem ainda o James Franco que faz o grande amor do Harvey com um sorriso lindo logo na cena do metrô, os amigos que incentivam e trabalham na campanha, o garoto que trabalha na lojinha de filmes, a lésbica que chega para ser chefe de campanha. São todos maravilhosos, acompanhando de perto todas as derrotas e comemorando intensamente as vitórias de Harvey. Na verdade todos estao unidos pela amizade e pelo sonho. É um filme esperançoso, sem sombra de dúvidas.

#7. Mesmo esperançoso, seu final nos mostra que os sonhos podem morrer e para isso é preciso continuar lutando para mantê-los vivos, mesmo sem seus personagens principais. Os créditos finais, contando o que aconteceu com cada um dos personagens é um dos mais lindos que já vi. E no fim, com o sorriso de Harvey Milk na tela, o filme é um convite a vivermos sem amarras e lutarmos pela liberdade. “Without hope, life’s not worth living.”

#7 pontos sobre blockbusters.

Especialmente sobre Watchmen.

1. Heath Ledger e seu Coringa acabaram com minha minha relação com blockbusters. Antes pagava o ingresso e esperava me divertir. Hoje, entro esperando um personagem que vai fazer meus olhos gritarem: Oh my God, it’s a nintendo sixty fooooouuuur. Lamento muito sua morte. Talvez o charme de Robert Downey Jr. me conveça instantaneamente no próximo Homem de Ferro.  Talvez o carisma de Bumblebee ou minha paixão curiosa por Tom Riddle me salvem. Porém, Ledger cravou em minha mente um punhal e não sei quem poderá salvar minha alma comedora de pipocas.

2. Não li a graphic novel Watchmen. Não me senti perdida, mas também não sei dizer se gostei do filme. Porém, sai com vontade de ver de novo, parecia muita coisa para minha mente transtornada. Li, em algum lugar, que no futuro é provável que o filme de se torne cult, na linha de Blade Runner. Aprendi a gostar de Blade Runner com o tempo, depois de revê-lo algumas vezes. Hoje é provavelmente meu filme de ficção científica favorito.

3. Eu jurava que a música que toca na cena do cemitério era a versão original de Quatro semanas de amor cantada por Luan & Vanessa. Ledo engano. A música é The Sound Of Silence de Simon & Garfunkel, mas é bem parecida. Antes que você me jogue pedras, saiba que fui criada na era de ouro de Claudinho & Buchecha e Vinny, então não tenho um ouvido muito apurado. A versão original de “o seu nome eu escrevi na areia, a onda do mar apagou…” é Sealed with a kiss.

4. Rorschach é o melhor do filme. Tanto a máscara, como o personagem e a ótima frase que grita no presídio. E pergunte ao Cesar, eu não consigo pronunciar de jeito nenhum o nome “Rorschach”. Minha língua enrola, nunca sai.

5. Passei o filme inteiro com a sensação de que conhecia aqueles atores de algum lugar. Mas de onde? Esse post do Barba me fez dizer vários: “aaaaaaaaaahhhhh”.

5.1 O Comediante não é o Javier Barden. Pensei que era o irmão gêmeo dele. O ator Jeffrey Dean Morgan já fez um monte de seriados. Não assisti nenhum. Também não vi P. s. Eu te amo. Tá difícil.

5.2 A Espectral II não é a Cameron do House. Toda hora que ela aparecia com a franja bem feitinha, eu ouvia o barulho da bengala ou da bolinha do House. Eis minha surpresa ao descobrir que ela era a esposa do Ben Stiller em Antes só do que mal casado. Não lembro quem me levou para assistir isso, mas lembro que detestei. Ela faz o papel de chata-mor. É claro que você torce pro cara arrumar outra mulher, ou para que esse filme não seja uma continuação de Vovó Zona 2.

5.3 O Dr. Manhattan não é o Sebastian da C&A azul. Sem comentários. Tinham me alertado para o fato dele ficar pelado em várias cenas, mas acredite não tem nada que assuste. As cenas de sexo também não, aliás a única cena de sexo do filme é realmente muito bonita e de bom gosto. E o Sebastian azul não aparece. Por falar nisso, outro dia a @VeraVerao me disse que o Sebastian não é irmão dela, é sim uma outra versão da Vera para as lojas de departamentos. E também que o Lawrence Fishburne era a versão Vera do cinema.

5.4 Rorschach e o Coruja estiveram em Pecados Íntimos. Agora é que minha memória acordou. Pecados Íntimos é um ótimo filme de 2006. E já naquele tempo, Kate Winslet demonstrava sua vocação para interpretar pacatas donas de casa em subúrbios americanos. Jackie Earle Haley é um pedófilo que acaba com a paz do pequeno subúrbio. Patrick Wilson, loiro e atlético, é o esposo vagabundo de Jennifer Connely que tem um caso com Kate Wislet, uma mulher que passa o dia cuidando da filha e amargando uma existência vazia. O título original é perfeito: Little Children. Uma boa surpresa vê-los em Watchmen, a amizade entre os dois é uma das coisas bacanas do filme.

6. A ótima música do Muse que toca no trailer, não toca no filme e nem está na trilha. ;-(

7. Sinto que Wolverine não vai me convencer. Depois do Oscar, só quero vê-lo dançando.

#Um Ps.: Igreja Católica, #bjomeexcomunga! Depois de excomungar meio mundo no caso da menina de 9 anos estuprada pelo padrasto, vem me dizer que a máquina de lavar é o grande símbolo da libertação feminina? Bem que eu queria ver todos os padres pedófios lavando calça jeans no tanque. E o melhor comentário ever, foi feito pelo @dpadua: Acho que a Igreja Católica é anti-aborto pelo medo de alguém zoar a volta do messias.