Meu dever de casa para hoje é ler, reler, ler de novo, ler amanhã e ler daqui a seis meses o texto do Fabi: (Impossibilidade de) diálogo e radicalismo.
Há certo assuntos que não consigo discutir. Há certos assuntos que não abro mão. Há certo assuntos que me irritam profundamente que as pessoas não enxerguem o que considero importante e fiquem dando voltas. Lido todos os dias com comentários de gente que me detesta no meu twitter, no blog e nas redes sociais das Blogueiras Feministas. Tem pedrada todo dia. E ando devolvendo as pedradas, no mesmo nível. Perdi a paciência para estar sempre aberta ao diálogo. Sei que isso não é legal, mas cada cabeça tem seu limite. Fico muito puta mesmo quando tenho que explicar por a+b algumas coisas. Nem desenhar mais ando tentando. Porque meu interlocutor geralmente está super mal informado e quer que eu entregue tudo mastigadinho. E mesmo jogando fora meus anos como educadora, larguei de mão. Arrisco a dizer que essas pessoas que me indagam não conseguiriam levar uma pedrada sem desistir de tudo. Mas cá estou sendo reacionária novamente. A verdade é mesmo essa, estou fechada para diálogo, porque hoje não há espaço sem perguntas. E nesse momento, para desespero da minha consciência pacífica (que apelidei de Madre Teresa de Calcutá para ver se ela realmente tomava conta de mim), largo mão da minha verdade para ficar em silêncio. Meu radicalismo está mais vivo do que nunca, então é melhor continuar treinando a mira naqueles que me detestam.
