Rehab – Stop 2.

# Todos os dias é possível começar uma nova vida. A qualquer hora alguém pode tomar decisões que mudem as rotações do seu universo interno, ou simplesmente descobrir que as duas calças jeans estão molhadas. Gosto de conhecer lugares tranqüilos, sair do ritmo acordar-escovar-dentes-prender-cabelo-checar-emails-trabalhar. Locais onde é possível dormir cedo, acordar tarde, comer boa comida, caminhar, pegar sol, cachoeiras. Um lugar para não sermos nada, nem um dedo, apenas o dia.

Há 45km de Brasília há o Parque Ecológico Terra Viva, um local voltado para a prática da yoga e da meditação. Há também um Centro Cultural e um Restaurante Terra Viva na 202 norte que seguem a mesma linha, porém, só abre para almoço de 11:30 às 15h. Cachoeiras, sauna, acomodações confortáveis por um preço justo, piscina com ladrilhos formando o ying-yang. Há pontos de luz no chão que guiam nosso caminho à noite e também a simpatia dos funcionários. Pode-se passar o fim de semana ou apenas uma tarde. Um novo pedaço de mundo para se amar, uma viagem curta de carro e alguns dias vivendo como lagartos. Sim, é assim que adoro gastar meu dinheiro.

Há uma energia que nos torna vivos, é possível sentí-la em vários momentos da vida e, também é possível buscar a plenitude por meio da meditação. Meditar consiste, basicamente, em acomodar-se num local lugar tranqüilo e escutar sua respiração, há mantras para facilitar a concentração, mas tudo é bem mais simples. Todos deveriam tentar meditar, por alguns minutos ao dia. Relaxa, enche o corpo de oxigênio e nos torna pessoas melhores. Simples assim para que não tenha fim.

# Comer, Rezar, Amar. É um livro que relata um período da vida de Elizabeth Gilbert, jornalista americana que após um divórcio e uma crise pessoal decide passar um ano viajando pela Itália, Índia e Bali. É o relato de uma experiência de vida, contada de maneira muito pessoal, como um diário. E é basicamente um livro sobre relacionamentos, sobre quem Liz deixou para trás, quem ela está se tornando e todas as pessoas que cruzam seu caminho.

Quando morremos não deixamos nada, apenas a memória nas pessoas que ficaram, talvez por isso nossos relacionamentos pautam grande parte de nossas vidas. E é um tema que acompanho em alguns blogs, como o Consultório Sentimental e o Poderosa Afrodite. A Liliana montou um blog de nicho para conversar sobre relacionamentos, amor, sexo e além dos posts há o grupo de discussão que merece debates interessantes e trocas de experiências pessoais. Participe! É aberto a todos.

# Linha de passe. O novo filme de Walter Salles e Daniela Thomas não é fácil. E desde o início sabia que seria um filme triste. É praticamente um documentário sobre 4 meses na vida de uma família fictícia que mora na periferia de São Paulo. Gostei, não sei explicar se da crueza ou da distância que mantenho daquele mundo, desde Terra Estrangeira Salles e Thomas me questionam qual meu lugar no mundo. O filme não nos mostra muita coisa, e o final aberto nos deixa órfãos do fio de esperança que conduzia os personagens. Até quando é possível acreditar que as coisas vão dar certo? Até quando uma pessoa agüenta ser invisível na sociedade? Há bens que nos tornam visíveis, porém, a esperança de dias melhores, de milagres e fé são todas invisíveis como os personagens. Cleuza acredita em sua família, seus filhos seguem vivendo seus rumos, mas até quando? Abril Despedaçado ainda é meu preferido, provavelmente porque a esperança se mistura a imaginação.