#7 Pontos – Para Roma Com Amor

Sou dessas que gosta de Woody Allen. Especialmente dos filmes recentes. Então, Para Roma Com Amor é um ótimo programa para uma tarde preguiçosa.

#1. Só Woody Allen para me fazer gostar de Roberto Benigni. De todas as histórias do filme a que mais me diverti foi a dele. Uma crítica hilária sobre a cultura da celebridade.

#2. Demorô para alguém fazer uma linha de cupcakes chamada Alec Baldwin.

#3. Gosto da Ellen Page, mas fazer par com Jesse Eisenberg meio que pareceu um grande mashup de Juno com A Rede Social e qualquer filme indie em que uma mulher moderninha vira a cabeça de um nerd. Seria mais legal se ela tivesse um caso com o guarda de trânsito do início.

#4. Penélope Cruz é sempre linda, mas até a personagem da esposa ingênua que curte fortes emoções parecia mais interessante.

#5. Queria mais piadas sobre conservadores versus comunistas italianos.

#6. Inesquecível a cara da italiana quando fica sabendo que a esposa do personagem de Allen é psiquiatra.

#7. Sim, o filme é bobo. Roma parece ser uma delícia no verão. Porém, vale muito só para você sair do cinema cantando “Volare ôôô“.

Corra, Leopoldo. Corra!

Branca de Neve e o Caçador

O resumo poderia ser: Branca de Neve casa-se com Legolas. The End. Mas não é!

Há a maçã e há o beijo do amor verdadeiro, mas não há casamento. Não há também a Branca de Neve gladiadora que alguns cartazes vendiam. Mas há a melhor rainha que esses contos de fadas live action já viram. Charlize Theron está ótima como Ravenna e os efeitos especiais quando ela aparece são ótimos, especialmente a cena do bando de corvos. Também é bacana que ela tenha um passado ligado a questão da beleza. Então, pela Charlize o filme vale a pena, no mais não tem tanta graça. Apesar da fotografia ser maravilhosa, especialmente nas cenas no reino das fadas e do cervo albino.

Não tenho muita birra com Kristen Stewart porque amo The Runaways, mas tem horas que aquela carinha de hipster da depressão me cansa. O Thor faz o trabalho dele bem, Legolas também, os sete anões idem. É uma versão mais próxima de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, do que de Espelho, Espelho meu. Que é um filme bem ruinzinho, com uma Julia Roberts constantemente com uma plaquinha de Bitch, please! 

Porém, o mais legal nos dois filmes é transfiguração dos espelhos mágicos, especialmente o de Ravenna. Porque o espelho é uma peça importante num enredo que tem como tema principal a busca da beleza eterna e o sentimento de que a verdadeira beleza está na pureza do coração. O fato deles se transfigurarem e serem parte fundamental da magia de suas donas acaba sendo uma novidade em relação ao desenho clássico da Disney.

 

Glamourosa, rainha do funk. Poderosa, olhar de diamante. Cena de Branca de Neve e o Caçador (2012)

Prometheus

Para mim, Ridley Scott sempre será um diretor especial por Alien e Blade Runner. Tentei rever Alien antes de assistir Prometheus. Queria me reencontrar com Ripley. Não consegui, mas é desnecessário fazer essa conexão, porque ela fica explícita em vários pontos do filme. E, é preciso conhecer nossa nova heroína, Elizabeth Shaw.

Interessante que a Lisbeth Salander sueca, Noomi Rapace, tenha sido a escolhida para viver essa nova heroína. Sou dessas que só conhece Lisbeth pelos filmes. E na tela me parece que ela representa um sentimento feminino de liberdade aprisionada. Elizabeth Shaw busca respostas, ela acredita que as encontrará. Mas, ao mesmo tempo, parece já saber qual é sua verdade e não sabemos se ela mudará de ideia.

Sou uma cientista cercada de alta tecnologia do final do século XXI, mas na hora do aperto alienígena é preciso apelar para o machado. Cena de Prometheus (2012).

Também é interessante que junte-se no mesmo filme religião, uma mulher estéril, uma gravidez indesejada e claro, muito DNA alienígena. Além de Elizabeth, temos a personagem de Charlize Theron, Vickers, que para mim é a única ponta solta do filme. Seu final não me agradou e acho que poderia ter rendido mais, especialmente em sua contraposição a David, o robô mais perfeito que Lawrence da Arábia e Michael Fassbender conseguiram criar.

David é maravilhoso, especialmente quando sorri. Diferente do que imaginei, sua plasticidade lembra mais o autômatos de A. I. – Inteligência Artificial, do que os replicantes de Blade Runner. Durante grande parte do filme ele parece ser o grande elo. E talvez seja. Porém, é a partir de uma cena extremamente significativa (para um filme que tem como tema a criação e, com a melhor piada feminista envolvendo uma maca super inteligente que realiza operações médicas), que Elizabeth Shaw toma para si a responsabilidade de nos conduzir por mais uma parte do que pode ser nosso processo de criação. Um filme grandioso, que vale a pena ser visto na tela grande.

E, como diz a resenha do Omelete: “Prometheus, embora tenha toda uma vocação para a megalomania, é muito coerente com outros Alien, que não são mais do que contos de cautela sobre o horror de ser mulher em um universo de homens.”

Merida

Merida, personagem de Valente (Disney/Pixar)

Merida é minha pequena obscessão. Tenho lido tudo sobre o novo filme da Disney/Pixar na rede. Estes dias foram divulgados storyboards e artes conceituais. Essa imagem acima foi a que mais me encantou.

A possibilidade de ter uma protagonista feminina que desafia as tradições e o patriarcado de seu reino, pode finalmente significar uma mudança de rumo dentro do grupo das princesas disney. Já tivemos algumas princesas fortes e assertivas como Jasmine, Bela, Mulan e Tiana, que pareciam querer independência e recusavam pretendentes. Porém, no roteiro, o mais importante em suas vidas sempre foi conquistar um amor ou, no caso da maioria, um príncipe. Lembrei também de Megara de Hércules, que pode ser considerada a primeira princesa piriguete da Disney, se na Grécia existissem princesas. O script de Merida parece ser diferente. Apesar que rola um receio de que a liberdade de uma mulher signifique o perigo de seu reino.

Contagem regressiva, já que a Disney adiou o lançamento no Brasil para julho. Merida vem aí… dia 20 de julho.