Saiu post meu no Amálgama Blog sobre a medida provisória 557: Cadastro de gestantes e políticas de saúde para mulheres - O que vemos é a fragmentação das diretrizes para a saúde da mulher, focando apenas o maternalismo.
É ótimo ver propostas de ações sociais para grávidas, parturientes, puérperas e filhos de até dois anos. A criação de instrumentos como vale-táxi e Samu-Cegonha são interessantes. Porém, a criação da Rede Cegonha e a edição da MP 557 promovem exclusivamente o conceito de saúde materno-infantil. Um conceito que já havia sido superando nos anos 80, por meio do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), implantado em 1987 e que tem como proposta atender a mulher na sua integralidade, em todas as fases de sua vida, de acordo com as características apresentadas em cada uma dessas fases. Seu objetivo é promover serviços públicos que visem à incorporação da própria mulher como sujeito ativo no cuidado da sua saúde, apontando para a apropriação, autonomia e maior controle sobre a saúde, o corpo e a vida. O que vemos atualmente é a fragmentação das diretrizes para a saúde da mulher, focando apenas o maternalismo, demonstrando o conservadorismo das políticas públicas. Afinal, a maternidade não é o único objetivo de um corpo feminino.

