Cadastro de Gestantes

Saiu post meu no Amálgama Blog sobre a medida provisória 557: Cadastro de gestantes e políticas de saúde para mulheres - O que vemos é a fragmentação das diretrizes para a saúde da mulher, focando apenas o maternalismo.

É ótimo ver propostas de ações sociais para grávidas, parturientes, puérperas e filhos de até dois anos. A criação de instrumentos como vale-táxi e Samu-Cegonha são interessantes. Porém, a criação da Rede Cegonha e a edição da MP 557 promovem exclusivamente o conceito de saúde materno-infantil. Um conceito que já havia sido superando nos anos 80, por meio do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), implantado em 1987 e que tem como proposta atender a mulher na sua integralidade, em todas as fases de sua vida, de acordo com as características apresentadas em cada uma dessas fases. Seu objetivo é promover serviços públicos que visem à incorporação da própria mulher como sujeito ativo no cuidado da sua saúde, apontando para a apropriação, autonomia e maior controle sobre a saúde, o corpo e a vida. O que vemos atualmente é a fragmentação das diretrizes para a saúde da mulher, focando apenas o maternalismo, demonstrando o conservadorismo das políticas públicas. Afinal, a maternidade não é o único objetivo de um corpo feminino.

O Fim do Mundo

Chegamos em 2012, mas o fim do mundo estará muito mais próximo de você graças a quatro pessoas supimpas.

Iara, Deborah, Moraleida e Daniel cairão na estrada em breve e para nossa alegria vão contar tudo no: Não é o fim do mundo (ainda).

É maravilhoso saber como a internet aproxima as pessoas e proporciona uma viagem tão sensacional. Mais delícia ainda poder acompanhar pela internet essa turminha do barulho que apronta altas confusões.

Uma das minhas melhores viagens para a Chapada dos Veadeiros - GO.

Meus 7 Links

A queridíssima Lucia Freitas me convidou para uma blogagem coletiva: Meus 7 links. Confesso que morro de preguiça dessas brincadeiras, mas a Lucia Joaninha é uma pessoa tão incrível na minha vida internética que não posso deixar passar. Decidi restringir essa lista aos posts de 2011, porque tenho uma memória péssima e escrevi muito durante esse ano, em diferentes blogs. Então, vamos lá:

Feira Livre de Links. Foto de Luiz Fernando Reis no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

#Meu Post + Bonito: O Amor, esse romântico.

É uma colaboração com Luciana Nepomuceno, uma borboleta que tem o sentimento e o humano na ponta dos dedos. Os textos da Lu são tão belos, uma poesia em prosa, que foi um imenso prazer escrever com ela sobre o amor. Menção honrosa para meu post sobre a morte de Amy Winehouse: O delineador nunca mais será o mesmo.

#Meu Post + Popular: Quem Nunca?

O post mais popular do blog em 2011 é o primeiro post sobre a Revista Nova e que deu origem as Sextas de Nova. Eu e alguns amigos estávamos no buteco comendo, rindo e criando piadas sobre a matéria: 30 manobras sexuais extra hot (sem usar as mãos); publicada na Nova e que bombou durante a tarde no twitter, quando Ric Ricardo pediu: Bia, publica! E deu no que deu, o post foi um sucesso, decidi criar as Sextas de Nova e fiz a alegria das amigas-companheiras-enlouquecedoras-de-homens.

#Meu Post que gerou mais discussão/controvérsia: Às Mulheres Que Não Querem Direitos Iguais

A Revista Marie Claire fez uma campanha com declarações de leitoras em que uma delas dizia: “Eu não quero direitos iguais. Eu quero que ele pague a conta”. Cansada de ver as pessoas sempre dizendo que o feminismo acabou com a gentileza, decidi escrever sobre o assunto e como os direitos das mulheres são conquistas recentes historicamente. O post tem muitos comentários e até hoje recebe muitas visitas. Durante o ano ainda escrevi mais dois posts falando sobre o mesmo assunto: Quem paga a conta? e Sobre Gentileza.

#Meu Post que ajudou/ajuda mais gente: Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas.

Durante todo ano, em vários blogs, a questão do emprego doméstico foi discutida e, é possível ver que ainda há muito preconceito e desinformação sobre o tema. Nesse post pesquisei diversos dados e informações sobre a situação atual. Várias pessoas agradeceram, principalmente por email. Foi importante participar desse debate que é crucial para a vida de tantas mulheres. Outro post desse ano sobre o assunto é: A Vida Sem Empregada.

#Meu Post que o sucesso surpreendeu: Estupro, nos dos outros, é refresco.

Em meio a polêmica sobre a frase de um comediante sobre estupro e mulheres feias, escrevi sobre o humor, violência contra a mulher e conservadorismo. A repercussão do post foi grande e hoje ele é um dos mais populares do blog.

#Meu Post que não recebeu a atenção que deveria: Mulheres e Discriminação Salarial.

Para tentar trazer novos dados e ampliar a discussão sobre salários e gênero no país, pesquisei informações sobre licença-maternidade, valorização do trabalho e artigos do IPEA sobre a discriminação de gênero e raça. Entretanto, as pesosas continuam dizendo que as mulheres ganham menos porque são fofoqueiras e tem TPM. Outro que teve pouca repercussão é Consumo e Publicidade Feminina. A discussão em relação a propaganda da Hope com Gisele Bundchen foi bem rasa e faltou falar mais sobre regulamentação da publicidade e economia baseada no consumo.

#Meu Post que tenho mais orgulho: O Nascimento da Mulher.

A história de Joicy, contada por Fabiana Moraes no Jornal do Comércio em Pernambuco, é uma das grandes histórias do ano. Por meio desse post fui contactada pela Fabiana, tive acesso a mais informações e pude ajudar uma pessoa muito especial. Alguns transexuais e transgêneros foram pessoas muito especiais para mim em 2011. Suas questões e demandas nos ajudam a repensar diversos conceitos e lutar cada vez mais contra o preconceito.

Ale Rocha

Adoro ver televisão. Portanto, lia o Poltrona na Tv. Foi em 2009 que conheci Ale Rocha pessoalmente, participávamos de uma mesma rede de blogs. Um encontro cheio de blogueir@s e risadas. O Ale estava lá, sorridente, tomando suco de laranja, em meio a uma dieta super restrita por causa da fila do transplante. A melhor coisa de encontros ao vivo com pessoas que você só conhece pela internet é estreitar a simpatia. No twitter ou no facebook conversávamos sobre as novelas e reality shows.

O Cesar tinha me avisado semana passada que o Ale tinha conseguido o transplante. Até comentamos no fim de semana que deveríamos dar uma olhada nas atualizações do twitter das pessoas mais próximas a ele para ver se havia notícias. Mesmo sabendo de todas as complicações que existem num transplante de pulmão, acho que todo mundo que acompanhou o Ale nesses anos, pelos textos e tweets, até mesmo aqueles em que ele dizia que estava com dor ou com dificuldade para respirar, acreditava que tudo ia dar certo. O Ale é um cara que desafiou o tempo de um diagnóstico que lhe sentenciou três anos. Como bem disse Anarina:

porque os problemas de verdade, os espinhudos, os que não se resolvem porque dependem de muitos fatores, ou porque ainda não descobriram como podem ser resolvidos, nós evitamos.

empreendemos força que nem sabíamos que tínhamos em estoque para afastá-los da mente porque eles já estão fora do nosso controle. Em tudo azul, @alerocha

Abrir o twitter ontem e ler as notícias foi duro. Porque é como a alegoria do herói. Ale Rocha foi para o transplante como o herói que parte para a batalha final, todos esperam sua volta. O Ale Rocha durante os últimos seis anos foi um exército de trezentos. Lembro como foi bom vê-lo na Record, entrevistando os participantes de A Fazenda. O Ale trabalhava com sua paixão e isso era visível. Não posso nem imaginar o quanto viveu intensamente esses últimos anos, mas sorri ao ver sua última twittada, dia 29 de novembro: “Hoje é dia de rock, bebê”.

Todo meu carinho para a Rosângela e o João.

Mais textos sobre o Ale Rocha:

[+] Ale Rocha da Sam Shiraishi

[+] Vai com Deus, Ale Rocha da Paula Bastos

[+] O Ale se foi… da Simone Miletic

[+] Ale Rocha do Victor Martins

[+] Rocha de Thiago Arantes

[+] Muito obrigada, Ale Rocha da Vanessa Barreto, parceira da coluna de tv do Yahoo.

[+] A dupla coragem de Ale Rocha do Mauricio Stycer

[+] Jornalista Ale Rocha morre após transplante no pulmão da Lele Siedchiang