#7 Pontos – Oscar 2012

#1.  Toda minha torcida é para a dobradinha Black-Actress-Power com Viola Davis e Octavia Spencer levando respectivamente os prêmios de Melhor Atriz e Melhor Atriz Codjuvante pelo filme Histórias Cruzadas.

Heloooooo! Sou Tilda Swinton, a flambática Feiticeira Branca de Nárnia! David Bowie ligou e avisou que todo o look é autorizado.

#2. Esse é o ano em que Spielberg e Tom Hanks floparam bonito. Apesar de Cavalo de Guerra e Tão Perto, Tão Longe terem levado indicações para melhor filme, está bem na cara que não levam nada e que ninguém gostou.

#3. Estou decepcionadíssima que Tilda Swinton não levou uma indicação. Espero que ela suba no palco para sapatear flambando na cara dessa galera com um figurino ainda melhor que o do Globo de Ouro. Pelo menos Jessica Chainstain, que é a atriz do ano, aparecendo em nada menos que 7 filmes em 2011, levou uma indicação.

#4. Gary Oldman ganhar uma indicação para melhor ator é um grande presente para todas as piriguetes-amo-atores-britânicos do Bonde das Gary Lovers do qual faço parte. Beijo no coração para @TKitchen_blog, @Adelialund e @Rita_Paschoalin.

#5. Super vou assistir o Oscar só para ver Carlinhos Brown flambar pinga com mel naquela galera. Michel Teló com turnê européia, Carlinhos Brown no Oscar, o próximo passo é Aviões no Forró ganhando o Grammy com “Motel Disfarçado”. Se me odeia, deita na BR!

#6. A Academia não curtiu Harry Potter. Alan Rickman merecia demais uma indicação a melhor ator coadjuvante por Severo Snape. Esperei que no último filme fossem reconhecer a genialidade da série que cresceu junto com seus leitores. Ryan Gosling, o ator do ano, também foi solenemente ignorado.

#7. Estou muito feliz que A-Árvore-Da-Vida-Djavan-Fez-A-Via-Láctea-Fez-Os-Dinossauros não vai levar nada.

Confira os indicados.

7 pontos sobre Sex And The City 2.

#1. Carrie em 1986 é a filha perdida de Barbra Streisand.

#2. Paula Abdul e Jude Law não aparecem, mas rendem algumas das melhores piadas do filme.

#3. Carrie continua carregando todas as neuroses possíveis que uma mulher que passou a vida lendo revistas Nova é capaz de carregar. Charlotte está mais humana, apesar daquela cara de quem toma activia todos os dias. Samantha continua maravilhosa, escrachada e sempre com um conselho sábio. Seu escritório compete até com o de Mr. Big.  Miranda, que sempre foi minha preferida, está um pouco de lado no filme, mas tem boas cenas, especialmente quando conversa com Charlotte.

#4. A coisa mais bizarra que Carrie usa desta vez é uma marmita de alumínio gigante na cabeça.

Carrie Barbra Bradshaw Streisand
Carrie Barbra Bradshaw Streisand

#5. A moda, as cores, os vestidos, estão todos lá. Deliciosamente vaporosos, leves e confortáveis quando elas estão em Abu Dhabi. Os sapatos não foram tão focados, os vestidos longos são o grande atrativo para os olhos fashionistas.

#6. O filme está muito mais Girl Power! que o anterior. Especialmente nas cenas em que as quatro cantam I am Woman de Helen Reddy e, quando discutem sobre o preconceito da sociedade contra a mulher que tem voz. Há duas cenas especiais em que elas observam mulheres mulçumanas, como vivem, como comem, como são invisíveis para a sociedade, mas não para elas mesmas.

#7. Vi Liza Minelli cantando e dançando Single Ladies. Agora posso morrer em paz. E a trilha ainda tem (a versão fofa que CindyLauper fez para True Colors do Phil Collins) Cindy Lauper com True Colors. (João, avisou nos comentários que a música original é da Lauper).

Assistir Sex and the City para mim é como reencontrar velhas amigas. Então, minha opinião é a de quem acompanhou cada alegria e dor daquelas histórias e se identificou até com as roupas mais extravagantes. O filme continua cheio de consumismo, futilidades e piadas bobas, mas também fala sobre a importância da liberdade para mulheres, casamento e maternidade. Sex and the City 2 é mais do mesmo, mas para fãs é um ótimo motivo para celebrar a amizade. Na minha opinião esse segundo filme é melhor que o primeiro, porque o foco não é mais aquela grande questão se Carrie vai ou não casar com Big. Os conflitos sobre relacionamentos voltam à tona e mostram que é preciso muita versatilidade para se andar de salto alto na areia do deserto. Se quiserem continuar fazendo mais filmes da franquia, não serei contra. ;-)

#7 pontos sobre cinema em 2009.

#1 Meus sete filmes favoritos:

Milk – A Voz da Igualdade – Um filme com ótimas atuações que prova que a luta por direitos iguais ainda está muito longe de ser uma realidade consolidada. Num ano em que a Califórnia, o estado onde viveu Harvey Milk, rejeitou o casamento gay, o filme e o Oscar de Sean Penn vem gritar mais respeito, dignidade e direitos civis.

Julie & Julia – Nesse fim de ano Meryl Streep arrebatou-me mais uma vez. Depois do divertido Mamma Mia, Meryl volta como uma grande  mulher que em busca de sua voacação nos apresenta uma bela forma de ver o mundo. Junto com ela, Amy Adams traz todo seu carisma e ótimas tiradas sobre as situações que permeiam a vida de uma blogueira.

Há tanto tempo que te amo – Um dos filmes que mais me emocionou, a história do reencontro de duas irmãs que se amam, mas que precisam reconstruir wssa relação. A cumplicidade, os segredos, a morte e os esconderijos da alma.

À Deriva – Meu filme brasileiro do ano. Belo, singelo, inocente e cheio de cotidiano. Com a iminenete separação dos pais, Felipa tem um verão de descobertas, tanto íntimas como pessoais. Felipa cresce em meio a outros jovens, em meio a seus irmãos, as festinhas, as brigas e reconciliações e aprende que viver tem um sabor especial para cada um, enquanto vemos sua transformação de menina em mulher.

Bastardos Inglórios – Tarantino retorna as telas com seu melhor. O sotaque de Brad Pitt, as homenagens ao cinema clássico, o bastão de beisebol, o alemão matador de nazistas, a emboscada no bar, o copo de leite, o telefonema e um dos nomes mais diferentes já vistos numa personagem: Shoshanna. Divertidíssimo.

Todo mundo tem problemas sexuais - Dentre tantos filmes brasileiros derivados de peças de teatro, Domingos Oliveira conseguiu unir os dois mundos sem perder o texto ágil e engraçadíssimo dessa comédia. Pedro Cardoso em um de seus momentos imbatíveis torna este aquele tipo de filme que queremos rever às gargalhadas eternamente.

(500) Dias com Ela – Comédias românticas são aqueles filmes com todas as histórias iguais. Porém, Marc Webb conseguiu recriar várias situações, desde o personagem principal que é um homem, passando pela maneira como a história é contada e por seu final cheio de esperança. O amor ainda pulsa forte nos corações dos cinéfilos e prova que pode ser muito criativo. Inesquecível a cena em que o diretor divide a tela em duas para mostrar a realidade e a expectativa de uma pessoa apaixonada. Nó no coração.

#2 Sete menções honrosas que quase entraram na primeira lista:

Dúvida – Num tradicional colégio católico, um aluno negro provoca um embate entre uma freira tradicionalista e um padre moderno. Meryl Streep, Amy Adams e Philip Seymour Hoffman trazem atuações intensas num filme cheio de nuances.

Rebobine, por favor – Jack Black e Michel Gondry fazem uma piada bem original com a idéia de refilmar com baixíssimo orçamento filmes famosos. E no fim, fazem uma belíssima homenagem a sétima arte.

Soul Power – Documentário que mostra o grande festival de música negra que aconteceu no Zaire, paralelo a luta do século entre Ali e Foreman. A organização, a montagem do palco e a emoção dos músicos ao se reencontrar com a África.

Tokyo! - Michel Gondry, Leos Carax e Bong Joon-ho dirigem curtas que se passam na capital japonesa e que têm em comum a solidão das grandes merópoles.

Distrito 9 – O racismo e o apartheid na África do Sul escancarados num filme de ficção científica. Utilizando um formato de documentário o filme mostra uma pessoa que se torna um deles.

Star Trek – O filme que me ensinou que aquele lance dos dedinhos separados não é todo mundo que faz e que Spock é um dos maiores personagens da cultura pop mundial.

Up – Altas Aventuras – Quem mais conseguiria colocar como personagens principais um senhor velho e rabugento e um garotinho escoteiro gordo e fazer um filme maravilhoso sobre amizade? Só a Pixar.

#3 Quatro filmes que queria ter visto, não vi e ando com preguiça de ir até a locadora:

O Casamento de Rachel – Porque adoro a Anne Hathaway e é do mesmo diretor de O Silêncio dos Inocentes.

A Troca – Porque gosto muito de Angelina como atriz dramática, como em O Preço da Coragem. E porque é um filme de Clint Eastwood. Sim, gosto de escolher filmes pelos diretores.

O Leitor – Kate Wislet ganhou o Oscar por sua atuação. E gosto da Kate, mas tenho a impressão que ela está mil vezes melhor em Foi apenas um sonho.

Inimigos Públicos - Johnny Depp. Johnny Depp. Johnny Depp. E é um filme dirigido por Michael Mann.

#4 A pior tradução de título de filme do ano:

Zach and Miri make a Porno virou Pagando bem, que mal tem.

#5 Três filmes Girl Power!

A Vida Secreta das Abelhas – Uma casa chefiada por uma família de mulheres negras, que produzem o melhor mel da cidade e desafiam os poderosos homens brancos. Bem na época em que é dado aos negros o direito a votar, a casa delas acaba servindo de abrigo para um menina branca que deseja reencontrar sua mãe.

Arranca-me a vida – No México de décadas atrás, uma jovem de 15 anos casa-se com um general de 40 anos e vê sua vida tornar-se uma prisão com seus mandos e desmandos. O amor por um jovem maestro pode mudar tudo, porém apenas ela é dona de seu destino e sofrerá muito num mundo dominado pelos homens.

Avatar – O único militar do filme que se recusa a participar de um genocídio é uma mulher. A personagem feminina principal é uma guerreira e Deus é mulher. A Lola e a Deborah dissecam o filme muito bem.

#6 Melhores trilhas sonoras:

Sim, Senhor, com muito Eels e Munchausen By Proxy e (500) Dias com Ela, com Pixies, Smiths, Regina Spektor e mais. Ambos com Zooey Deschanel cantando e encantando.

#7 Minhas maiores decepções:

X-Men Origens: Wolverine – O melhor personagem do filme, Deadpool, morre em poucos minutos. A história dos irmãozinhos não cola, a namoradinha que arranjaram para Logan também não. Chato, chato, chato e com efeitos especiais meio toscos.

Os Normais 2 – O primeiro filme foi engraçadíssimo, bem a cara do programa de tv, com Vani maluquete e Rui sempre racional. O segundo filme virou uma compilação de piadas do Zorra Total, tem até piada de proctologista. Terrível.