#1 Meus sete filmes favoritos:
Milk – A Voz da Igualdade – Um filme com ótimas atuações que prova que a luta por direitos iguais ainda está muito longe de ser uma realidade consolidada. Num ano em que a Califórnia, o estado onde viveu Harvey Milk, rejeitou o casamento gay, o filme e o Oscar de Sean Penn vem gritar mais respeito, dignidade e direitos civis.
Julie & Julia – Nesse fim de ano Meryl Streep arrebatou-me mais uma vez. Depois do divertido Mamma Mia, Meryl volta como uma grande mulher que em busca de sua voacação nos apresenta uma bela forma de ver o mundo. Junto com ela, Amy Adams traz todo seu carisma e ótimas tiradas sobre as situações que permeiam a vida de uma blogueira.
Há tanto tempo que te amo – Um dos filmes que mais me emocionou, a história do reencontro de duas irmãs que se amam, mas que precisam reconstruir wssa relação. A cumplicidade, os segredos, a morte e os esconderijos da alma.
À Deriva – Meu filme brasileiro do ano. Belo, singelo, inocente e cheio de cotidiano. Com a iminenete separação dos pais, Felipa tem um verão de descobertas, tanto íntimas como pessoais. Felipa cresce em meio a outros jovens, em meio a seus irmãos, as festinhas, as brigas e reconciliações e aprende que viver tem um sabor especial para cada um, enquanto vemos sua transformação de menina em mulher.
Bastardos Inglórios – Tarantino retorna as telas com seu melhor. O sotaque de Brad Pitt, as homenagens ao cinema clássico, o bastão de beisebol, o alemão matador de nazistas, a emboscada no bar, o copo de leite, o telefonema e um dos nomes mais diferentes já vistos numa personagem: Shoshanna. Divertidíssimo.
Todo mundo tem problemas sexuais - Dentre tantos filmes brasileiros derivados de peças de teatro, Domingos Oliveira conseguiu unir os dois mundos sem perder o texto ágil e engraçadíssimo dessa comédia. Pedro Cardoso em um de seus momentos imbatíveis torna este aquele tipo de filme que queremos rever às gargalhadas eternamente.
(500) Dias com Ela – Comédias românticas são aqueles filmes com todas as histórias iguais. Porém, Marc Webb conseguiu recriar várias situações, desde o personagem principal que é um homem, passando pela maneira como a história é contada e por seu final cheio de esperança. O amor ainda pulsa forte nos corações dos cinéfilos e prova que pode ser muito criativo. Inesquecível a cena em que o diretor divide a tela em duas para mostrar a realidade e a expectativa de uma pessoa apaixonada. Nó no coração.
#2 Sete menções honrosas que quase entraram na primeira lista:
Dúvida – Num tradicional colégio católico, um aluno negro provoca um embate entre uma freira tradicionalista e um padre moderno. Meryl Streep, Amy Adams e Philip Seymour Hoffman trazem atuações intensas num filme cheio de nuances.
Rebobine, por favor – Jack Black e Michel Gondry fazem uma piada bem original com a idéia de refilmar com baixíssimo orçamento filmes famosos. E no fim, fazem uma belíssima homenagem a sétima arte.
Soul Power – Documentário que mostra o grande festival de música negra que aconteceu no Zaire, paralelo a luta do século entre Ali e Foreman. A organização, a montagem do palco e a emoção dos músicos ao se reencontrar com a África.
Tokyo! - Michel Gondry, Leos Carax e Bong Joon-ho dirigem curtas que se passam na capital japonesa e que têm em comum a solidão das grandes merópoles.
Distrito 9 – O racismo e o apartheid na África do Sul escancarados num filme de ficção científica. Utilizando um formato de documentário o filme mostra uma pessoa que se torna um deles.
Star Trek – O filme que me ensinou que aquele lance dos dedinhos separados não é todo mundo que faz e que Spock é um dos maiores personagens da cultura pop mundial.
Up – Altas Aventuras – Quem mais conseguiria colocar como personagens principais um senhor velho e rabugento e um garotinho escoteiro gordo e fazer um filme maravilhoso sobre amizade? Só a Pixar.
#3 Quatro filmes que queria ter visto, não vi e ando com preguiça de ir até a locadora:
O Casamento de Rachel – Porque adoro a Anne Hathaway e é do mesmo diretor de O Silêncio dos Inocentes.
A Troca – Porque gosto muito de Angelina como atriz dramática, como em O Preço da Coragem. E porque é um filme de Clint Eastwood. Sim, gosto de escolher filmes pelos diretores.
O Leitor – Kate Wislet ganhou o Oscar por sua atuação. E gosto da Kate, mas tenho a impressão que ela está mil vezes melhor em Foi apenas um sonho.
Inimigos Públicos - Johnny Depp. Johnny Depp. Johnny Depp. E é um filme dirigido por Michael Mann.
#4 A pior tradução de título de filme do ano:
Zach and Miri make a Porno virou Pagando bem, que mal tem.
#5 Três filmes Girl Power!
A Vida Secreta das Abelhas – Uma casa chefiada por uma família de mulheres negras, que produzem o melhor mel da cidade e desafiam os poderosos homens brancos. Bem na época em que é dado aos negros o direito a votar, a casa delas acaba servindo de abrigo para um menina branca que deseja reencontrar sua mãe.
Arranca-me a vida – No México de décadas atrás, uma jovem de 15 anos casa-se com um general de 40 anos e vê sua vida tornar-se uma prisão com seus mandos e desmandos. O amor por um jovem maestro pode mudar tudo, porém apenas ela é dona de seu destino e sofrerá muito num mundo dominado pelos homens.
Avatar – O único militar do filme que se recusa a participar de um genocídio é uma mulher. A personagem feminina principal é uma guerreira e Deus é mulher. A Lola e a Deborah dissecam o filme muito bem.
#6 Melhores trilhas sonoras:
Sim, Senhor, com muito Eels e Munchausen By Proxy e (500) Dias com Ela, com Pixies, Smiths, Regina Spektor e mais. Ambos com Zooey Deschanel cantando e encantando.
#7 Minhas maiores decepções:
X-Men Origens: Wolverine – O melhor personagem do filme, Deadpool, morre em poucos minutos. A história dos irmãozinhos não cola, a namoradinha que arranjaram para Logan também não. Chato, chato, chato e com efeitos especiais meio toscos.
Os Normais 2 – O primeiro filme foi engraçadíssimo, bem a cara do programa de tv, com Vani maluquete e Rui sempre racional. O segundo filme virou uma compilação de piadas do Zorra Total, tem até piada de proctologista. Terrível.