Isso é glamour?

Desde sexta-feira estou em São Paulo. Linda, leve e solta, porém com uma reação alérgica terrível. Meu nariz simplesmente se recusa a cooperar e resolveu se tapar. Já conheço ele, mas as pessoas que me vêem espirrando na rua não.

Não tenho lido nada, pois minha companheira de quarto grega monopoliza a tomada. Alguém me conta aí sobre a novela das 8? Sabe Deus que dia vou conseguir ver todos os capítulos que perdi.

Mas é claro que está tudo ótimo com meus amigos fofos me fazendo andar a cidade inteira a pé. É óbvio que esqueci a máquina fotográfica, então não dá para vocês verem a feira livre imensa que existe aos sábados bem em frente o albergue que estou. Nem o cabelo Vanessa da Mata da grega companheira de quarto. Nem a franja gigante do Mar. Nem uma propaganda terrível de ringtone. Nem os porta-guardanapos do café da manhã que tem o símbolo da vivo com estampa de oncinha neles. Nem a afta gigantes que ganhei ontem de tanto comer abacaxi.

Isso é glamour?

Cat-sitter days.

E finalmente a vida parece estar voltando ao eixos.  Depois de uma infecção intestinal, um trabalho da pós-graduação bem ruinzinho, o namorado viajando para lá e para cá, achei que esse fim de semana seria glorioso. Mas eis que esqueci o aniversário de uma amiga, pois jurei que dia 04/07 era domingo. Não fui ao almoço, mas cheguei no fundo do poço da minha estafa mental, então daqui para frente, só alegria e a to-do-list atualizada.

Há dois finais de semana atrás tive uma experiência bem interessante, fui cat-sitter por 5 dias da Mitsy. Acredito que há pessoas que gostam de cachorros e há pessoas que gostam de gatos. Há também suas variações, mas geralmente essa é a divisão mais comum no mundo dos animais de estimação. Sempre fui cachorreira. Taí o Simba que não me deixa negar, assim como os vários cachorritos que por anos viveram na chácara da Vovó. Porém, nunca desenvolvi muita intimidade com felinos, até que a Francisca me ligou.

Olá, Mitsy!

Olá, Mitsy!

Minha missão era fazer o básico: repor água e ração, limpar a caixa de areia, verificar se estava tudo bem e brincar.  Na quinta-feira, a Francisca explicou tudo e me apresentou a Mitsy. É claro que o maior desafio foi a caixa de areia, afinal nunca tinha feito aquilo. A Francisca usa umas pedrnhas de madeira que se esfarelam, mas pela falta de bagunça da Mitsy acho que tudo deu certo. Porém, o mais interessante de conhecer uma gata é que primeiramente nós duas temos medo uma da outra. Cachorro é aquela coisa esparramada, gatos, não. A aproximação da Mitsy foi um passinho a cada dia, apesar de passarmos alguns bons minutos brincando com o ratinho favorito dela, mas era ela de um lado do quarto e eu do outro, uma sem coragem de se aproximar muito da outra. Lá pelo terceiro dia, acho que ela se acostumou com aquela estranha de voz engraçada vindo todo dia perto da hora do almoço. No quarto dia ela chegou bem pertinho, esperou eu trocar a ração e até comeu do meu lado, isso até eu dizer: Muito bem, Mitsy! E ela sair correndo. Também descobri que gatos tem chocolates e outras delícias, que possuem o sugestivo nome de “Feitiço”.

Um dia depois  que Francisca voltou, fui resgatá-la da torre da Rapunzel para devolver a chave. Mitsy nem ligou para mim, estava bem confortável em sua cama e não ia se mexer só porque cheguei. Fiquei bem do ladinho e ela me olhou com desinteresse. Segundo a Francisca, agora sou um ser humano totalmente tolerável no conceito dela. É claro que me apaixonei por essa gatinha rajada de três cores. E devo dizer que me diverti bastante.

Apesar de cachorros ainda serem meus preferidos, não resisto a ver fotos e vídeos com os gatinhos e gatinhas das amigas. Então, para você se deliciar com esses peludos, acompanhem a Gatoca e o Cadê o atum? (sou madrinha desse último por causa do nome e das orações a São Francisco..rs.) dois dos meus blogs favoritos sobre o assunto. E sempre que puder, ajude as instituições que cuidam de animais abandonados como a Adote um Gatinho. Contribua para o mundo castrando seus animais de estimação e nunca, nunca abandone um animal.

O Erro

Ato I – O Erro

Você erra. Erra feio. Sabe que não é a primeira vez, mas foi uma série de erros que tornou tudo péssimo. O erro é parte constante da imperfeição que insiste em me tornar humana. O erro pode estar no físico ou simplesmente no pensamento. Quando estava na faculdade de pedagogia, uma das frases que mais me marcou foi: “Quando o meu aluno erra, eu erro também”. E isso reverbera, pois sou responsável pelos meus erros. E quando eu erro? Errei sozinha? Ou foi culpa do meu chefe, da minha mãe ou do sinal fechado? Por que alguém tem que ser culpado pelo erro? Eu estava no local errado, na hora errada? Se todo mundo erra por que estou tão decepcionada?

Ato II – A frustração

Por mais que o erro seja humano, comum, banal. Eu, estou aqui frustrada. Ridícula e piegas, o tipo de pessoa com quem perdemos a paciência. Um erro que não foi fatal, talvez por milímetros ou simplesmente porque não era para ser. Mas ela prostra-se ao meu lado, a frustração fatal. Aquela que além de não me permitir esquecer do meu erro, quer que eu continue dessa maneira. Dos sentimentos pessoais a frustração só não é pior que a pena, a dó. Ainda bem que não estou piedosa comigo, estou apenas frustrada e furiosa por errar. Sim, eu queria ter o controle total, o poder de não errar e de pensar que os outros são imperfeitos. Eu não sou perfeita, apenas gostaria de ser.

Ato III – O Abandono

O abandono da frustração representa a ressignificação do momento máximo do meu cavaleiro derrotado. É preciso elaborar uma lista de prioridades. O que fica no topo são sempre as responsabilidades com quem não é meu amigo, com quem não compreende meu erro, nem mesmo quer saber de sua existência. É a hora de começar a sair da merda. De pedir desculpas, dizer que errei, que entrei num buraco e tô tentando sair, mas agora não vai dar para cumprir o que eu tinha prometido. Algumas continuarão confiando em mim, porque um dia demonstrei mais do que fraquezas. Ou, justamente, porque sei me mostrar essa pura humana, culta, blasé, imperfeita. É o abandono daquela criatura chorona e infantil que não queria errar.

Ato IV – A Retomada

Acontece. Depois de algum tempo as coisas voltam a fluir. O que tinha prazo já foi entregue e o que não tinha vai ganhando tempo, espaço e pensamento. Os pequenos surtos continuam, porque é complicado ser normal, controlada e obediente o tempo todo. Quando você faz terapia por muito tempo aprende que alguma hora o surto passa, não precisa se desesperar. Agora a pouco foi a última cacetada na cabeça. Um mês rezando para o fim. Ou 100 dias. Ou uma xícara de chá quente e uma conversa lacrimosa resolve tudo. Porém, o fim ainda não será agora. Ou apenas é simplesmente um grande amigo que traz as boas novas. Ou é simplesmente a tomando novamente seu lugar entre os dias nublados. No fundo, uma eterna otimista.

Ato V – A Ópera do Mallandro.

Imperdível: parte 1 e parte 2!

#Momento Favoritos:

#1. O pai da Ucha e do Nestor, fez um post (e a continuação ) com ótimas covers feitas apenas por cantoras de músicas cantadas originalmente por homens. Eu adoro o Zé e graças a ele adoro a Roisin murphy cantando Slave to Love.

#2. Recomendadíssimo post da Nosph no Deusario sobre A Arte de Dizer Não.

Ler e escrever.

(The Handwriting Game)

Por que você escreve?

Escrevo apenas porque acho bonito ver surgir letras, ver aparecer palavras e significados. Há um mundo mágico num simples movimento de dedos. Uso todos os cinco dedos para escrever. Todos os cinco sentidos estão inclusos no processo de ler e escrever, até mesmo paladar, tato e olfato. Canela, lilás, barro, asfalto, mingau, macio, boca, mania, água, queimada, grama, sol. Sentiu?

Agora penso que deveria ter incluso no Handwriting Game, algumas de minhas palavras favoritas de escrever: céu, jaborandi, pedaço, amora, macaco, louco. E há também as palavras que gosto de dizer: peito, grampeador, agora, olha, quero, vem, amor. E aquelas que adoro ouvir outros dizerem: coração, knees, estoy, neuf, unforgetable, quilômetros. Não gosto de: portátil, creme, assunto, metonímia, corrida.

E você?

Essa sou eu e minha soberba.

Vi no blog do Doni, o mapa astral natal. Gosto de astrologia, tenho dois livros da Linda Goodman. Não entro no mérito de ser uma ciência ou não, apenas acho interessante, pois muitas características dos signos de touro e escorpião combinam comigo.  Porém, detesto quem justifica certas atitudes colocando a culpa no signo: “Ah eu sou assim e não vou mudar, porque sou de peixes…”. Defeitos e qualidades são maleáveis, dependem muito mais de quem realmente queremos ser.

Por várias vezes, a análise astrológica denuncia aquele que talvez seja o meu maior pecado: #2 soberba. Sou extremamente orgulhosa. Não tenho dificuldades em pedir desculpas, mas você terá que realmente provar que estou errada. Me considero a melhor em várias coisas e não gosto de desafios. Não gosto de provar que sou a melhor, apenas sei. Sim, sou metida e nojenta em vários momentos do dia, mas também sou um docinho de coco, acredite. A soberba me contamina principalmente quando mostro minhas características intelectuais, pena que de uns tempos para cá, tenho sido cada vez mais Dory. Porém, sempre esqueço de minhas falhas, pois sou muito maior que tudo isso. Tenho um ego terrível, mas sou tolerante e acredito que a dignidade vive em mim. Tião Macalé me inveja.

Nasci às 19h. Segundo mamãe escolhi essa hora, pois já queria nascer dormindo.

Ela é uma pessoa firme e orgulhosa. Tem um espírito muito realista. Possui encanto, é tolerante, estóica, extremamente persistente. Gosta dos prazeres da vida, gosta das boas coisas. Aprecia as artes. Pontos fracos: Teimosia, indolência. Dedica-se demasiado às coisas materiais, é exclusivista, gulosa e orgulhosa. Coragem, valentia, independência, natureza pouco medrosa mas provavelmente pouco sensível à ternura. Estilo de mulher sensual, que gosta do erotismo. Pontos fracos: Abusa dos prazeres carnais: volúpia, sensualidade. Ela raciocina, discursa, defende, responde. O seu espírito é vivo e analisa rapidamente uma situação. Tem muita destreza e habilidade. Acredita que a primeira opinião é geralmente a melhor. Gosto da discussão e das hipóteses ousadas. Pontos fracos: É impetuosa, fogosa, petulante. Impaciente e expedita, daí vêm alguns problemas, que são causados pela falta de reflexão antes da acção. Espírito de contradição, gosta de ser do contra.

Ela tem pouca ambição social, embora seja bom trabalhador. Dificuldade em conquistar uma posição de destaque. Ela é inteligente e sabe o que quer. É uma boa organizadora. Gosta do movimento, das viagens. Aprecia a literatura. Ela é alegre, sociável, agradável, com ar gracioso. É uma apaixonada, e isso acontece-lhe com freqüência: deixa-se seduzir pela beleza, pelo encanto. Gosta das artes e da vida social. Ela é uma pessoa enérgica, determinada, corajosa. É também uma pessoa cheia de confiança em si própria. Gosta de se impor, de mandar, de dirigir. Ela é uma pessoa franca, honesta, optimista e generosa. Gosta de bons cozinhados, do seu conforto. A sua amizade é sincera. É trabalhadora e sabe conquistar as pessoas à sua volta, sendo bastante apreciada no seu meio profissional.

Ela tem tendência para escrever tudo o que a sua imaginação e a sua intuição lhe ditam. Gentileza, fidelidade. Gosta de ser apreciada e de se enfeitar. Ganha bem a vida. É generosa mas prudente nas despesas. Tem um temperamento afectuoso, sensual, terno, mas possessivo. Gosta das boas coisas que a vida lhe oferece: é muito sensível à beleza, aos sons melodiosos, aos perfumes. O amor instala-se devagarinho, sem paixão, mas com força. O amor tende a ser duradouro. Tem uma grande musicalidade. Pontos fracos: Indolência, preguiça: gosta demasiado dos prazeres da vida, do jogo, dos divertimentos e do luxo.

Por falar nisso, o Doni está com blog novo, no Verbeat.  Que agora conta também com Abner Dmitruk.