Abelardo Antonio da Fonseca é advogado. Tem quase trinta anos e mora confortavelmente em um prédio localizado de frente para o mar. Dentre as coisas feitas e as mal-feitas, consta que nunca assistiu um episódio de Seinfeld por inteiro, e sabe o gosto de sorvete de pistache. Abelardo é um sujeito bem de vida, inteligente e educado. Mas Abelardo tem algo de diferente. Não chega a ser uma aberração nem nada do tipo, é algo até bem simples, Abelardo tem um sexto dedo no pé direito. Olhando de lado, pensa-se até que é um joanete, mas quando fixa-se os olhos, ele está bem ali, ao lado do caçula dos dedos. Ele apareceu um dia, e Abelardo se afeiçoou. Chama-o carinhosamente de Ronnie Von porque ele tem uma unha, pequena, mas tem. E Abelardo acha que ao olhá-la de longe ela parece uma coroa, logo o dedo a mais é seu príncipe. Nunca se casou porque nenhuma mulher ainda o aceitou exatamente como é. Quem amá-lo terá que amar também o seu sexto dedo. E vice-versa.
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#zeofflineday
A internet me trouxe muitas pessoas maravilhosas e uma delas foi o Zé. A primeira vez que nos encontramos em São Paulo ele tinha me dado um número de telefone errado e eu não conseguia falar com ele. Tínhamos marcado na rua depois que eu saísse de um filme que assisti. Isso me lembra que ainda não fui ao cinema com o Zé. Ele chegou meio apressado, meio com cara de quem já se conhece. E desse dia em diante tive certeza que eu e o Zé nos divertiríamos muito. O Zé é meu fotógrafo oficial em SP e tem até um álbum no flickr com meu nome.
O Zé tem cara e jeito de super cool. De ser publicitário, agente literário ou produtor de discos indie. Uma vez o Zé me levou para um encontro do Google Reader. O Zé me ensinou que podemos ficar amigos de gente que conhecemos por meio de comentários no Google Reader. O Zé esse ano começou a fazer podcasts, mas ainda não teve coragem de me convidar para profanar o blog dele com Beto Barbosa, Roupa Nova e afins. Hoje posso carregar um pouquinho do Zé no meu ouvido.
Já andei de metrô com o Zé. Já ficamos conversando em pé numa muvucada estação São Bento, num sábado de manhã. Já falamos sobre cantoras que parecem atendentes de lanchonete romenas. O Zé já me viu bem gripada. Me ensinou o bordão “cadê o companheirismo?”. E me contou sobre Paristuba. E uma vez no ponto de ônibus, o Zé me deu o chaveiro mais cafona que já ganhei na vida, e que usei como broche. Também já andei de trem com o Zé.
O Zé é o tipo de amigo que mora em outra cidade, que encontro uma vez por ano, que falo muito no twitter, que faço comentários troll miguxos no blog, que adora música, cinema, boas baladas, boas conversas e afins. O Zé já me deu tantos presentes. Ele me deu Slave to Love cantada pela Roisin Murphy, ele me deu o Hollywood Mon Amour e a Bic Runga. E o Zé não gosta de música brasileira. O Zé adora ler livros em inglês. E eu adoro quando a gente passeia pela Paulista.
Hoje é aniversário do Zé e acho que você deveria ir lá no zeoffline.com conhecer um mundo de músicas, bandas, cantoras, filmes, livros e algumas saudades. E além de ter me apresentado o Nestor e a Ucha, o Zé tem um irmão gêmeo igualzinho a ele, que eu nunca vi. Mas o Zé eu já vi, e volta e meia bate uma saudade imensa dele. E fico super feliz que uma banda escocesa (que só conheço por causa dele) deu um presentão de aniversário para ele. Parabéns, Zé! Felicidades! Sua miguxa de Brasília te ama muito!
2009 – Eu fui!
Acredito em Ano Novo. Com letras maiúsculas, com roupa nova, com desejos de felicidade, acreditando que tudo pode mudar, fazendo planos. Para mim não importa se é só a Terra que gira ao redor do sol, se os cálculos astronômicos estão errados, se no dia 04/01 estarei no mesmo trabalho com as mesmas pessoas. Dia 31 de dezembro é um dia muito especial. Acho que cada ano é uma nova vida, até porque completarei mais um ano e não serei a mesma. Sou uma eterna otimista. Minha receita para viver num mundo tão caótico, com tantas injustiças e desigualdade sociais é se apaixonar todos os dias. Seja por uma música, por um pão reçém saído do forno, pela lambida do meu cachorro, pelo abraço do meu pai, por um sorriso do cobrador, pela capa de um livro, pelo perfume da manga fresca, por homenagens aos amigos, por um brinde de lanchonete, pelo cheiro da chuva, pelo agradecimento de uma pessoa, pela maneira como minha mãe fala mirtilo, pelas caretas que faço e meu estagiário filma, pela alegria de ir ao cinema com uma amiga, por um telefonema de madrugada, pela curvinha na sobrancelha de alguém, por fotos de gatinhos, por um bom prato de macarronada, por uma bolsa, pelo sotaque carioca do meu namorado, por um novo chiclete de frutas tropicais, pela causa feminista, pelo meu novo corte de cabelo, por um urso panda. Qualquer coisa pode me ajudar a passar pelos dias, qualquer coisa pode construir um novo ano.
Hoje me apaixonei por um vídeo no youtube que descobri pelo blog do Ricardo Calil. Um cara bem criativo fez uma montagem com cenas de 342 filmes que foram exibidos em 2009, com uma trilha sonora super bacana. Tem quase todos os filmes que passaram esse ano e muitos que não estrearam por aqui. Ele também disponibiliza a lista de todos os filmes na ordem em que aparecem. É claro que ele parece usar mais cenas dos filmes de ação como O Exterminador do Futuro 4, Transformers 2, Bastardos Inglórios e Watchmen, mas também tem (500) Dias com Ela, Nova Iorque, Eu te amo, Where the Wild Things Are e outros. A montagem é ótima e muito vibrante. E cinema é algo que alimenta minha alma e me dá a possibilidade de novas paixões toda semana. É com ele que termino o ano nesse blog, desejando a todos que se apaixonem todos os dias.
Nos vemos em 2010!
Férias – João Pessoa/PB
Tabajara FM. 105 vírgula 5. João Pessoa, Paraíba.
Essa era a vinheta da rádio que mais ouvi no período de 11/10 a 21/10. A Tabajara FM realmente marcou minhas férias e embalou minhas tardes preguiçosas naquele calor arretado do nordeste. A vinheta tocava o tempo todo, eu e minha companheira de viagem brincávamos que só faltava a rádio fornecer o CEP.
Minha primeira vez na Paraíba foi agradabilíssima. Para mim, uma típica filha de pernambucana, que passava as férias da infância enfiada nos mares de Recife e Porto de Galinhas, foi um ótimo reencontro. Férias na beira da praia, sem compromissos, sem internet, sem tv e com muitos livros, palavras-cruzadas, sudoku, sol, mar e piscina.
O que mais gostei:
1. O Povo. Não há povo tão caloroso como o do nordeste. Quem cresceu em família nordestina sabe do que estou falando. O riso é aberto, o sotaque é puxado e é oxi prá lá e pra cá o dia inteiro. Para você ter uma idéia, a vendedora de uma loja da Arezzo no shopping, me deu um mega abraço quando sai da loja e olha que nem comprei nada. Depois voltei só para comprar e dar uma comissão para Dani. É a mais pura simpatia esse povo.
2. Mercado de Artesanato. O Mercado fica numa das avenidas principais, a Rui Carneiro, e tem mais de 150 expositores. O prédio tem uma arquitetura bem bacana. Tire tempo e prepare a sola do chinelo, pois tem muita coisa boa, vale escarafunchar tudo. E se ainda quiser mais, tem uma feirinha de artesanato em Tambaú.
3. As Praias. Água verdinha e areia branquinha. Só senti falta de bichinhos com tatuí e maria-farinha. As hypes são Tambaú e Manaíra, mas dentro da cidade tem a ótima e tranquila Praia de Cabo Branco. Seguindo para o litoral norte temos as ótimas Camboinhas e Intermares. E para o litoral sul, a fantástica Coqueirinho. De longe a mais linda, porém minha preferida foi mesmo Cabo Branco, com ondas na medida certa.
4. Macaxeira, Carne de Sol e Queijo Coalho. Sou tarada por mandioca. Adoro especialmente macaxeira manteiga, daquelas bem molinhas. E como tem macaxeira boa nessa terra da Paraíba. Carne de sol e quejo coalho é outra coisa que não falta pela cidade. Perto da praia de Intermares tem o Recanto do Picuí, um restaurante muito bonito, pertinho da BR que leva à Cabedelo. E em João Pessoa tem o Tábua de Carne que tem o melhor queijo coalho que já comi na vida, fresco e assado na medida certa. Minha dieta vegetariana e sem lactose foi por água abaixo nessas férias.
5. Karmélia Calçados. Pense no paraíso feminino dos calçados. Imensa variedade, rasteiras à R$35 e saltos a partir de R$50. Só é complicado achar número 38, pois geralmente só vem um exemplar nesse tamanho e ele some rapidinho. Fica no Bairro dos Estados, próxima ao Shopping Sebrae.
6. Sorveterias. João Pessoa é o paraíso das sorveterias, com quase todas produzindo seus próprios sorvetes. Além daquela variedade absurda de frutas maravilhosas: graviola, cajá, jambo, cupuaçu, etc. Minha preferida fica próxima à Av. Epitácio Pessoa, mas apesar de ter tomado sorvete lá quase todos os dias, não decorei o nome.
7. Centro Histórico. Há um caminho para pedestres no Centro Histórico que passa por todos os principais prédios. Demanda um preparozinho físico, um bom tênis e garrafas de água. Porém, vale a pena passear por lá e conhecer locais especiais como o Centro Cultural São Francisco.
8. Restaurante Mangai. O Mangai merece um item a parte, pois desde que abriu uma filial em Brasília o lugar vive lotado. Nunca vi um sucesso tão instantâneo. É um ótimo restaurante self-service com vasta opção de cardápio. A decoração, os garçons, o ambiente, tudo é bem parecido com a filial de Brasília, mas o preço… Ah, o preço é bem diferente. Aqui em Brasília o kg custa quase R$40, se não mais. Lá custa R$29,90, o mesmo preço de um self-service bom, mas comum na área central de Brasília. Se você for a João Pessoa, Natal ou Brasília vale a pena ir para almoçar/jantar comidas típicas ou mesmo para lanchar uma pamonha ou tapioca no fim da tarde. É delicioso!
O que não gostei:
1. Sujeira nas praias. É uma pena, mas as pessoas ainda sujam muito as praias com restos de lixo das farofadas ou mesmo com inocentes palitos de picolé. Ir a praia no fim de tarde do domingo é péssimo programa porque todo o lixo do fim de semana está lá boiando. Realmente não entendo como é tão difícil para as pessoas preservarem locais públicos.
2. Transporte Público. Fiquei hospedada na região de Cabo Branco e era bem complicado pegar um ônibus apenas para chegar na maioria dos lugares. E eles nem eram tão longe assim, mas andar de dia naquele sol era pedir uma insolação. Então, quando não queriamos ficar pulando de ônibus em ônibus, o jeito era depender de táxi ou alugar um carro.
3. Turista mal educado. Há muitos turistas em João Pessoa, muitos mesmo. Tem inclusive o tradicional Forró do Turista no restaurante Fellini. Porém, há muitos turistas mal educados que pisam no seu pé com salto agulha e nem pedem desculpas. Gente que ao invés de curtir o pôr-do-sol na Praia do Jacaré fica se espremendo para tirar fotos. Gente que bebe e fuma em cima dos recifes de corais do Picãozinho. O Picãozinho é uma área de corais onde é possível ver várias espécies de pequenos peixes coloridos que lembram o filme Nemo. O ideal é que as pessoas sigam para lá em pequenos grupos, aluguem uma máscara e fiquem boiando e se movimentando bem devagar para visualizar os peixinhos e tentar não interferir tanto no habitat deles. Porém, o turismo inescrupuloso leva quase 300 pessoas ao mesmo tempo para o local, transformando um divertido passeio na Micarê de Picãozinho. Com a aglomeração de pessoas dentro da água quase não se vê peixe nenhum, seja por causa da água turva ou porque os peixes estão assustados. As pessoas insistem em subir nos corais, acabam se cortando e tudo vira um grande mico para todos. Nos últimos dias da maré há menos pessoas e menos barcos, mas mesmo assim o passeio parece ter perdido muito da diversão.
#Curiosidades:
#O Aeroporto de João Pessoa é internacional, mas só no nome. É bem pequeno, ao descer do avião atravessamos a pista de pouso a pé e só tem duas esteiras de bagagem. A cidade como um todo é pequena, mas com o incremento do turismo na região há previsão de aumento no número de vôos. Em compensação, em Natal/RN já existem 15 vôos internacionais, sendo que até a Copa a previsão é de 25 vôos internacionais, segundo Sêo Fidélis, nosso taxista oficial.
#Os cinemas Box do Shopping Manaíra não funcionam antes das 15h às terças e quintas. E todos os horários dos filmes mudam nesses dias. Nos outros dias, horário normal. Dia 19/10 é Dia do Comerciário e o comércio inteiro fecha, inclusive a praça da alimentação do Shopping e os cinemas. Porém, é um bom dia para ir ao Mangai.
Melissa Cadore Feelings!
Esse post é um apanhado dos dias glamourosos de férias em Sâo Paulo. Infelizmente não tirei nenhuma foto do meu novo lugar favorito ever a Pastelaria Brasileira que fica na Pompéia. O Mar vai passar o resto da vida me ouvindo falar desse lugar, de como a esfirra de queijo com palmito e a de banana, que custam menos de R$3, são algumas das coisas mais fabulosas que já passaram pela minha vida num balcão. Afinal são 31 anos de tradição, minha gente!
Nessas férias fiquei hospedada no Casa Club Hostel Bar, localizado no coração da Vila Madalena, pertíssimo de toda a agitação dos bares, da famosa Livraria da Vila e da Oca Tupiniquim, local do 2º Luluzinha Camp Nacional. A galera da recepção é extremamente simpática (não importa o horário que você passe por lá), os quartos são limpos, a roupa de cama é quentinha, o banheiro é dividido (o chuveiro numa porta e o vaso em outra), o preço é camarada, a maioria dos hóspedes é estrangeiro e a balada é forte. Minhas únicas críticas são em relação ao café da manhã que podia ser mais incrementado e a falta de uma sala de tv, um local para podermos ler um livrinho, ver um filme. E o wi-fi que também não pega bem no quarto dificulta ver a novela, mas ao menos é de graça. Porém, o mais divertido é que eu estava pertinho da Rua Purpurina. Isso é glamour!
Teve dia de coquetel e beleza com várias blogueiras na loja da Kiehl’s no Shopping Iguatemi. Fui graças a uma intimação de Lili Ferrari e adorei! A Kiehl’s é uma marca de cosméticos americana que existe desde 1851. A proposta deles é oferecer produtos que contenham em sua fórmula óleos essenciais simples e naturais. A maioria dos produtos não têm cheiro e são comercializados em embalagens com um quê de vintage. O visual da loja também é lindo e em todas há um simpático Mr. Bones. Lady Rasta conta em vídeo um pouco mais sobre a linha dermatológica. Ps.: Um momento pára-o-mundo-que-eu-quero-descer! aconteceu quando descobri que Christian Louboutin tem uma loja no Iguatemi. Morri!
Nesse mesmo dia a Alê Ferreira (uma fofa! Que apareceu chiquetésima no último caderno especial Vida Digital da Veja) me apresentou a Lanchonete da Cidade. Onde comi uma das melhores batatas-fritas que conheço com um dos ketchups mais gostosos. Depois levei a Lidi Faria e a Pri Alves (minhas mais novas melhores amigas de infância) à Loja do Bispo, onde você pode encontrar as fabulosas fitinhas de São Google. É uma das minhas lojas preferidas em SP, pois sempre há novidades como livros que são obras de arte e até um action fiigure do Fidel Castro.
No sábado pré-Luluzinha Camp, eu e Lu Monte passeamos pela feira da Benedito Calixto. Depois encontramos com a Losille e caímos na estrada a caminho do Reino. Apesar de metade do meu glamour ter ficado na caminhada que fizemos perdidas por São Bernardo do Campo, não há nada como ser recebida pela Rainha Denize Barros. Muito xampã, muita bolsa, muita alegria, biscoitinhos, muitas colegas do RCAB (Rainhas Compradoras de Bolsas Anônimas) e teve até momento “É pro Fantástico?” quando a Gabi disse que me adorava e lia meu blog. É glamour demais para uma pessoa só! Por isso compartilhamos esse glamour em fotos maravilhosas no paredão.
E fechei a programação de sábado com o Zé e a turma de Google Reader dele (Sim, as pessoas agora se conhecem pelos comentários do Google Reader, too-much-information-for-me!) no Athenas. Um bar, café, restaurante bacana, bonito e com preço honesto.
Agora, com licença, vou ali conversar com minhas celulazinhas. Fisicaquanticamente falando.



