Ricardo Darín envelheceu. O muso do cinema argentino está com olheiras enormes e uma cara de buldogue maltratado em seu novo filme: Um conto chinês. É interessante ver que nossos hermanos da América do Sul nunca esquecem seu passado. Dessa vez, a Guerra das Malvinas acaba tendo um papel. Gostaria muito que o cinema brasileiro aprendesse a ser tão sensível como o argentino. Pois até nesta pequena fábula, sobre um homem solitário e mal-humorado que é obrigado a conviver com um chinês que não fala nenhuma palavra em espanhol, vemos muito mais humanidade do que em nossas repetidas comédias globais. Há toda esperança de um mundo melhor, mas sem necessariamente existir soluções mágicas ou um repentino faz-de-conta. As pessoas aprendem, cada uma à sua maneira, que a vida pode ser bem mais do que contar parafusos.
Já é a segunda pessoa que fala bem desse filme.Vou botar na minha lista “preciso ver”.Até por que nunca vi nenhum filme argentino.Tá na hora de começar.
Tbm nunca vi um filme argentino, mas parece interessante! Como deve ser viver com alguém com quem vc não consegue ao menos conversar? Que louco!!! Vou querer ver, sim!
Fi
Fiquei com mais vontade ainda de assistir “Um Conto Chinês”. Também acho o cinema argentino primoroso e os filmes do Darin estão entre os meus preferidos na vida. Curto e lindo texto, Bia.