Melancolia

Viajar sozinha, por mais que você tenha amig@s na cidade, significa também passar vários momentos solo. E talvez as ruas de São Paulo, especialmente a Avenida Paulista sejam um dos lugares em que mais me sinto só no meio da multidão. Foi meio nesse espírito que fui ver Melancolia de Lars Von Trier.

Logo no início, uma sessão de fotos da Vogue, imagens semi-congeladas dos personagens principais. Tudo muito belo e muito espalhafatoso, como o ego do diretor. Vi Dogville e gostei muito. Vi Manderlay achei mais ou menos. Vi o filme da Bjork e jurei que nunca mais veria nada dele. Nunca vi o AntiCristo. Achei Melancolia bem simpático, da maneira que um filme sobre depressão e fim do mundo pode ser simpático. E nem percebemos que Kiefer-24h-Sutherland está no filme.

O capítulo 1 é sobre Justine, Kirsten Dunst lindíssima, e sua festa de casamento. Gostei bastante dos conflitos, das crises, das aparências, dos sorrisos falsos. O capítulo 2 é sobre Claire, a irmã paranóica que quer organizar tudo perfeitamente, vivida pela Charlotte Gainsbourg. O problema é que quando a vejo só lembro dela Katy Perryano no clipe de Terrible Angels, Curti bastante a história, a lentidão e interessante ver que o Discovery Channel está criando uma nova linguagem cinematográfica. Não chega a ser como A Árvore da Vida que teve seu roteiro escrito a partir da música do Djavan: ˜tudo que Deus criou pensando em você, fez a via-láctea, fez os dinossauros˜, mas há vários closes do planetinha Melancolia. Ok. Lars, darei outra chance para você e seu imenso ego no futuro.

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3 thoughts on “Melancolia

  1. Gladius, detestei a Arvore da Vida, achei bem moralista em vários sentidos e aquele papo de Deus no final, perdão e tal, achei bem chato. Acho Melancolia um filme bem mais esperançoso e mais humano.

  2. O final do árvore da vida achei meio estranho, também. Mas o que exatamente você vislumbrou como moralismo? Certamente, é visível a relação com Deus, e a posição do diretor em relação a ele, mas o que achei interessante é a relativização das pessoas e de seus dramas em relação à natureza. Até concordo que melancolia é bem humano, porém o trecho que mais me agradou foi o prólogo. Achei ele meio angustiante, e que não admite a redenção, por isso sem esperança. No geral achei a crítica de ambos meio “overrated”, e meio maçantes os filmes. Bons filmes, nenhum deles excelente, mas muito bonitos.