O Machismo é Culpa da Brasileira?

Na sexta-feira (27/05) fui a um bate-papo com a historiadora Mary Del Priore, que está promovendo seu novo livro Histórias Íntimas – Sexualidade e Erotismo na História do Brasil. A conversa foi bem interessante. Mary contou que a idéia do livro foi apresentada pela Editora Planeta, que decidiu provocar a história da sexualidade em alguns países, especialmente aqueles que tem forte tradição católica. O livro narra de forma cronológica a história da sexualidade no Brasil, desde a colônia até os dias atuais. Traçando uma linha imaginária histórica que vai do sexo como algo pouco sofisticado, passando pelo sexo como tabu, até os dias atuais em que o sexo é um imperativo.

Muito se fala sobre o machismo da sociedade brasileira no livro e também muito falamos sobre o assunto no bate-papo. E, em determinado momento, Mary Del Priore apresentou sua tese de que a maior culpada pelo machismo da sociedade brasileira é a mulher brasileira, “porque ela é quem amamenta esse machismo todos os dias no leite quentinho do colo”. É a mulher brasileira que não se revolta, que vive apática e se preocupa mais com o corpo do que com a mente. Essa mulher alimenta diariamente o sexismo, criando meninos e meninas de formas diferentes, protegendo os meninos e impondo regras severas as meninas. Mary Del Priore já afirmou em entrevistas que considera as mulheres brasileiras apáticas, machistas e escravas da ditadura da beleza.

O diagnóstico das revoluções femininas do século XX é ambíguo. Ele aponta para conquistas, mas também para armadilhas. No campo da aparência, da sexualidade, do trabalho e da família houve benefícios, mas também frustrações. A tirania da perfeição física empurrou a mulher não para a busca de uma identidade, mas de uma identificação. Ela precisa se identificar com o que vê na mídia. A revolução sexual eclipsou-se diante dos riscos da Aids. A profissionalização, se trouxe independência, também acarretou stress, fadiga e exaustão. A desestruturação familiar onerou os dependentes mais indefesos, os filhos.

Fonte: Entrevista a Revista Isto É: “O espelho é a nova submissão feminina”.

É claro que revoluções trazem armadilhas, mas as mulheres são as únicas culpadas? É importante perceber que apenas as mulheres saíram para trabalhar. A divisão sexual do trabalho continuou. E, ao invés da sociedade cobrar que o homem também mudasse e participasse ativamente do trabalho doméstico e do cuidado com crianças e idosos, o que ocorreu foi que a sociedade passou a cobrar da mulher a tripla jornada e a perfeição como esposa, dona de casa, mãe e profissional. Porém, não podemos tratar as mulheres como coitadinhas e inocentes. Mas, ao mesmo tempo, penso no quanto nossa educação e nossos valores não contribuem para o empoderamento e abertura de consciência das mulheres. Em último caso vejo a desestruturação familiar como um benefício, se por um lado todos ficaram perdidos e os filhos indefesos, por outro, abrimos novos espectros do que significa a palavra família. Acredito que mais do que revolução sexual, o que desestruturou completamente as famílias foi a individualização, cada vez mais exacerbada por nossa cultura capitalista. Ao não nos vermos como um conjunto, como uma família ou como uma sociedade perdemos nossa empatia e compaixão com o outro e, principalmente, perdemos a chance de nos enxergar como iguais.

Será que nos vestimos como guerreiras apenas no Carnaval? - Carol Castro no desfile do Salgueiro. Foto de Julio Cesar Guimarães/UOL

Comparando as brasileiras com as francesas, Mary citou o fato de que na França não existe publicidade de lingerie que não passe por associações de mulheres, não necessariamente feministas, demonstrando que as francesas são muito mais empoderadas que as brasileiras. E em determinado momento da discussão perguntou-se: e que empoderamento é esse? Para Mary a mulher brasileira não vai além, apenas tenta igualar-se aos homens. Perguntou-se sobre o fato de termos uma mulher na presidência, ela afirma que durante muito tempo se disse que as mulheres tinham que assumir posições na política, mas no que isso resultou? Elas roubam como os homens. É um pensamento que contribui para despolitização do debate. Porque é claro que não basta ter uma mulher na presidência, é preciso pensar em políticas públicas que privilegiem o desenvolvimento social. Mas, não deixa de ser um marco histórico uma mulher alcançar este posto, especialmente num país extremamente machista.

Primeiramente, achei muito arrogante o fato como Mary Del Priore culpa a mulher brasileira. Porém, quando ela explicou que como historiadora olha para o retrovisor, percebi uma postura analítica, no sentido de que enquanto os fatos não acontecerem, não se pode fazer inferências sobre ele. Sai do bate-papo compreendendo que Mary tem um olhar sobre o fato e não sobre as relações de poder que agem sob os panos do machismo brasileiro. É claro que existe um paradigma da vulgaridade, o sexo nunca foi tão exposto, nossa sexualidade parece ter sido sequestrada pela pornografia. A cultura da celebridade instantânea também nos coloca numa posição de exposição corporal muito maior do que a exposição cultural. Porém, há uma cultura que impele a mulher brasileira a não pensar em seus papéis, acredito que ainda não amadurecemos plenamente para compreender o quanto o machismo é prejudicial. Fora que, o Brasil é um país extremamente conservador que não apóia grandes mudanças. Os movimentos sociais sofrem muito para se estabelecer e serem respeitados, pois midiáticamente são sempre tratados com indiferença ou criminalizados. Mas há muitas falas de Mary com as quais concordo:

Por que as políticas brasileiras não têm agenda voltada para as mulheres?

Mary Del Priore – Acho que tem a ver com a falta de educação da mulher brasileira de gerações atrás e isso se reflete até hoje. Tem um pouco a ver com o fato de o feminismo também não ter pego no Brasil.

Istoé -Por que o feminismo não pegou no Brasil?

Mary Del Priore – Apesar das conquistas na vida pública e privada, as mulheres continuam marcadas por formas arcaicas de pensar. E é em casa que elas alimentam o machismo, quando as mães protegem os filhos que agridem mulheres e não os deixam lavar a louça ou arrumar o quarto. Há mulheres, ainda, que cultivam o mito da virilidade. Gostam de se mostrar frágeis e serem chamadas de chuchuzinho ou gostosona, tudo o que seja convite a comer. Há uma desvalorização grosseira das conquistas das mulheres, por elas mesmas. Esse comportamento contribui para um grande fosso entre os sexos, mostrando que o machismo está enraizado. E que é provavelmente em casa que jovens como os alunos da Uniban aprenderam a “jogar a primeira pedra” (na aluna Geisy Arruda).

Fonte: Entrevista a Revista Isto É: “O espelho é a nova submissão feminina”.

O próprio movimento feminista tem uma imagem caricata fomentada por seus detratores. E é muitas vezes difícil convencer as pessoas do quanto não queremos apenas proteger as mulheres, ou negar diferenças biológicas, mas sim criar uma sociedade igualitária. Como bem disse Mari Moscou quando debatíamos o feminismo da diferença: o oposto de igualdade não é diferença, é desigualdade. São coisas bem distintas. Quero ser diferente sem ser desigual. Acho que isso resume muito bem o foco do feminismo atualmente.

Em determinado momento do bate-papo falou-se que os homens estão bem menos machistas e que o movimento feminista não enxerga o tanto que eles também sofrem com o machismo. Isso, infelizmente, acredito não ser verdade. Porém, não digo que apenas os homens estão mais machistas, a sociedade como um todo vem tomando um caminho extremamente conversador e reacionário. Um caminho simples de ser tomado quando nos vemos diante de novos paradigmas sociais, afinal não é um caminho que estimule a consciência, apenas nos deixamos levar por aquele que diz ser a voz de Deus ou da moral e dos valores da família brasileira. E chegamos num ponto crucial, não se faz uma revolução apenas com mulheres, mas ninguém irá nos entregar nossos direitos de bom grado, precisaremos lutar por eles. E quando lutamos dizem que nos igualamos aos homens. Então, o que fazer? Precisamos ocupar espaços, isso é fato. Mas precisamos e muito ser ouvidas, especialmente mulheres precisam ouvir outras mulheres.

Por fim, concordando ou não com algumas idéias de Mary Del Priore, o livro Histórias Íntimas é muito bom. Uma bela pesquisa histórica que mostra como a sexualidade e a noção de intimidade foram mudando ao longo do tempo, influenciadas por questões políticas, econômicas e culturais, e passaram de um assunto a ser evitado a todo custo para um dos mais comentados no mundo contemporâneo. Deixo um trecho muito bom que fala sobre nossa sociedade contemporânea:

E quem somos? Indivíduos de muitas caras. Virtuosos e pecadores, oscilando entre a transigência e a transgressão. Em público, civilizados. No privado, sacanas. Na rua, liberados; em casa, machistas. Ora permissivos, ora autoritários. Severos com os transgressores que não conhecemos, porém indulgentes com os nossos, os da família. Ferozes com os erros dos outros, condescendentes com os próprios. Em grupo, politicamente corretos, porém racistas em segredo. Fora, entusiastas dos “direitos humanos”, mas, cá dentro, a favor da pena de morte. Amigos de gays, mas homofóbicos. Finos para “uso externo” e grossos para o interno. Exigentes na cobrança de direitos, mas relapsos no cumprimento de deveres. Somos velhos e moços, nacionalistas e internacionalistas, cosmopolitas e provincianos, divididos entre a integração e a preservação de nossas múltiplas identidades. Na intimidade, miramos nossas contradições. Resta saber se gostamos do que vemos.

Histórias Íntimas de Mary Del Priore, pgs. 237-238

Publicado por

Bia Cardoso

Uma feminista lambateira tropical.

5 comentários sobre “O Machismo é Culpa da Brasileira?”

  1. Então, Bia…
    eu discordo de um tanto do que você fala. Acredito que as feministas brasileiras falham, sim, na hora de se comunicar com a massa de brasileiras. O movimento acaba fechado para as novatas, escondido, de difícil acesso. Pior: a gente sabe que os grupos brigam entre si por poder.
    É natural, mas não tá certo, me desculpe.
    Para mim a melhor coisa que aconteceu EVER foi o surgimento das blogueiras feministas. Mesmo. Porque vocês levantam as bolas de um jeito quase doce, delicado – e falam de coisas pra lá de difíceis. E até agora se mantêm independentes, o que eu acho fundamental para o livre pensamento.
    Tem uns assuntos que muito me incomodam, e quando vc fala da Mary contando das mulheres francesas, eles afloram.
    Eu não entendo, mesmo, como é que a mulherada brasileira se rende, por exemplo, aos médicos e às suas práticas. A gente sabe, entre outras coisas, que não carece de tanta cesárea, que parto normal em geral não precisa de episiotomia, que pílula anticoncepcional não é o único método contraceptivo. Entretanto, a gente vê que 99 de cada 100 brasileiras que usam métodos contraceptivos tomam pílula. Que temos uma taxa de cesáreas inaceitável e que todas as que conseguem um parto normal em hospital ganham de brinde a episio…
    Para além disso, eu não me conformo dos caras chamarem meus peitos de mama. Eu tenho PEITOS, deixo até chamar de seio. 😀
    E quando ela fala que a mulherada alimenta o machismo com leite de peito confesso que lembro da minha professora mais querida dizendo (com toda propriedade) que o Brasil é um país de gente imatura. Imatura porque não assume responsabilidade, entre muitas outras coisas.
    Embora eu não ache que cabe a nós mulheres ser as únicas responsáveis pela educação da criançada, a prática é esta, ainda. E daí a gente tem uma parcela de responsabilidade na equação.
    Concordando ou não com a del Priore, fato é que temos um loooongo caminho pela frente. E é um refresco ter você e tantas outras mulheres lutadoras com textos bacanas como este.

  2. Oi Lucia, bom te ver por aqui.

    Sim, há feministas que não ajudam o movimento, nem mesmo se modernizam. Mas é complicado ver isso como todo o movimento, até porque no Brasil o movimento feminista não tem um rosto. Então, as feministas brasileiras falham, mas não há espaço midiático para sua voz. Em outro campo é incrível ver o espaço que o Bolsonaro tem hoje na mídia em contraponto com o Jean Willys, por exemplo. A pauta feminista dificilmente entra nos telejornais e geralmente é tratado com algo caricato, como a Slutwalk que teve umas matérias focando apenas nas roupas das mulheres que foram protestar.

    Pode ser que minha experiência no movimento feminista tenha sido exceção, mas sempre fui muito bem recebida. Mas é claro que o Blogueiras Feministas (que nasceu fundamentalmente da idéia do LuluzinhaCamp) é uma tentativa de aproximar o feminismo das pessoas e mostrar a pluralidade de posições e idéias.

    A sua questão levantada sobre o médicos, acho que tem muito a ver com a questão educacional brasileira. Não somos ensinados a duvidar de médicos, somos ensinados a achar que eles sabem o que é melhor para nós. E, como a maioria das mulheres, é bombardeada com um milhão de informações, sem auto-estima para bater o pé dica difícil se posicionar.

    Concordo que a mulher brasileira tem um papel fundamental na mudança do machismo cultural brasileiro, mas sem consciência isso será impossível. Mais difícil ainda com uma mídia que prega a despolitização e uma cultura que prega o “tenha um marido ou seja uma solteirona”. As mulheres estão muito sobrecarregas com tanta culpa, acho que podemos dividir essa culpa com a sociedade. Super obrigada pelos elogios, a minha construção pessoal e a minha tomada de consciência como feminista está sendo um longo caminho. E com certeza eu, você e a Del Priore sabemos que as mulheres brasileiras ainda levarão algum tempo para baterem o pé e decidirem por si mesmas.

  3. Olha, eu pude confirmar na prática com meu involvimento no movimento feminista que a mulher brasiliera é realmente muito machista e difícil.Eu ainda acrescentaria indifrente,nas características citadas pela Mary Del Priori.E acredito que vcs também tenham tido experiências parecidas,basta se perguntarem quantas vezes tentaram iniciar uma convesa feminsita no meio de mulheres e elas torceram o nariz,disseram que é bobagem ou “raivinha/probelmas com homens”.pelo incrível que pareça,é mais fácil conversar sobre feminismo com homens do que com mulheres,quando se trata de gente politizada.

    E como disseram aí,o feminismo é falho sim e muito.Ele se fecha em guetos,até emsmo quando se trata de blogs,e o pessoal fica apenas discutindo entre si os problemas,escrevendo textos e mais textos com linguagem culta,viajando em filosofias ..e na prática,nada.Se vc chega e se oferece para organizar ações práticas,vc çleva pedrada.isso sem mencionar que a mentalidade feminista brasileira ainda está muito preza na mística feminina e nesta revolução sexual fajuta que prega que libedade feminina é se autoa-firmar como objeto sexual,cois que no exterior ja´vem sendo questionada desde os anos 80( ou antes).

    E observem um detalhe conservador na entrevista,ondem são reafirmadas construções sociais como parte da “natureza feminina”:

    “(..)Mas que, ao contrário, deve-se repensar e valorizar os interesses e as virtudes feminina s. Equilibrar o público e o privado, a liberdade individual, controlar o hedonismo e os desejos, contornar o vazio da pós-modernidade, evitar o cinismo e a ironia diante da vida política.(..)”

    E em nenhum momento ela afirmou que esta sobrecraga de duplas/triplas jornadas é devido á estrutura machista,afirmou que é algo que as mulheres tem que passar/arcar e pronto,o tal “preço da liberdade” que o povo do backlash gosta tanto…e este conceito de “ramadilhas” também pode ser intrepetrado nesta mesma linha.

  4. muito legal o post, bia. concordo totalmente q o maior mal é o individualismo, o capitalismo. mas vejo que há bastante razão no que ela diz tb. a maioria das mulheres é muito machista e a educação das crianças é jogada (ou simplesmente assumida) pelas mulheres.

    me parece q os pais quase não exercem influência sobre os filhos, eles estão lá apenas pra prover (quando estão!) e na hora do lazer. a culpa é deles por não cobrarem isso, não tomarem parte. mas tb é delas por n pedirem, n cederem. há até um orgulho besta em exercer mais influencia sobre a cria ou sobre a casa.

    já reparou q toda vez q recebemos algum comentário razoável (mesmo q equivocado, mas baseado em argumentos sensatos) de alguem contestando o feminismo é de um homem? pq ele n entende, n se coloca na nossa posiçao. mas e as mulheres, q desculpa têm pra n se envolverem? elas gostam de manter certas estruturas sem perceber q isso só prejudica a elas mesmas.

    outro dia estava eu dando uma olhada nas indicações do ladyscomics e achei algumas cartunistas brasileiras muito machistas q fazem sucesso como forma de “humor feminino”. só retratam a mulher como consumista, ambiciosa, objeto sexual, invejosa. não vão alem do q maitena e radical chic já abordaram, conseguem ser até piores em reforçar esteriótipos.

    as feministas realmente não tem um rosto da política e na mídia. e geralmente qd tem é pra ser ridicularizado. sempre lembro daquela deputada q ia processar o clodovil por xingar as mulheres. a mídia ironizou. a imagem q ficou pro povo é a de q ela só estava reclamando pq ela era feia (graças a mtos humoristas, esses engraçadinhos).

    eu encontrei as blogueiras feministas, por acaso. pq tive sorte de encontrar o blog da lola, fazendo uma busca sobre cinema. nunca procuraria sozinha sobre feminismo pq n tive ninguém pra me ensinar sobre isso. alias, minha mae está aprendendo comigo. tento passar oq aprendo com vcs, mas tenho q ser sutil, pq ela tem resistência a certas coisas.

    culpar as feministas é errado, mas culpar as mulheres é super justo. as mulheres tem q assumir essa responsabilidade. todos temos, homens tb. mas nós mulheres n podemos só criticar e esperar os homens tomarem parte nisso. nós feministas n fazemos isso, mas as mulheres em geral fazem. daí saem as frases “homem não presta, etc”. esperam q eles mudem sozinhos, mas reproduzem os valores tradicionais.

    e a crítica ao feminismo se aplica a qq movimento social. as ideias são ótimas, mas como levar isso pros outros, conscientizar, corrigir atitudes? n acho q é um erro das feministas, mas há uma certa falta de senso pratico, comum aos idealistas em geral, nao? eu mesma n sei direito oq fazer. eu tento combater discursos machistas à minha volta, mas n sei oq fazer pra evitar o machismo na esfera pública, na tv, etc. deveríamos processar todos? deveríamos protestar na porta? honestamente eu não sei.

    não acho q passeatas como a slutwalk sirvam pra alguma coisa. basta ver a adesão de mulheres q são contra o feminismo. não querem pensar na parte política, são imediatistas, reclamam apenas sobre usar saia curta e decote. acho isso super torto. no dia q teve aqui no rio, eu não fui. mas sempre q via alguem fazendo piada machista a respeito, ia lá corrigir. é o meu jeito de tentar mudar :/

    poxa, acho tão legal qd algumas de nós estamos dentro de um portal grande, como o IG (sei q tem alguem lá do grupo nessa posiçao), pq tem a chance de levar o discurso pra outras pessoas. mas em outros espaços, oq podemos fazer? deveríamos montar um partido? tentar levar representantes pro legislativo? teríamos espaço pra isso? há quem queira ser política, sabendo q vai lutar sozinha lá dentro? (o jean tem conseguido vencer alguma luta, ter seus projetos aprovados?). ou devemos ir atrás de mulheres q já estão na política, na mídia, e tentar faze-las comprar nosso ideal?

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