A quem interessa comparar feministas a nazistas?

Dentro de um movimento social, ou mesmo dentro de pequenos grupos sociais organizados, é possível encontrar grupos ou pessoas com características mais radicais. Na maioria das vezes o termo “radical”, no sentido filosófico, é usado para definir grupos que optam pelo uso de ações extremas, por exemplo, violência física ou verbal, para gerar transformações sociais. Porém, o termo “radicais” pode possuir infinitas interpretações. No caso do feminismo as pessoas gostam de definir como radicais as mulheres que queimam sutiãs em praça pública (você já viu alguma?), as que são incisivamente a favor da legalização do aborto, as que afirmam que o casamento é uma instituição social de aprisionamento da mulher e até as que defendem uma reforma  de gênero na língua portuguesa. Porém, há pessoas que afirmam existir um tipo de feminista que quer a extinção dos homens e para compará-las aos nazistas deram-lhe a alcunha absurda de feminazi.

Essa é uma feminazi? E tem que usar roupa de homem, né?

Você conhece alguma mulher feminista que prega um mundo em que os homens iriam para campos de concentração e depois exterminados? É até possível que alguém tenha essas idéias, um dia Hitler e várias pessoas a tiveram, porém, o movimento feminista não prega o extermínio de pessoas. O movimento feminista prega a igualdade de gênero e o fim do machismo. E ao se falar de igualdade não significa que mulheres querem ser homens, nem que queremos mijar em pé, significa que  mulheres e  homens devem ter os mesmos direitos e deveres na sociedade. Isso inclui desde equalização nos salários, até licença maternidade e paternidade compartilhada, passando por diversas outras questões como a violência doméstica. O movimento feminista é constituído por um discurso social, político e filosófico que tem como base os direitos iguais de gênero e a proteção legal às mulheres. O feminismo contempla não só o âmbito coletivo, como também o âmbito privado das relações humanas, pois o machismo está presente culturalmente na sociedade.

Então, a quem interessa comparar feministas a nazistas? A quem interessa grudar no movimento feminista uma etiqueta que representa supremacia de um gênero sobre o outro, totalitarismo e extremo racismo? Ao se utilizar o termo feminazi definem-se características perversas não apenas para uma feminista, mas para todo o movimento, pois, note que ninguém nunca sabe apontar uma feminista nazista radical, sabem apenas que elas representam grande parte do movimento e são uma grande ameaça a nossas crianças, pois os meninos crescerão afeminados e todas as meninas serão lésbicas. Não é mesmo? Um conjunto de informações erradas que de tanto repetidas na mídia e pelas pessoas se tornam verdades.

Quem se utiliza do termo feminazi quer principalmente desqualificar o movimento feminista, suas conquistas e sua voz. Quer reproduzir idéias estereotipadas, tacanhas e falsas que ajudam a definir o feminismo como um clichê em que mulheres raivosas lutam para tomar o lugar dos homens. Além de se utilizar do direito de definir um movimento do qual não faz parte, justamente para empobrecer sua causa. O que podemos concluir, ao ler o que as pessoas que usam o termo feminazi dizem, é: “Aceito que você seja feminista, desde que não seja uma feminazi, mas quem vai determinar se você é ou não uma feminazi sou eu.” Então, além de desqualificar um movimento social e suas participantes, a pessoa também se sente no direito de definir os critérios para classificar quem é radical e quem não é. Quem utiliza e dissemina o termo feminazi não está qualificando uma pessoa, na verdade está desqualificando todo o movimento feminista e banalizando o nazismo.

Veja bem, existem muitas pessoas chatas no mundo, gente que xinga muito no twitter e etc. Você pode simplesmente achá-la chata, não? Eu não gostava do Plínio de Arruda Sampaio nos debates eleitorais, achava-o chato e implicante, não vi contribuição para a discussão, só fazia atacar e atacar. Poderia definí-lo como um socialista radical chato. Isso me basta, pois reconheço o direito que ele tem de ser assim e a validade de suas idéias. Tanto no socialismo como no feminismo há bandeiras e causas que você pode concordar ou não. Porém, em nenhum momento cunhei o termo nazi-socialista para ele, em nenhum momento espalhei e preguei que ele quer o extermínio das pessoas neoliberais deste país. Então, para que cunhar e disseminar um termo como feminazi? A quem interessa desqualificar todo um movimento e não apenas chamar uma pessoa de chata? Os movimentos sociais reivindicam mudanças sociais por meio de expressões políticas, sociais e filosóficas. A quem interessa não discutir propostas de mudanças sociais?

Isso é uma feminazi? E tem que ser peluda também, né?

A quem interessa afirmar que não há racismo no Brasil? Que há igualdade para todos, basta a pessoa correr atrás? A quem interessa dizer que você pode ser gay, mas só se usar roupas de homem e se comportar como macho? A quem interessa espalhar as idéias de que negros, mulheres e gays querem ganhar privilégios e que os homens brancos e héteros estão ameaçados? A quem interessa dizer que se homofobia virar crime a liberdade de expressão estará ameaçada? A quem interessa dizer que todas as feministas são radicais e violentas e dar provas disso usando tuitadas em que a pessoa fala palavrões? A quem interessa afirmar que qualquer opinião contrária é patrulhamento?

Nenhum movimento social é homogêneo. Ninguém é uma pessoa 100% justa e correta só por fazer parte de um movimento social. Dentro do movimento feminista há diversas opiniões divergentes sobre pornografia, prostituição, licença-maternidade, casamento, economia, política, etc. Porém, há pontos de união, há a luta contra o machismo que prejudica não só a mulher, como também o homem. A identidade de um movimento está em suas ações e não na particularidade de suas participantes. Porém, quando não se tem mais argumentos, a solução para desqualificar um movimento é compará-lo a algo extremamente desumano como o nazismo. Quem faz questão de usar e disseminar um termo como feminazi ajuda na expansão do conservadorismo e na extinção das novas idéias sociais. Contribui para a falta de diálogo e para a renovação do machismo na sociedade.

O feminismo é um movimento que encontra-se muitas vezes isolado, sem o apoio de grupos de direita e esquerda,  não pelo “radicalismo” de suas participantes, mas justamente pelo preconceito, pelas idéias deturpadas, pela falta de visão quando se fala de representatividade para mulheres, pela falta de educação e de um conhecimento maior do que seja feminismo. É fato que mesmo na internet as feministas parecem falar para elas mesmas e por mais que perteçam a grupos de blogueir@s suas reivindicações não ganham peso, pois a maioria não faz questão de que exista representatividade, acham que há questões mais importantes a serem tratadas. O feminismo, assim como o movimento LGBT e o movimento negro, deveria ser uma luta de todos na sociedade, pois pregam justamente o fim das desigualdades sociais, são movimentos pautados nos direitos humanos. Todos somos cidadãos, mas não somos vistos e tratados da mesma forma. A quem interessa isso?

Publicado por

Bia Cardoso

Uma feminista lambateira tropical.

50 comentários sobre “A quem interessa comparar feministas a nazistas?”

  1. O contrário da igualdade não é a diferença, mas a desigualdade. Sou feminista e luto, incansavelmente, pela equidade de gênero, por acreditar que a igualdade jurídica só exsite com o respeito às diferenças.
    Mui grata
    Lele

  2. Srtabia lindas palavras!! Realmente a questão é perguntar a quem interessa a utilização desse rótulo? Quem é beneficiado com a repercussão de idéias conservadoras? Com certeza não é a luta pleos direitos de igualdades de democracia.
    bjs

  3. São textos como este que me dão esperança de que as coisas podem mudar. Ainda bem que temos blogs como o seu, com um discurso tão bem elaborado e certeiro. Parabéns e obrigada!

  4. Sábias palavras, mas quero deixar um registro: Fui e sou apontada porque tenho um casamento em que sou feliz. Tenho um casamento em TODAS as contas e tarefas domésticas são divididas, e onde é o pai que fica com as crianças em casa.
    As minhas colegas feministas não aceitam que eu seja feliz no meu casamento e aceitam menos ainda que eu considere que meu marido é sim, um bom homem.

  5. Excelente texto! Clareza e educação na resposta ao discurso machista que vem circulando! Parabéns! Com textos iguais a esse, contribui-se em muito para a visibilidade do movimento e para o rompimentos com estereótipos.

  6. Adorei o texto, principalmente a frase“Aceito que você seja feminista, desde que não seja uma feminazi, mas quem vai determinar se você é ou não uma feminazi sou eu.” Sucinta e direta! Parabéns, srta.!

  7. Obrigada srta. Bia!

    E tatiana, suas amigas não são feministas, são chatas. Se fossem feministas iam achar muito bom q vc tenha um casamento construído na igualdade.

  8. Eu prometi a mim mesma não ler mais sobre esse assunto por achar que o ‘bozo’ não mereça nem 140 caracteres mas ainda bem que parei por aqui. Eu li esse post como o definitivo desde que a polemica toda ganhou força. Parabéns.

    bjs

  9. Excelente texto!

    É bizarro que alguns defendam liberdade de expressão justamente para desqualificar movimentos sociais e iniciativas destinadas a reduzir as injustiças. É como se afirmassem que querem que o mundo continue a droga que está!

  10. Excelente, Bia!

    “E tatyana, suas amigas não são feministas, são chatas. Se fossem feministas iam achar muito bom q vc tenha um casamento construído na igualdade”. [2]

  11. Fico tão triste de ouvir e ler mulheres tripudiando sobre o feminismo. Como se a ele nada devessem. Como se fosse um defeito, uma injúria, uma vergonha. Não entendo o que o feminismo pode fazer de mal para suas vidas, o porquê de tripudiarem contra quem o defende. Mais do que qualquer Nassif ou troll da internet, me dói mesmo a rejeição entre as mulheres – a falta de entendimento e mesmo a preguiça de entender do que se trata. Seu texto está ótimo, obrigada.

  12. O texto me convenceu num ponto. Já usei o termo feminazi, mas vou abandoná-lo porque ficou muito marcado e vem sendo usado por caras muito babacas, os machistas que têm medo das mulheres.

    Sou a favor da liberdade, e por isso tenho implicância com as posturas de algumas feministas, que para mim lutam para diminuir a liberdade sexual das próprias mulheres. Há feministas muito moralistas, que traçam parâmetros do que é ou não aceitável para a sexualidade de uma mulher, e passam a taxar como “machista” ou “reflexo do patriarcado” qualquer comportamento que fuja deste padrão papai-e-mamãe.

    Para essa linha de feministas, a mulher nunca pode demonstrar sensualidade e não pode gostar de despertar desejos. A mulher que sinta prazer em ser vista como gostosa e gosta de afirmar a própria sensualidade não é um indivíduo dono dos próprios desejos, é uma vítima da sociedade machista. Mulheres como Catherine Millet, que curtem transar com dezenas de homens numa noite, ou Autumn Sonichesen, que gosta de fotografar mulheres peladas, são vistas com desprezo por essa linha de feminismo.

    É o tipo de feminista que se diz vítima de assédio sexual quando um homem a convida para um chope. Um direito dela, claro. Mas querer estender essa visão de feminilidade para todas as mulheres é tão repressor e castrador quanto o machismo mais babaca.

    É nesse sentido que o feminismo, ou pelo menos uma de suas vertentes, pode, sim, ser criticado.

    E tão ruim quanto chamar alguém de feminazi é chamar de machista qualquer um que pense diferente delas.

  13. Fausto, nunca vi uma feminista que considerasse assédio ser convidada pra tomar um chopp.

    O que vejo são feministas que se sentem desrespeitadas quando os homens (que são muitos e o tempo todo) as tratam como se tivessem num catálogo (ou num açougue), agindo como se tivéssemos obrigação de aceitar suas investidas, por mais asquerosas que sejam. Que nos tratam como se tivéssemos que nos sentir lisongeadas por qualquer demonstração de interesse em nossos corpos, por mais que essa demonstração seja desrespeitando nossa liberdade de simplesmente sair por aí com nossos corpos. Como se toda mulher tivesse obrigação de gostar de ter uma aprovação masculina, afinal, só assim pra termos nossa autoestima elevada, né? A mulher que diz que não gosta disso é uma mentirosa.

    É disso que vejo as “feministas radicais” reclamarem.

  14. Não que feministas desse tipo não existam. Do mesmo jeito que devem existir feministas que querem que todos os homens morram e que o mundo se exploda.

    Mas, andando por blogs e pelo meio onde foi divulgado e discutido o termo “feminazi”, não encontrei nada que remetesse a isso. Principalmente entre as feministas “barraqueiras”, que nada mais fizeram do que falar a verdade e bater de frente com os homens – coisa que parece ser inadmissível.

  15. Um exemplo do feminismo que considero castrador está aqui: http://www.botecosujo.com/2010/11/as-gostosas-e-os-que-nao-gostam-delas.html.

    Mas um texto que realmente recomendo sobre o feminismo castrador (abandono o termo feminazi, OK?) é esse aqui, de uma blogueira que foi ofendida por patrulheiras feministas porque ousou se mostrar em fotos de lingerie: http://ebompraquemgosta.wordpress.com/2009/07/23/lingerieday-o-dia-em-que-eu-virei-um-bife .

    Em ambos os exemplos, os homens estão em segundo plano. São mulheres repreendendo o comportamento de mulheres em nome de uma suposta luta contra o patriarcado.

    E, sim, já teve feminista que me disse ter sido vítima de assédio porque um cara a convidou para tomar uma cerveja.

  16. Fausto,

    Você não acha um pouco irônico que pessoas de fora de um movimento, que não participam dele, não o entendem e nem sequer o aceitam como legítimo (Nassif num dos tweets disse qeu ser feminista era falta de uma causa de verdade) venham dizer como as pessoas do movimento devem conduzir seu pensamento? Então ficamos assim, é ok ser feminista, desde que sejam feministas do jeito certo (ou seja, do jeito que não me incomoda)?

  17. Fausto, fico muito feliz que você deixe de usar o termo “feminazi” e acho que a questão é exatamente essa. Há tipos e tipos de feminismo, há idéias feministas que você considera castradoras e aí acho sim que cabe a crítica e a discussão.

    Dentro do próprio movimento ações como essas sã discutidas. Há muitas feministas que defendem a pornografia e a prostituição a outras que não.

    Seu texto “As gostosas e as que não gostam delas” está bom porque você delimitou o contexto, fica meio estereotipado que são na maioria militantes de esquerda, mas entendemos que é um grupo específico de internet. E critica o que você considera puritanismo. Por mim tá ótimo. Você está criticando uma idéia x sem ofender todo o movimento, está declarando que não concorda com algumas idéias. E ao dar espaço as declarações delas reconhece que as mulheres que se manifestaram contra a campanha pró-dilma tem direito de pensar assim.

    Tem feministas que acham a exposição do corpo péssima, tem provavelmente outras que participariam da ação. Vai de cada uma.

    A minha questão é que você pode chamar uma feminista de chata, puritana, radical, etc desde que a identifique. O que acho um absurdo é dar o nome de “feminazi” para uma mulher que simplesmente recusa um chopp pq ela considera isso parte do patriarcado. Ela não é nazista, ela tem idéias específicas sobre o patriarcado e o machismo e tem todo direito de tê-las e você tem todo direito de achá-la chata.

    O que acho terrível não é a crítica ao feminismo, mas a reprodução de estereótipos chulos e perversos. Porque feminazi desqualifica o feminismo e banaliza o nazismo.

  18. Não existe isso de “fora do movimento”. Movimentos sociais são voltados para fora. O MST quer mudar a estrutura fundiária do Brasil como um todo. Os movimentos gays, negro e feministas também querem influir em toda a sociedade e mudar a maneira como todos se relacionam com as minorias. Assim sendo, podem ser questionados pelo restante da sociedade que não faz parte dos movimentos.

  19. Acho que estamos de acordo, Srta. Bia. Eu já fui chamado de machista por algumas feministas dessa linha, mas eu devo ser um tremendo traidor do movimento machista, porque em casa minhas filhas e mulher mandam todas em mim.

  20. Fausto, acho que há pessoas machistas, mas mais do que pessoas acho que existem atitudes machistas. Eu, mesmo sendo feminista devo ter atitudes machistas, a questão é que estou disposta a repensá-las.

    Um homem pode, por exemplo, criar uma filha extremamente libertária, mas ter uma esposa submissa e infeliz. Acredito que o que torna uma pessoa não machista (porque machismo e feminismo não são antônimos) é estar disposto a repensar, a dialogar, a compreender, a conversar, a conhecer e a assumir seus erros e dificuldades.

    Sempre há divergências. Sou uma pessoa que gosta de novela das 8 e reality shows como BBB. Tem feministas que acreditam que esses programas só servem para reproduzir estereótipos da mulher e de seu corpo. Como feminista o meu dever é dialogar com as outras feministas e assistí-los com olhar crítico.

    Acho opiniões contrárias válidas. O problema é saber se as pessoas estão dispostas a dialogar ou não. E aí não é dialogar querendo ganhar a discussão, é conversar levantando pontos de vista. O Nassif por enquanto não quer dialogar. Talvez mais tarde ele volte atrás. Espero que pelo menos para pedir desculpas pelo uso de um termo tão vil como “feminazi”.

  21. Fausto, não tô querendo nem discutir sobre as diferênças no feminismo, só não entendo por que entrar na discussão sobre como existem feministas ruins ou chatas (particularmente, também não concordo com esse tipo de exposição do corpo que você mostrou, mas não pelos motivos apresentados – pelo menos não tão simplificadamente), sendo que a questão é o uso do termo que desqualifica todo o movimento.

    Não acho a discussão inválida, só não entendo por que levantar nessa ocasião, sendo que, pelo menos eu, não achei nenhuma feminista, nem as julgadas brabas, abordando esse tipo de questão. Não entendo por que, mais uma vez, atacar feministas, sendo que a idéia é acabar com um esteriótipo perigoso.

    Posso tar falando bobagem, mas é que me entristece um pouco essa vontade que as pessoas têm de tentar provar que, de algum jeito, as feministas tão erradas, mesmo que não seja relevante na questão, como se fosse, de alguma forma, justificar alguma atitude contrária – mesmo que não estejamos acusando de nada.

  22. Fausto,

    A questão não é que não possa haver crítica. Eu posso não gostar de de um movimento qualquer mas nunca em senti no direito de ir lá e dizer como eles tem que agir. O problema é que as critcas feitas ao feminismo normalmente não são críticas, mas sim discursos para mostrar que o movimento não tem validade, importância ou direito de existir.

  23. Srta. Bia, tinha lido ontem este post e hoje fico sabendo pelo Twitter que ele foi reproduzido no blog do Nassif (não sei se o trackback demora pra rastrear, pois não vi o link aqui: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-entender-a-revolta-das-feministas).

    Confesso que estava desapontada com esta história toda e com o modo como o Nassif estava a tratando, mas o fato de seu post ter ido parar lá já me deixa um pouquinho mais otimista. Não, não é o melhor dos mundos, mas já é um começo.

  24. adorei ver o lindo post da @srtabia no blog do Nassif, mas o nível de alguns comentários dá uma idéia do árduo caminhp q temos. o meu começa em casa fazendo o que posso pra não botar no mundo mais 2 homens machistas…mas adianto. não é fácil

  25. Adorei! o movimento de defesa dos animais, os veganos, sempre são taxados de radicais… essa é uma forma de desqualificar qualquer iniciativa…
    mas o “radical” é aquele que vive segundo aquilo que acredita. Conheça o meu blog, vamos manter contato. Abraços.

  26. “O feminismo, assim como o movimento LGBT e o movimento negro, deveria ser uma luta de todos na sociedade, pois pregam justamente o fim das desigualdades sociais, são movimentos pautados nos direitos humanos. Todos somos cidadãos, mas não somos vistos e tratados da mesma forma. A quem interessa isso?”
    é isso ai- diz tudo.
    abs

  27. Perfeito em cada palavra, Srta. Bia.
    E olha, sei que pensou em um universo mais amplo, mas as blogueiras não falam sozinhas. Mudei minha visão de mundo a partir de grandes blogueiras e tenho certeza que da mesma forma que vcs mudaram minha visão/mentalidade/vida e me tornaram militante também o fizeram com e por muitas outras mulheres – e por que não – homens.
    Bjs…

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