Chaves.

Chaves, casas, quartos, portas, trancas, segredos e vidas. Tenho várias casas, mas nenhuma é realmente minha. Tenho um quarto, um travesseiro e um chinelo em diferentes casas, em diferentes vidas. Seja quais forem os estranhos, as chaves estão lá, cada um com as suas. Sentindo-se muitos seguros de poder voltar para casa. Qualquer casa. O barulho das chaves é inconfundível, até o dia em que ele abre a porta e eu estou lá. Você ainda quer morar comigo? O Mar me ensinou muito sobre chaveiros, e também que a vida é uma merda às vezes, pois tudo o que queremos é um cafuné. E nesses momentos até pensamos que somos fracos. Esperando apenas o dia em que conquistaremos nossas próprias vidas.

Ps.: O chaveiro do Klimt foi comprado na Pinacoteca de São Paulo.

Ps 2.: Ganhei o Bolão do Oscar no 1001 Gatos de Schrodinger. Não faço a mínima idéia de quais foram meus palpites. Mas concordo com todas as críticas que dizem que foi o Oscar da Esperança. Porém, divertido mesmo foi ler o post da Claudinha e lembrar dos mini-posters da revista SET…rs.

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3 thoughts on “Chaves.

  1. Olá, tudo bem?

    Querida, li seu e-mail hj e vou pensar a respeito para escrever uma coisa decente, ok?

    Lendo seu post me lembrei do filme “My Blueberry Nights”, qdo eles falam sobre chaves e portas (na vida). Vc já assistiu? É com a Norah Jones e o Jude Law. É legal, eu gostei.

    Um beijo!

  2. O Carnaval passou e minha mente ainda está em marcha lenta. O que significa que preciso ler tudo duas vezes e respirar fundo (rs).
    Estou naquele momento em que tudo ainda faz barulho e eu estou com as janelas fechadas.
    Então, estava lendo seu post com o Simply Red de fundo e lembrei que não faço a menor idéia de onde estão minhas chaves. Saí hoje pela manhã para ir à feira, mas na volta mio amore abriu o portão e as portas, com sua gentileza masculina (que anda em falta por aí e em sobra por aqui – diga amém por favor – rs).
    Nunca gostei de chaves até o dia em que minha tia Celina passou um final de semana em casa, entrou em meu quarto e revirou meu velho baú, depois disso passou a fazer comentários tolos que me deixavam furiosa. Descobri que o mundo precisa de trancas e chaves para nos manter abertos ou fechados – ou seja, a salvo de algumas espécies. rs
    Mas ainda não sei onde estão minhas chaves atuais.
    Abraços meus caríssima