De licença médica por 15 dias, consegui tempo para rever todas as temporadas de Sex and the City. Sempre fui fã e durante uns 4 anos juntava as amigas para assistir e discutir sobre sexo, relacionamentos, feminismo, amizade, atitudes e amor. Mulheres dão muito valor a sua vida sentimental, sempre temos histórias de amor para contar e gostamos de compartilhá-las. O seriado falou explicitamente sobre o comportamento sexual, financeiro e feminista das mulheres com quem convivo entre 18 e 40 anos. Rever cada temporada mostra que certos dramas nunca mudam, porém a vida das solteiras anda bem divertida entre um namoro e outro. Serão vários posts sobre a série, analisando alguns dos meus diálogos preferidos, então prepare-se para discutir a relação.
A pergunta principal da primeira temporada é: “Mulheres conseguem transar como homens?” A pergunta não é mais se elas podem, mas se conseguem. Fazer sexo como um homem significa não se envolver emocionalmente. A maioria das mulheres que conheço não conseguem. Gosto de namorar, gosto de ter alguém por perto, além da relação sexual melhorar muito com a intimidade. Seria uma evolução sexual fazer sexo como homens?
# Episode 6: Secret sex. Carrie e Big transaram no primeiro encontro. Ela sente culpa e fica paranóica com o fato, pois reza a lenda urbana que se você transa no primeiro encontro o homem nunca mais vai te ligar.
Carrie (pensando): – Não vou ser a primeira a falar. Se ele nunca mais me procurar, me lembrarei dele com carinho… como um babaca.
Carrie: – Foi muito bom… Você consegue acreditar, nós… no primeiro encontro? Eu… não havia planejado, sabe? O que você acha?
Big: – Acho que foi maravilhoso. Mas… o que eu sei? Quer comida chinesa?
Essa é uma neura clássica. Por mais que todas já tenham transado no primeiro encontro, sempre rola essa angústia, como se o prazer do sexo ficasse para trás diante da culpa de não ter feito charminho. As mulheres querem sexo, mas não querem que ele pense que é só isso. A velha história de que a gente não quer só comida… A partir disso podemos pensar que as mulheres são seres eternamente insatisfeitos, mas talvez seja nossa natureza inquieta. Analisando clichesticamente, o relacionamento de Carrie e Big começa mal, desde o início ele já demonstra ser um cara que chamamos comumente de babaca, mas que no fundo as mulheres amam, pois ao invés de dar atenção e nos mimar, nos trata com certa indiferença e sabe jogar seu charme na hora certa. O sonho de uma mulher não é ser a melhor transa de um cara, mas sentir-se especial. Acreditar que ela é a the one da vida dele, quando na verdade a the one da vida dos caras é a Princesa Léia.
# Episode 11: The Drought. Carrie peida na frente de Mr. Big, coincidentemente eles dormem juntos, mas não transam, começa aí uma avalanche de paranóias e segue-se a pergunta: sexo é realmente muito importante num relacionamento? Porém, Carrie numa conversa explicita o principal medo das mulheres apaixonadas:
Carrie: – Bom… acho que está tudo acabado mesmo. Nunca deveria ter peidado.
Miranda: – PelamordeDeus, Carrie! Não aguento mais ouvir falar do peido. Não foi o peido!
Carrie: – Eu sei que não foi o peido! Acho que estou apaixonada por ele e morro de medo que ele me largue por não ser perfeita. Não transamos mais. Ele não ligou. E se ele não ligar, e em três semanas eu ler no New York Times que ele se casou com uma mulher perfeita que nunca peida?
O maior medo da mulher apaixonada é ser abandonada, para evitar a rejeição logo no início do relacionamento apaixonados controlam atitudes, gestos, opiniões e até expressões fisiológicas, com o intuito de agradar o ser amado. Porém, pessoas são inexplicáveis, isso não é garantia de nada. Lidar com a rejeição é difícil. Por mais que se tenha passado pela experiência, por mais que se tenha escutado músicas de fossa, o medo ronda. Carrie é o melhor exemplo da paranóia feminina, um peido vira uma bomba nuclear, uma menstruação pode significar o fim de todos os sonhos. Mulheres não podem peidar nem arrotar, no fundo devemos ser todas Sandys e negar até o fim. Fica visível em vários momentos que se Carrie relaxasse e deixasse o relacionamento fluir talvez houvessem menos brigas. Sexo é importante, se algo mudou é preciso investigar os motivos, mas sem tantas neuras. É difícil, mas aquele ceticismo que ganhamos depois de vários break-ups ajuda. Mulheres estão sempre tentando fazer o relacionamento dar certo, como se fosse a última bóia do Titanic. Relacionamentos precisam existir, precisam de pessoas envolvidas, e não é possível obrigar ninguém a se comprometer.
No próximo post o início dos melhores momentos da segunda temporada.




Lara // nov 4, 2008 at 8:43 PM
“E se ele não ligar, e em três semanas eu ler no New York Times que ele se casou com uma mulher perfeita que nunca peida?”
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Não lí todos os espisodios. Mas já assistir o filme, muito bom. Seria ótimo se as mulheres conseguissem transar como homens.
beijo
Cherry // nov 4, 2008 at 10:20 PM
Vamos por partes…rs. Ou acabo me perdendo de novo…rs
Tb assisti alguns episódios da série. Não inteira, mas gostei do q assisti.
Srta. Bia, pode ter sido uma pergunta retórica, afinal, tenho (quase) certeza q a srta. sabe a (tua) resposta, mas sim, transar como os homens seria uma evolução…
E nem preciso justificar pq a srta. mesma o faz qdo diz, logo abaixo, que o prazer do sexo fica para trás diante da culpa…
E eu acho, apenas acho, que ser a ‘the one’ na vida dele é ser a melhor transa. Mas acho, e apenas acho, que eles não sabem lidar com isso, saca? Não com o fato de ser a melhor transa, mas de ser a the one. E aí te fazem sentir-se especial e o q faz com que vc queria ser especial ao invés da melhor transa…
Um tanto qto complicado o que eu acho, mas como só acho, não precisa de embasamento e blábláblá…
Sexo é importante no relacionamento? Sob qual ponto de vista? Fem. ou masc.?
A Sandy é mesmo uma gracinha, mas não dá. ela povoa o imaginário dos meninos porque querem se imaginar o primeiro, o vencedor. Sandy é troféu, saca? Deve haver até algum divertimento pensando nela, mas eles preferem (isso eu sei
) é o palpável… Sendo assim, sabem q nós somos mortais (e adoram qdo chegamos bem próximas a normalidade), cheinhas de defeitinhos, cheinhas de gordurinhas, de alface grudado no dente e todo o resto q só serve pra nos deixar paranóicas…
Enfim, acho q é meio isso…
Beijos!
Cherry // nov 4, 2008 at 10:20 PM
Nossa!
meu comentário ficou imeeeeeeenso!
Bom, compensação do tempo q eu era barrada por aqui
dama de cinzas // nov 5, 2008 at 7:28 AM
Definitivamente a grande maioria das mulheres não sabe fazer sexo como homens, daquele que olhou, gostou transou, virou as costas!
Mas algumas conseguem, eu aprendi a fazer… rs
Beijocas
Carol // nov 5, 2008 at 7:57 AM
Existem mulheres que fazem sexo sem nenhum compromisso, so pelo prazer. Quando a coisa funciona com todas as cartas na mesa, todo mundo sabendo exatamente o que esperar do outro, acho valido. O problema acontece quando as expectativas são diferentes…
Isso da mulher que nunca peida é bem complicado, e é outra coisa que confunde tudo… Faz parte daquela coisa de quando a relação começa, da gente querer mostrar so o nosso melhor lado para evitar a rejeição, e isso vale para homens e mulheres… A gente não admite que assiste novela, que lê Capricho, que gosta de, sei la, musica sertaneja, faz questão de estar sempre com a lingerie combinando… E é claro que isso provoca uma puta tensão no relacionamento.
Carol // nov 5, 2008 at 12:19 PM
Bia, quase morri de tanto rir do peido! Hahahaha!
Eu sou meio “moleque”, sabe aquelas poucas que não se importam? Sou eu, mas só até certo ponto. Quando a coisa fica “legal” – o que geralmente demora um bocado porque eu não deixo ficar legal, porque eu sei que vou me machucar – ai começam as “neurinhas femininas”, tudo absurdamente controlado prá não dar na cara.
Acontece que quando acaba, prá mim, acaba e pronto. Eu sei botar uma pedra em cima e agir como se nada tivesse acontecido. Não choro, não me descabelo… Mas pode ter certeza que, longe do indivíduo, junto com o meu travesseirinho, eu desabafo… Ah, eu desabafo!
=D
Lunna // nov 5, 2008 at 5:15 PM
Oi Bia, bom saber que vc está bem… Olha, eu juro que tentei assistir Sex and the city, mas nunca fez parte do meu universo, então não consegui. Eu sou o avesso disso tudo. Totalmente romântica e o sexo sempre foi a última coisa a se pensar, hoje em dia eu até mudei um pouco nesse sentido, penso em sexo vez ou outra, mas continua não sendo o ponto alto do meu relacionamento. E as discussões sempre foram um pouco fora de conteúdo pra mim. Jogava futebol, era meio masculinizada e não pensava em namorado. Bem, hoje eu tenho um namorido e ainda assim acho as mulheres muito neuróticas (rs) eu sei, eu sou mulher… hahahahahaha
Beijos
Charô // nov 5, 2008 at 8:48 PM
Talvez o melhor seja não obrigar ninguém a se comprometer, né? O poliamor é o futuro!
Lady Rasta // nov 6, 2008 at 12:29 AM
Eu amoooo sex and the city, baixava os episódios antes de passar no Brasil e fazia brunches com as amigas para vê-los!
Não, não acho que mulheres consigam fazer sexo como homens (ao menos não na frequência com eles fazem) – e a maioria das meninas que diz que leva isso numa boa normalmente fica numa puta deprê no dia seguinte…
Sexo na 1a noite? Acho que depende de vc: todas as vezes em que isso aconteceu comigo, o lance durou muito tempo, e quando eu fiz tipo, deu tudo errado. Acho que o certo é ser espontânea, sem planos X alfa B4 do Cebolinha pra derrotar a Mônica sabe?
E eu adoro a Carrie, mas ela às vezes exagera né?
Amei, vou acompanhar a série de posts!
Jaque // nov 6, 2008 at 4:58 PM
Adoro a Carrie, mas uma coisa é fato, ela entra numas paranóias bizarras. E pior, paranóias que a maioria das mulheres tem…
Eu dava muita risada com ela, mas ficava pê da vida quando via ela fazendo coisas que eu também fazia…rsrsrs
Fazê o quê, né? Pois é…rsrs
Bejim
Carol // nov 6, 2008 at 9:19 PM
Ah, a Carol sem linque la de cima é a Milady Carol, espousa do Celinho do Prosaico
? Não me identifiquei direito, me enrolo sempre… E obrigada pela resposta ao comentario ! Respondi por aqui pq não sei se da para responder ao e-mail…
Beijins !
Maurizio // nov 8, 2008 at 12:03 PM
eu nunca vi, e lendo vc, é como se estivesse vendo sempre.
Maurizio
Alline // nov 9, 2008 at 8:30 PM
O lance do peido já aconteceu comigo… eu ri muito quando vi a Carrie na mesma situação. Ninguém é perfeito mesmo.
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