Jean-Claude Bernardet

Saiu na Piauí de setembro do ano passado um perfil do cineasta, roteirista e crítico de cinema Jean-Claude Bernardet: Autoficções de uma pessoa-laboratório.

Acho que hoje em dia não há mais curso de cinema da UnB. Porém, lembro que quando estudei lá (em outro curso) era meio mágico ver as pessoas falando sobre o início do curso de cinema e, que nele lecionava Jean-Claude Bernardet. Foi com certa surpresa que descobri nesse perfil que ele ficou pouquíssimo tempo lá, logo os militares o expulsaram junto com outros tantos professores. Fiquei com essa associação na cabeça. Quando penso em Bernardet, penso no curso de cinema da UnB.

O perfil tem ótimos causos, em especial uma viagem para os Estados Unidos com Eduardo Coutinho. Além de fofocas sobre a época do Cinema Novo e a vida pessoal de Bernardet. Uma figura peculiar e interessantíssima.

Aos 75 anos, o francês Jean-Claude Georges René Bernardet é um personagem improvável. Leitor quase cego que lê muito, é um acadêmico que fez mestrado sem ter feito a graduação. Um avô septuagenário que salta de paraquedas. Um intelectual de esquerda que inventou um brinquedo e vendeu a patente para a Grow. Um homem que tem o vírus da Aids há duas décadas e permanece bem disposto. Um professor expulso da universidade na ditadura militar por ser de esquerda e acusado pela esquerda de ser reacionário. Um homossexual que se casou e teve uma filha. O ateu que leu a Bíblia e o Alcorão na íntegra. Um escritor sério que expôs a intimidade em livros e acha que vale a pena ver o Big Brother. O autor que escreveu crítica como se fosse autobiografia e autobiografia como ficção.

Jean-Claude Bernardet. Foto de Walther Bahia/Revista Piauí

Sextas de Nova (11)

Olá Amiga-Irmã-Companheira-Apreciadora-de-Lactobacilos-Vivos, estamos de volta! Durante todo esse tempo, fizemos uma grande imersão por outras revistas femininas. Após essa longa pesquisa, agora não só enlouquecemos nossos homens, como também sabemos tudo sobre o cocô. Graças a revista Women’s Health descobrimos que há um livro chamado: O Que Seu Cocô Está Dizendo a Você. Praticamente um tradutor entre você e o vaso sanitário. Além disso, ficamos aliviadas ao saber que: ”O fato de as fezes flutuarem não é ruim”, garante o gastroenterologista australiano Terry Bolin. Não sabemos porque alguém iria até a Austrália para saber sobre merda, mas enfim. É bom ver que as outras revistas femininas estão melhorando cada vez mais nossas vidas.

Oi? Tô aqui super gata, me querendo muito e enlouquecendo meu homem enrolada nessa cortina de 400 fios egípcios.

Agora que sabemos até para que time nosso cocô torce, é preciso pensar em como preencher os outros espaços vazios de nossos corpos. Nossa querida Revista Nova propõe a você um: Test – Drive. Conheça a experiência de mulheres que ficaram com tipos diferentes de homens.

Esse é o momento que você esperava para usar todos os trocadilhos possíveis envolvendo carburador, carrapeta, potência, motor, rebimboca, etc. Porém, é também o momento de pensar na sua vida antes de casar, porque depois amiga, acabou a festa, como nos demonstra o subtítulo: Sabe aquele ditado “Enquanto não acho o certo, me divirto com os errados”? As leitoras abaixo adotaram e viveram experiências com caras para quem você deveria dizer “Sim, Sim, Sim” antes de subir ao altar.

Dá até vontade de não casar só para viver na piriguetagem, mas isso não é coisa que mulher direita de Nova faz. Portanto, cata aí o caderninho para anotar as melhores dicas para agarrar aquele bofe que já chega no kuduro só para nossa alegria.

A gente até imagina Marcelinho lendo esse conto erótico cheio de antropologia nagô, não é mesmo? Adoro que por ser um selvagem, sexo era sua principal atividade. Certeza que nesse lugar deve haver monoculturas de homens como esse. Então, o importante é você ficar com um homem tão diferente de você, que você praticamente o considera um selvagem de uma tribo distante, só porque ele não sabe escrever o português formal. Se você não tem grana para ir até o sul da Bahia e tal, qualquer ator de Malhação deve resolver seu caso.

Essa dica vale só pelo fato de saber que quando estamos com um famoso a adrenalina é total, porque ficamos a noite toda olhando o cara no palco. Aguardamos imensamente uma transcedental sessão de masturbação coletiva entre a galera da geral. A banda é de Pernambuco, mas se você quiser relatar sonhos eróticos com Alceu Valença ou Fagner sinta-se a vontade.

Senhora, não sabemos informar porque você tem que pegar homens maus de cama pelo resto da sua vida e só esse bom de cama. Nossos atendentes estão indisponíveis nesse momento, mas vamo aê. A pessoa faz uma tatuagem que nem queria, mas como pretexto para pegar um cara resolve fazer mais duas. E a gente achava que o mercado tava fácil. Agora, a pergunta que não quer calar: quem é Ricardo? Se Ricardo não é o tatuador, por que é tão importante citar o nome dele na história? Você também achava que Ricardo era o Bom-De-Cama, né? Rá, pegadinha do Mallandro! Ricardo é o namoradinho, gente? Ricardo é o sujeito oculto do objeto indireto? Ricardo é apenas uma lembrança do Ricardão, figura tão popular nas anedotas brasileiras?

Corre lá no site da Nova que ainda tem relatos com um homem mais velho que era um chefe chato, mas virou o safadão  do pedaço. Um homem mais novo que tem hora para voltar para casa. Um gringo que faz gozar em inglês. E um bem-dotado com “um pênis muito grande, mesmo!”. Por que né, antigamente a gente pensava em alguém bem-dotado e imaginava outra coisa grande, só isso para explicar essa surpresa.

Jogos Vorazes

Gosto muito de Jennifer Lawrence, desde Inverno da Alma. Acho que é uma grande atriz. Talvez se fosse coadjuvante em Inverno da Alma tivesse levado o Oscar, já que Hollywood adora premiar jovens atrizes nessa categoria. Jennifer traz uma segurança muito grande dentro de um rosto lindo, mas que guarda imensos abismos. Foi assim com Ree de Inverno da Alma, com Mystique de X-Men: Primeira Classe e, é assim com Katniss em Jogos Vorazes.

Nessas três personagens, Jennifer interpreta adolescentes forçadas a amadurecerem rápido devido as circunstâncias da vida. Também é interessante notar que nunca há a figura paterna nesses três papéis. Ree, assim como Katniss tem a mãe e a irmã. E elas são extremamente dependentes. Mystique tem o irmão, futuro Professor Xavier, mas sabe que eles se afastarão em algum momento. Há figuras masculinas que são importantes para elas, mas a impressão recorrente é que não podem contar com ninguém, cada uma precisa lutar por sua sobrevivência em uma mundo hostil, que as rejeita.

Jogos Vorazes (2012)

O filme tem um ritmo bom. Achei mais assustador do que imaginei, afinal é um jogo em que 24 jovens de 12 distritos devem matar uns aos outros até que reste apenas uma ou um. Katniss vem de um dos distritos mais pobres, seu pai morreu nas minas de carvão. Sobrevive por meio de suas habilidades como caçadora, usando arco e flecha. A mãe e a irmã são seus únicos tesouros. Sua identificação com seu condado sua única esperança.

A jornada da heroína começa diferente da maioria dos heróis porque Katniss não é escolhida por uma profecia e nem é convencida de sua importância. Katniss Everdeen é a mártir voluntária. Ela não aguenta ver sua irmã mais nova ser escolhida. No momento em que a pequena Primrose começa a andar para seu destino, Katniss intervem e se apresenta. A primeira voluntária em muitos anos como deixa parecer a apresentadora do sorteio. Um prato cheio para a audiência.

Katniss é uma heroína muito inteligente, que conta com alguma sorte, mas que também sabe que os bons sempre vencem, mas que também podem morrer jovens. Seu momento final é um grande golpe sobre todos, um ótimo momento para todas as meninas do mundo terem esperança de que podemos chegar onde queremos, porque o sistema sempre tem suas falhas.